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Recuperação de demanda chinesa suporta petróleo

Na última segunda-feira (24), as cotações de futuros do Brent e do WTI encerraram as negociações em alta, sendo cotadas a USD 82,73 bbl (+1,31%) e USD 78,76 bbl (+1,14%), respectivamente.

 

Os futuros do petróleo iniciaram a semana em alta, com a retomada de viagens pela China – e o consequente aumento do consumo de combustíveis para aviação – melhorando os ânimos de investidores. No entanto, o pessimismo quanto a demanda global por petróleo diante da desaceleração econômica em importantes polos consumidores seguiu limitando maiores recuperações da commodity.

 

Retomada de viagens na China Projeções apontam um aumento no número de viagens internacionais na China com a chegada do feriado de primeiro de maio. Com o fim das políticas restritivas contra a COVID-19, o número de viajantes tem aumentado no país, mas os valores ainda são bem inferiores do que aqueles registrados antes da pandemia. Estimativas apontam que, em 2019, 155 milhões de chineses viajaram para o exterior, sendo o principal destino a Tailândia, com Japão e Coréia do Sul em seguida. Em fevereiro, já foi possível observar uma retomada nas viagens internacionais, mas essas ficaram até 90% abaixo dos valores de 2019.

 

Desde o início da pandemia, o setor aéreo tem sofrido restrições e não conseguiu se recuperar desde então. A queda do número de viajantes, além do aumento do preço de combustíveis e demais custos logísticos seguem limitando as operações das companhias, mas a perspectiva de um aumento da demanda por viagens, especialmente na Ásia, melhora o panorama do setor para 2023. Assim, a retomada de viagens na China e o consequente aumento da demanda por combustíveis suportou as cotações do óleo bruto ontem.

 

Como estão as exportações por Ceyhan?

Exportações por Ceyhan seguem suspensas Após um mês desde a interrupção dos fluxos de petróleo do Iraque pelo oleoduto de Ceyhan, ainda não se tem perspectivas de retomada das operações pela região. A interrupção se deu com a vitória do Iraque sobre a Turquia e a região autônoma do Curdistão em uma disputa jurídica de arbitragem, mas os termos para a retomada das operações ainda não foram acordados entre as partes, o que vem limitando o escoamento de até 450 kbpd no mercado global.

 

Rússia deverá reduzir oferta de petróleo em 2023 A Rússia planeja produzir 9,6 mbpd em 2023, uma redução em relação a 2022 – em linha com a previsão de corte de 500 kbpd anunciada pelo governo em fevereiro. A medida visa sustentar as cotações do óleo bruto e melhorar a arrecadação do país com o comércio da commodity e derivados. Desde o início da guerra, o petróleo russo tem sido direcionado com descontos em relação ao Brent para mercados asiáticos, especialmente para Índia e China, diante sanções europeias. A mudança dos fluxos do óleo bruto russo limitou a queda da produção do país, o que evitou um déficit no balanço global da commodity temido pelo mercado desde o início do conflito no Leste Europeu. Atualmente, no entanto, a queda da arrecadação do governo russo levou ao mesmo adotar medidas para controlar a produção doméstica e evitar maiores desvalorizações da commodity diante um cenário menos positivo para o consumo global.

 

Produção anual de petróleo – Rússia (mbpd)

Fonte: JODI. Elaboração: StoneX.

 

Preços amanhecem em queda

Hoje pela manhã (25), as cotações abriram a sessão em queda, com o contrato do Brent para vencimento em junho/23 operando em USD 82,16 (-0,7%) até as 08h30. Apesar das perspectivas mais otimistas sobre a demanda chinesa, o petróleo segue pressionando em meio aos receios de que o FED e o BCE mantenham a política monetária contracionista por um período maior que o esperado.

 

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