
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.
CÂMBIO
Real se mantém acima de R$ 6,00 com forte pessimismo fiscal limitando efeitos da alta da Selic
A semana foi marcada pelo pessimismo e ceticismo de investidores quanto à condução da política fiscal brasileira, o que anulou possíveis ganhos impulsionados pela expectativa de uma sequência mais forte de altas para a taxa básica de juros (Selic). Nos EUA, dados mais aquecidos para a inflação reforçou as apostas de que o Federal Reserve deve reduzir menos e de forma mais lenta os juros americanos. O dólar negociado no mercado interbancário terminou a sessão desta sexta-feira (13) cotado a R$ 6,023, variação de -0,8% na semana, +0,5% no mês e +24,3% no ano. Já o dollar index fechou o pregão desta sexta cotado a 107,0 pontos, ganho semanal de 1,0%, mensal de 1,2% e anual de 5,6%. > Clique aqui e acesse o relatório completo.
SOJA
Soja segue enfrentando resistências de bom andamento da safra sul-americana.
As cotações da soja tiveram mais uma semana de oscilações limitadas em Chicago, mantendo-se abaixo de USD 10,00 por bushel, diante do bom andamento da safra na América do Sul. O vencimento para janeiro encerrou a sexta-feira (dia 13) em 988,25 cents por bushel, queda de 0,6% no período. Com o plantio praticamente finalizado no Brasil, o mercado observará agora o desenvolvimento da safra. As previsões climáticas para as próximas semanas indicam a continuidade das chuvas em bons volumes em praticamente toda a região produtora do Brasil, o que deve favorecer o desenvolvimento das lavouras, principalmente as que passam por fases reprodutivas, fundamentais para garantir uma boa produtividade. > Clique aqui e acesse o relatório completo
MILHO
Milho volta a se recuperar em Chicago, com vendas de exportação que seguem fortes
A semana passada foi de ganhos modestos para o milho negociado em Chicago, com o vencimento de março/25 encerrando a última sexta-feira negociado a US¢ 442,00/bu. Embora o WASDE, publicado na terça-feira (10), tenha trazido grandes suportes para os futuros, que encontraram um ponto de máxima acima dos US¢450/bu na quarta-feira, dados de exportação mais fracos nos EUA fizeram os preços devolverem parte dos ganhos. Na B3, os futuros também registraram ganhos, com o vencimento de janeiro/25 encerrando a semana com ganhos de 0,7% para ser negociado a R$74,49/saca. Por aqui o mercado tem enfrentado grande volatilidade na ponta cambial com surpresa na decisão e juros do Copom e grande turbulência política. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ÓLEOS VEGETAIS
Em meio a fundamentos mistos, óleos vegetais fecham semana em desvalorização
Em meio a fundamentos mistos, óleos vegetais fecham semana em desvalorizaçãoA semana foi de queda para os óleos vegetais em suas principais bolsas de negociação. O óleo de soja terminou o período cotado a US¢ 42,6/lb, retração de 0,8%. Todavia, vale destacar que a semana de maneira geral foi de maior estabilidade em Chicago, com a forte queda da palma na Bursa contribuindo para o resultado negativo para o óleo de soja. Ademais, o mercado segue em passo de espera por novidades quanto às definições no programa de créditos para biocombustíveis nos EUA, enquanto ponderou uma atualização das estimativas do USDA altista para o complexo de óleos junto de melhoras nas estimativas para a produção nas safras de soja sul-americanas.
O óleo de palma terminou a semana cotado a USD 1.103/t, retração significativa de 5,0% em relação à sexta-feira anterior (6). Apesar dos fundamentos majoritariamente altistas, a divulgação de estoques na Malásia levemente melhores que o esperado deu espaço para duas sessões com realizações de lucro mais intensas por parte dos agentes na terça (10) e quarta-feira (11), que definiram a variação negativa no período. > Clique aqui e acesse o relatório completo
FERTILIZANTES
Aumento para preços CFR da ureia, estabilidade para o MAP e valorização do KCl
Nos últimos dias, houve um crescimento para os preços CFR da ureia no Brasil. De um lado, uma nova licitação na Índia deu suporte para os preços, e, de outro, um aumento das negociações no Egito elevou o patamar das cotações no mercado internacional. Vale lembrar que, além disso, a China segue restringindo as suas exportações do nitrogenado. No mercado de fosfatados, comenta-se que a atividade comercial está lenta no Brasil, mas, ainda assim, os preços do MAP seguem estáveis. Por fim, no segmento de potássicos, um crescimento do interesse comprador trouxe um crescimento para as cotações do cloreto de potássio. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PECUÁRIA
Enquanto os preços físicos continuam em baixa, os contratos futuros para 2025 permanecem estáveis e com leve recuperação
Em nova semana de baixa para as cotações dos preços físicos do boi comum no Brasil, todos os estados brasileiros apresentaram baixas. Em São Paulo, o estado com maiores preços, Bauru apresentou as melhores cotações da semana, com R$ 317,5/@, mas em Presidente Prudente, o preço visto já é de R$ 310/@. No Mato Grosso, a menor cotação foi vista no Norte do estado, com R$ 293/@. Em Campo Grande (MS) foram vistos valores de R$ 309/@, enquanto em Goiânia o preço chegou a R$ 300/@. Pelo lado do boi China, em São Paulo foram vistos preços de R$ 314/@, mesmo valor pagado em Araçatuba no boi comum, o que mostra mais uma consequência da histórica alta dos preços do boi brasileiro, uma vez que historicamente os preços para exportações costumavam ser maiores que aqueles pagos para o mercado local. E falando em demanda externa, 2024 continua batendo recordes, uma vez que até o momento os envios de carne para o exterior já ultrapassam em 21% o volume registrado em 2023. No entanto, como é sabido, a sazonalidade das exportações costuma ser menor no primeiro semestre do ano, pelo que os preços futuros estavam começando a refletir essa expectativa para os primeiros meses do próximo ano, porém, na última semana, apesar de algumas oscilações, os preços permaneceram estáveis para fevereiro/25 e se recuperaram levemente para janeiro/25. > Clique aqui e acesse o relatório completo
AÇÚCAR E ETANOL
Açúcar confirma tendência baixista com divulgação dos dados do Centro-Sul
Nesta semana, os preços do açúcar bruto e branco registraram uma trajetória de queda, marcada principalmente pela influencia baixista do Centro-Sul brasileiro. O aumento das chuvas na região CS – melhorando as perspectivas para 2025/26 – e o relatório da UNICA divulgado na quinta-feira (indicando uma moagem de 20,3 MMt) trazem uma visão de menor aperto no trade flow global, tanto no curto como médio prazo. Para a tela mais líquida do bruto #11 (SBH5), a semana se encerra na marca de US¢ 20,72/lb, variação semanal de -5%. Já para a tela equivalente do açúcar branco (SWH5), a semana se encerra em US$ 528/ton (-5,9%). Dessa maneira, após um período de pouca alteração pelos lados dos fundamentos, a divulgação do Centro-Sul brasileiro parece confirmar o tom de baixa mais claro do mercado.
Etanol mantém negociações próximas a R$ 3,15/L
Nesta semana, entre os dias 9 e 13, os preços do etanol hidratado com base em Ribeirão Preto, SP com impostos, ficou estável em negociações ao redor de R$ 3,15/L, variando entr R$ 3,14/L a R$ 3,16/L. O mercado do biocombustível segue com vendas aquecidas e paridade favorável em grande parte do país. Apesar disso, a produção ainda significativa de cerca de 1,19 mi m³ de etanol durante a segunda metade de novembro contribuiu para manter uma menor pressão sobre os preços, que tendem a avançar durante a entressafra. Para o mês de dezembro, a StoneX espera uma média mensal superior a R$ 3,18/L (com impostos) nas usinas. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CAFÉ
Futuros de café alcançaram máxima histórica na última semana
Na última semana, os preços futuros do café arábica alcançaram sua máxima histórica, mas perderam força e terminaram a semana em queda. Na terça-feira (10), os preços futuros de café arábica abriram com uma alta de 800 pontos (+2,4%), chegando à máxima de US¢ 348,35/lb (+5,5%), mas o movimento perdeu força, e os preços fecharam a sessão cotados a US¢ 334,15/lb (+1,2%). No restante da semana, os preços continuaram a recuar e terminaram o período em queda. Por outro lado, os preços futuros de café robusta encerraram a semana em alta.
Em Nova Iorque, o contrato mais ativo registrou uma queda de 1.075 pontos (-3,3%), encerrando a US¢ 319,50/lb. No terminal londrino, os preços do café robusta avançaram US$ 68/ton (1,3%), terminando a US$ 5.184/ton. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CACAU
Cacau ultrapassa os 11.000 dólares por tonelada, visto também no pico de abril.
Na última semana, os preços futuros de cacau mantiveram expressiva trajetória de alta nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato mais negociado, com vencimento em março de 2025, avançou 14,7%, encerrando o período cotado a 11.300 USD/tonelada. Esse período consolidou a sétima alta semanal consecutiva, dando continuidade ao movimento iniciado pela intensificação de preocupações quanto ao potencial produtivo da safra 2024/25 nos principais países produtores do Oeste Africano. Em outubro, chuvas intensas provocaram relatos de deterioração no desenvolvimento dos cacaueiros da região. A partir de novembro, a redução nas precipitações, com o início da estação seca, aumentou as percepções de risco relacionadas à oferta. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ALGODÃO
Pluma volta a recuar, sendo negociada abaixo dos US¢70/lb
O contrato com vencimento em mar/25 do algodão voltou a desempenhar um pregão de baixa, encerrando a sexta-feira com cotação de US¢69,27/lb, o que representa uma variação semanal de -0,97%. O mercado repercutiu as informações trazidas no WASDE mais recente, que reportou uma estimativa de estoques finais maiores para a safra 2024/25 após revisar positivamente a produção de Índia, EUA e Brasil. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PETRÓLEO
Dados sobre a economia chinesa movimentam mercado de petróleo
Na última semana, as cotações de futuros do Brent encerraram o período com uma alta de 4,74%, sendo negociados na sexta-feira (13) a USD 74,49 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, acumulando uma alta de 6,09% na semana, cotados a USD 71,29 bbl. No período, os contratos do Brent atingiram o maior patamar desde o final de novembro, apoiados pelas perspectivas de um crescimento maior da demanda global em 2025 e por riscos de aumento das sanções sobre importantes países que exportam o óleo bruto, como Rússia e Irã. Além disso, sinais da recuperação do mercado de petróleo chinês e queda dos estoques nos Estados Unidos também contribuíram para a alta dos futuros. > Clique aqui e acesse o relatório completo
DIESEL
StoneX espera novo recorde de consumo no Brasil para 2025
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com uma alta expressiva, de 6,4%, terminando a sexta-feira (13) em USD 2,270 por galão. Os preços do diesel seguiram trajetória parecida com a do petróleo, com as expectativas mais positivas sobre a demanda chinesa e receios sobre um aperto na oferta global de curto prazo garantindo o forte avanço dos futuros do óleo bruto e derivados fósseis. > Clique aqui e acesse o relatório completo
GASOLINA
Preço médio no estado de São Paulo atinge R$5,96/L
Na última semana, o contrato mais ativo do RBOB registrou alta de 5%, cotado a USD 2,00 por galão na sexta-feira (13). Os futuros acompanharam a alta do petróleo, com investidores precificando um crescimento do consumo de derivados em 2025 maior do que estimado nesse ano, além da EIA indicar que o balanço global será deficitário em meio os cortes produtivos da OPEP+. > Clique aqui e acesse o relatório completo

