
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.
CÂMBIO
Taxa de câmbio sobe quase vinte centavos em semana de fatores domésticos e externos adversos
A semana foi marcada pelo aumento consistente da taxa de câmbio do real por conta de preocupações renovadas de investidores com o cenário fiscal brasileiro e de um cenário externo mais avesso ao risco após a confirmação de novas tarifas de importação pelo governo americano sobre China, México e Canadá. A taxa de câmbio do real terminou a sessão desta sexta-feira (28) cotada a 5,9160, ganho semanal de 3,2% e mensal de 1,4%, porém recuo anual de 4,2%. Já o dollar index fechou o pregão desta sexta cotado a 107,6 pontos, variação de +0,9% na semana, de -0,7% no mês e de -0,5% no ano. > Clique aqui e acesse o relatório completo.
SOJA
Soja tem encerramento negativo com preocupações com tarifas
Na semana passada, as cotações da soja em Chicago recuaram 3% para fechar a US¢1025,75/bu. O Brasil seguiu avançando em ritmo acelerado com os trabalhos de campo, com o país já tendo colhido mais da metade da safra na última atualização dos dados de acompanhamento de safra da StoneX. A expectativa é de que o Brasil colha uma safra recorde, com a StoneX estimando a produção de 168,3 milhões de toneladas, o que representa uma redução em comparação à estimativa de fevereiro, mas que ainda deve representar uma safra recorde. Na Argentina, um clima mais favorável ajudou a vermos uma retomada no número de lavouras em condições boas/excelentes, mas a Bolsa de Buenos Aires seguiu estimando a safra do país em 49,6 milhões de toneladas.
Além das novidades da safra na América do Sul, o mercado também seguiu acompanhando o Fórum Agrícola do USDA, que aconteceu na semana passada e trouxe as primeiras perspectivas do departamento para a safra 2025/26 dos EUA. Conforme antecipado pelo mercado, a autarquia apresentou uma perspectiva de queda na área semeada de soja, em vista dos preços mais baixos em comparação a outras culturas. Apesar de não serem levadas em conta pesquisas junto aos produtores, com os números se baseando em fundamentos e modelos de projeção, houve um corte na área plantada dos EUA frente ao ciclo 24/25, para 34 milhões de hectares (em comparação a 35,2 no ano passado), diante dos preços mais baixos em comparação aos do milho. A produtividade dentro da tendência histórica alcançaria 3,53 toneladas por hectares, levando a produção para 118,9 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao colhido em 2024. Pelo lado da demanda, o Fórum espera aumento das exportações e do consumo doméstico, com estimativas de que o uso total da oleaginosa avançaria 2,7 milhões de toneladas, para 121,1 milhões. Com isso, como a produção ficaria praticamente estável, os estoques finais tenderiam a cair, sendo estimados em 8,7 milhões de toneladas, com uma relação estoque/uso de 7,2%. > Clique aqui e acesse o relatório completo
MILHO
Milho recua em semana marcada por tendência de baixa
Na última sexta-feira, o vencimento de maio/25 do milho encerrou negociado a US¢469,50/bu, recuo de 7% na semana. A pressão vendedora veio forte quanto o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na última quinta-feira que as tarifas propostas nos primeiros dias de seu mandato contra China, Canadá e México devem entrar em vigor no próximo dia 4 de março (terça-feira). O fato pressionou o complexo de commodities como um todo e ajudou o milho a manter uma tendência de baixa, reforçada por melhores perspectivas para a safra sul-americana, com um avanço na semeadura da safrinha brasileira, e por pela expectativa, confirmada pelas estimativas do Fórum Agrícola do USDA, de que os EUA plantarão uma área significativamente maior de milho na safra 2025/26. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ÓLEOS VEGETAIS
Óleos vegetais recuam em meio a preocupações quanto à demanda em 2025
O óleo de soja terminou a semana passada em forte desvalorização na bolsa de Chicago, após marcar queda em todos os pregões do período. Junto dos preços do petróleo em baixa, a forte desvalorização na soja contribuiu para puxar os preços do óleo para baixo, em meio às preocupações do mercado com a implementação americana das tarifas de importação contra México e Canadá a partir de 4 de março. Adicionalmente, as primeiras estimativas do Fórum Agrícola do USDA para a temporada 2025/26 indicaram uma produção levemente maior para a soja e, para o óleo, apesar de um esmagamento recorde, indicaram um crescimento tímido na demanda do país, o que também trouxe frustração aos agentes. O contrato de maio/25 terminou cotado a US¢ 44,4/lb, queda semanal de 4,2%.
O óleo de palma registrou desvalorização de 3,3% na semana, com o contrato de maio/25 terminando cotado a USD 1.021/t. O CPO foi influenciado tanto pelas cotações do óleo de soja e do petróleo pressionadas em suas principais bolsas, e reforçada pelo sentimento de que a menor competitividade da palma devido aos seus preços elevados pode continuar limitando a demanda. > Clique aqui e acesse o relatório completo
FERTILIZANTES
Redução para preços CFR da ureia, elevação para MAP e para o cloreto de potássio
Nos últimos dias, o entusiasmo com os sentimentos altistas diminuiu no mercado dos nitrogenados. A ausência da demanda indiana fez os preços da ureia perderem força no mercado internacional, e, assim, as cotações CFR desse produto recuaram no Brasil. No mercado de fosfatados, após semanas de preços estagnados, negociações recentes elevaram os preços do MAP no mercado brasileiro. Por fim, há relatos de que o interesse comprador segue firme no segmento de potássicos, e, por mais uma semana, as cotações do cloreto de potássio aumentaram nos portos do Brasil. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PECUÁRIA
Preços físicos continuaram tendo um leve recuo, enquanto as cotações futuras ainda apostam em um segundo semestre de recuperação
O último dia de fevereiro observou recuos chegaram a sobrepassar os 50% em algumas praças do país. A menor demanda dos frigoríficos em um momento de aumento da oferta por necessidades de descarte antecipado de animais terminados a pasto acabou puxando as cotações para baixo. Em São Paulo, uma semana que começou com R$ 317/@ fechou com R$ 315/@. Já no Mato Grosso, estado que mais abate bovinos no Brasil, o preço que tinha caido antes dos demais estados, permaneceu estável em R$ 310/@. Em relação aos preços futuros, até maio/25 continuam se observando valor de pouco mais de R$ 300/@, para uma recuperação de R$ 329/@ em outubro/25. A forte seca, além de pragas, enfrentadas em vários estados prejudicou as pasturas, afetando o nível de prenhez das vacas, o que levou a um descarte antecipado das mesmas. Porém, justamente por esse adiantamento nos abates, a expectativa é de que uma oferta mais apertada no segundo semestre volte a sustentar os preços mais para frente. > Clique aqui e acesse o relatório completo
AÇÚCAR E ETANOL
Entregas ao final do contrato de março surpreendem e cotações caem no vencimento da tela
O último dia de fevereiro marcou também o último dia de negociação do contrato de março/25 em Nova Iorque (SBH5), tela que começou a ser negociada a US¢ 16,96/lb em abril de 2022 e termina o período cotada a US¢ 19,51/lb, nesta sexta-feira (28).
O contrato passou por momentos de significativa volatilidade no mercado global de açúcar, passando pelas preocupações com o cenário climático global em 2023, devido ao El Niño, uma supersafra produtiva no Centro-Sul brasileiro em 2023/24 (abr-mar), assim como uma quebra produtiva no segundo maior produtor global, a Índia, na safra internacional passada. Além disso, a diminuição nas chuvas no Centro-Sul apoia o movimento persistente nas últimas duas semanas para o K25.
Etanol hidratado segue estável em São Paulo
Na última semana, o indicador do etanol hidratado com base nas usinas de Ribeirão Preto (SP) permaneceu por volta dos R$ 3,40/litro (com impostos), estável em relação às duas últimas semanas. Essa mesma faixa de negociação tem sido mantida nas últimas semanas em meio a um ambiente de menor volume de negócios, segundo reportado por agentes que operam no mercado spot paulista. Seguindo o mês de janeiro, que teve o maior volume desde novembro de 2020, fevereiro apresentou uma menor escalada para os preços com esperado pela projeção de preços da StoneX. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CAFÉ
Preços futuros de café terminaram mais uma semana em queda
Após encerrar a semana anterior com expressivas quedas, os contratos futuros de café arábica e café robusta voltaram a cair na última semana. A perspectiva de melhora nas condições climáticas no Brasil e a expectativa de aumento nos estoques certificados de arábica têm pressionado as cotações. Além disso, a alta do dólar também contribuiu para esse movimento nos terminais internacionais. Em Nova York, o contrato mais ativo, com vencimento em maio, registrou queda de 4,2%, sendo cotado a US¢ 373,05/lb. Em Londres, o contrato mais negociado teve uma desvalorização de 6,8%, fechando USD 5330/ton.
No mercado doméstico brasileiro, os preços de café também encerraram a semana em queda. O indicador CEPEA para o café arábica registrou uma desvalorização de 1,4% na variação mensal até o fechamento da quinta-feira, dia 27, e uma queda de 3,4% na semana, alcançando o patamar de R$ 2472/sc. Para o café Robusta, o indicador CEPEA apontou uma queda de 4,2% na avaliação mensal, além de uma desvalorização de 2,9% na última semana, fechando o período em R$ 1985/sc. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CACAU
Cacau tem queda forte com divulgação de dados da ICCO
A variação do cacau desde o final do dia 21/02 até a última segunda-feira (03/03) foi marcada por um brusco movimento de queda. O contrato mais líquido da commodity em Nova Iorque CCK5, com vencimento em maio, passou de US$ 9,140/ton, na sexta-feira 21/02 para US$ 8,165/ton. Têm predominado sobre a commodity nas últimas semanas o sentimento baixista guiado por uma interpretação mais pessimista para os números de demanda por chocolates – a partir dos resultados de algumas principais empresas do setor de confeitaria, que passaram a comunicar redução na expectativa para os lucros em 2025 e maior repasse de preços ao consumidor. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ALGODÃO
Algodão segue em baixa com aversão ao risco nos mercados internacionais
Os futuros da pluma recuaram mais uma vez na última sexta-feira, com o maio/25 encerrando o pregão negociado a US¢65,25/lb (2,03%). No acumulado da semana, observou-se uma desvalorização de 3,1% para o contrato. Na política norte-americana, a reafirmação de Trump de que novas tarifas dos EUA contra México, Canadá e China devem passar a vigorar nesta terça-feira (04) motivaram vendas substantivas ao longo de todo o complexo de commodities, que se refletiu no milho (-2,4%), soja (-1,1%) e trigo (-1,2%). Além disso, as perspectivas do USDA para a área plantada nos EUA entram em consonância com as expectativas do mercado, que apontavam para uma redução da área de pluma na safra norte-americana 2025/26. O departamento ainda estimou um aumento do consumo a nível global, o que ajudaria a pressionar os estoques de passagem no final da safra. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PETRÓLEO
Incertezas no mercado alimentam sentimento baixista para o petróleo
Na última semana, as cotações de futuros do Brent encerraram o período em queda, de 1,68%, sendo negociados na sexta-feira (28) a USD 73,18 bbl. Os contratos do WTI seguiram trajetória semelhante, recuando 0,91% na semana, cotados a USD 69,76 bbl. O sentimento baixista prevaleceu no mercado conforme incertezas envolvendo a política tarifária de Donald Trump sobre os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos contribuiu para uma maior aversão ao risco dos investidores. Além dos temores macroeconômicos, também se destaca as incertezas envolvendo a resolução do conflito no Leste Europeu. > Clique aqui e acesse o relatório completo
DIESEL
EUA registra alta dos estoques de diesel
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbour ULSD encerrou o período com uma queda de 3,18% terminado a sexta-feira (28) em USD 2,35 por galão. O período marca mais uma semana dos contratos acompanhando as cotações do petróleo, com os futuros sofrendo pressão com incertezas macroeconômicas. Além disso, o aumento não antecipado dos estoques de diesel nos Estados Unidos reforçou a tendência baixista na semana. > Clique aqui e acesse o relatório completo
GASOLINA
StoneX revisa projeção de consumo de gasolina em 2025
Na última semana, o contrato mais ativo do RBOB registrou queda de 2,8%, cotado a USD 1,97 por galão na sexta-feira (28). A pressão sobre os contratos do petróleo acabou impactando também o RBOB, refletindo especialmente o pessimismo com a demanda global em meio ao vai e vem das políticas econômicas de Donald Trump. Para o Brasil, a StoneX revisou suas projeções de demanda de gasolina C em 2025. > Clique aqui e acesse o relatório completo

