
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.
CÂMBIO
Real se desvaloriza após anúncio de tarifas por Trump resultar na pior semana para mercados financeiros desde a pandemia.
A semana foi marcada pela expressiva volatilidade e profunda aversão a riscos após o anúncio de tarifas de importação pelos EUA aprofundou temores de uma recessão global e uma “guerra tarifária” entre os países, levando os mercados financeiros à pior semana desde a pandemia de Covid-19. A taxa de câmbio do real terminou a sessão desta sexta-feira (04) cotada a 5,8382, variação de +1,3% na semana, 2,3% no mês e -5,5% no ano. Já o dollar index fechou o pregão desta sexta cotado a 103,0 pontos, recuo semanal de 1,0%, mensal de 1,2% e anual de 4,7%. > Clique aqui e acesse o relatório completo.
SOJA
Em reação à retaliação chinesa, soja termina semana pressionada em Chicago
As cotações da soja em Chicago encerraram a sexta-feira (dia 04) em 977 cents por bushel, um recuo considerável, voltando a ficar abaixo do patamar de USD 10,00. O mercado repercutiu o anúncio de novas tarifas recíprocas por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, na última quarta-feira (02). Embora as tarifas em si não tragam grandes problemas para o mercado exportador norte-americano, a possibilidade de retaliações tarifárias aumentava a preocupação do mercado com a competitividade da oleaginosa dos EUA. Rapidamente, a China respondeu com tarifas proporcionais contra o país americano, o que pressionou fortemente os futuros, uma vez que a China é um importador relevante de soja no mercado internacional. Os futuros seguem mantendo as baixas enquanto não se chega a um acordo entre os dois países. Além disso, também na semana passada, tivemos os resultados da pesquisa de Intenções de Plantio dos EUA, que trouxe perspectiva de área em 33,8 milhões de hectares, recuo em relação ao ano passado, como já era esperado, e cerca de 200 mil hectares abaixo do Fórum Agrícola. Mesmo não trazendo maiores surpresas, a safra norte-americana vai estar cada vez mais no centro das atenções. Considerando essa área plantada e os dados de balanço trazidos pelo Fórum Agrícola do USDA em fevereiro, a produção ficaria na casa de 118 milhões de toneladas, com uma produtividade média na tendência histórica, em 3,53 toneladas por hectare, não resultando em restrições no balanço. > Clique aqui e acesse o relatório completo
MILHO
Milho se valoriza, mesmo com cenário global adverso
Mesmo em um contexto de pressões baixistas, o milho conseguiu performar positivamente na semana passada, com o contrato de maio/25 acumulando uma alta de 1,5% ao fechar a US¢460,25/bu. O relatório de área plantada dos EUA trouxe uma perspectiva de oferta maior de milho nos EUA nesta safra, o que entraria como fator baixista na conta de balanço global de milho. Além disso, as tarifas e as incertezas com os rumos econômico e comercial também foram fator de baixa para diversos mercados. Ainda assim, a ausência de parceiros comerciais de relevo para o mercado de milho nas novas tarifas renovou o otimismo do mercado, ajudando a explicar as altas em um contexto altamente adverso.
Os preços do milho na B3 enfrentaram pressão na semana passada, com o maio/25 terminando o período negociado a R$77,19/saca (-1,0%). Além do impacto mais tímido das tarifas no potencial exportador dos EUA – o que tende a entregar um ambiente competitivo mais acirrado para as exportações brasileiras –, os preços domésticos também foram influenciados por um real mais apreciado após uma queda forte no Dollar Index após o anúncio das tarifas na última quarta-feira. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ÓLEOS VEGETAIS
Em semana volátil com avanço de discussões com EPA e caos tarifário, óleo de soja fecha em leve alta
A semana passada foi de intensa volatilidade nas cotações dos óleos vegetais. O óleo de soja iniciou em forte avanço, conquistando valorização de 5,7% no fechamento da quarta-feira (2), impulsionado pela notícia de um novo encontro entre a coalisão formada por empresas de petróleo e produtores de biocombustíveis dos EUA e a Agência de Proteção Ambiental (EPA), indicado avanços na discussão por maiores mandatos de geração de biocombustíveis. Já os dias seguintes foram de quedas em meio a uma preocupação e posterior confirmação do caos nos mercados financeiros globais após o anúncio das tarifas de importação dos EUA pelo presidente Donald Trump. No final, o óleo de soja ainda conseguiu sustentar um ganho semanal, com a tela de mai/25 marcando valorização de 1,5%, cotada a US¢ 45,8/lb.
Em uma semana mais curta de negociações, com a bolsa da Malásia não funcionando na segunda e terça-feira devido a um feriado no país, o óleo de palma terminou a semana passada em desvalorização. A palma retornou do feriado com alta significativa na quarta-feira (2), acompanhando forte salto nas cotações em Chicago e influenciada por prévias de importações melhores na Índia em março, apesar de ainda abaixo da média. Todavia, a forte queda nas commodities e no petróleo puxaram também o óleo de palma para fortes quedas diárias na quinta e sexta-feira, levando o contrato de junho/25 a terminar com queda de 2,0% na semana, cotado a USD 976,1/t. > Clique aqui e acesse o relatório completo
FERTILIZANTES
Índia anunciou nova licitação para a importação de ureia, e evento pode trazer volatilidade no setor
Nos últimos dias, os preços CFR da ureia aumentaram no Brasil, devido a três fatores: 1) o término da licitação indiana se aproxima, e as aquisições do país costumam absorver uma grande quantidade de ureia; 2) ainda existem incertezas com relação às tarifas impostas por Trump, e isso reduz a previsibilidade do segmento; 3) por fim, houve indicações de mais negociações no Oriente Médio. No mercado dos fosfatados, as cotações do MAP, do TSP e do SSP também aumentaram, e isso pode piorar a relação de troca dos agricultores. No segmento de potássicos, por sua vez, a tendência altista elevou os preços novamente, e o crescimento dos preços CFR do KCl foi um ponto importante da semana. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PECUÁRIA
Começo do segundo trimestre é marcado por aceleração dos preços físicos e otimismo com possíveis novos mercados
O final da primeira semana de abril mostrou um avanço para as cotações do arroba do boi gordo em todos os estados brasileiros, com destaque para o Mato Grosso, que, após mostrar R$ 315/@ nas praças de Cuiabá e Rondonópolis no dia 31 de março, fechou a sexta-feira com um salto até R$ 325/@. O fato é ainda mais surpreendente após as cotações em São Paulo terem fechado a semana com R$ 320/@, dado que usualmente o estado costuma apresentar maiores preços. Porém, vale lembrar que não é a primeira vez que isso acontece no ano, mostrando o bom momento de precificação para o estado que possui o maior rebanho do Brasil. O momento do ano também marca o fim das temporadas de chuvas e o começo da “safra do boi”, o que costuma aumentar a oferta, mas as boas expectativas com a demanda externa após a abertura do Vietnã e os avanços das negociações com o Japão, geram um cenário otimista no incerto contexto da guerra comercial liderada pelos EUA. Seguindo esse otimismo, as cotações dos contratos futuros de outubro/25 também avançaram, indo para R$ 350/@. > Clique aqui e acesse o relatório completo
AÇÚCAR E ETANOL
Açúcar termina em queda refletindo cenário macroeconômico
Após um início de semana em alta, marcado por fundamentos de alta pelo lado oferta, principalmente pela menor produção Indiana de açúcar, o açúcar reverte a tendência e encerra a semana em queda de 0,6% para a tela mais líquida (SBK5), cotado novamente abaixo dos 19 cents em US¢ 18,96/lb. O destaque, principalmente a partir da quinta-feira (03), foi o impacto de outros mercados sobre o açúcar. A aversão ao risco nos mercados financeiros cresceu consideravelmente com o anúncio das tarifas americanas, que superaram as expectativas. A bolsa americana registrou queda de quase 8% na semana e o petróleo registra impressionante recuo de 11%, influenciando a tendência baixista para o açúcar ao final da semana, apesar da presença de fundamentos altistas de oferta.
Etanol tem semana estável para preços
Nesta semana, os preços do etanol hidratado registraram ligeira tendência de recuperação frente à mínima por volta de R$ 3,25/L atingida ao final de março. A maior sustentação dos preços do etanol na semana, apesar do início das atividades da safra 2025/26 (abr-mar), ocorre por uma queda que havia sido influenciada pela liquidação pontual de estoques de algumas usinas, em preparação para o início do novo ciclo. A trajetória para os preços, considerando a sazonalidade do setor, tenderá a apontar para baixa até meados de julho/25, quando a stonex estima a mínima para o hidratado em 25/26. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CAFÉ
Medo de recessão global e início da colheita no Brasil pressionam cotações do café
Os preços do café terminaram a semana em queda, em meio à mudança no cenário macroeconômico após o anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos. Além disso, a aproximação da colheita no Brasil também atuou de forma baixista para as cotações. Um dos principais fatores foi o sentimento de aversão ao risco que tomou conta do mercado após o presidente americano Donald Trump anunciar tarifas sobre produtos de vários países. O Brasil, por exemplo, foi taxado em 10%, mesmo percentual aplicado à Colômbia. A Indonésia foi taxada em 32% e o Vietnã em 46%. Economistas temem que a imposição dessas tarifas leve a uma recessão econômica global, e esse sentimento resultou em uma liquidação generalizada nas bolsas.
Em Nova York, o contrato mais ativo terminou a semana com queda de 3,8%, cotado a US¢ 365,70/lb. Em Londres, o contrato mais ativo também caiu, com recuo de 4,2%, fechando a USD 5112/ton. Já o dólar encerrou a semana com valorização de 1,4%, cotado a USDBRL 5,84. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CACAU
Cacau despenca após anúncio de tarifas de importação pelos EUA
Na semana entre os dias 31 de março e 7 de abril, os contratos futuros de cacau apresentaram expressiva volatilidade, encerrando o período em alta nos mercados internacionais. O movimento altista nos preços futuros de cacau continua atrelado a incertezas substanciais acerca da oferta no Oeste Africano. A partir de 2 de abril, contudo, a expressiva valorização observada nas primeiras sessões da semana foi rapidamente revertida em liquidações de contratos futuros. Tal movimento ocorreu após o anúncio de imposição de tarifas “recíprocas” de importação pelos Estados Unidos, o que gerou um intenso sentimento global de aversão ao risco nos mercados financeiros. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ALGODÃO
Tarifas pressionam pluma
Os preços futuros do algodão em NY encerraram a última semana em US¢63,36/lb (-354 pontos), com uma grande queda de 5% justificada pelo anúncio das tarifas Trump. Na segunda-feira, o USDA divulgou o relatório de intenções de plantio para a safra 2025/26 dos EUA, que quantificou a perda de área de pluma no país. Para a próxima safra, é estimado o plantio de 3,99 milhões de hectares nos Estados Unidos, totalizando uma queda de 11,76% em relação a área plantada em 2024/25, o que resultou em suportes aos preços. Ainda assim, o mercado enfrentou pressão baixista após, no dia 2 de abril, o presidente americano, Donald Trump, ter anunciado as alíquotas das tarifas a serem cobradas em diversos países. Ao distribuir as maiores tarifas para os países do Sudeste Asiático (importantes importadores de algodão) e aumentar a alíquota da China, as tarifas geraram preocupações generalizadas quanto à demanda por algodão, não só americano, mas global, uma vez que os EUA são um importante mercado consumidor de vestuário e as tarifas podem trazer impactos para a demanda ao longo de toda a cadeia têxtil. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PETRÓLEO
Petróleo atinge menor patamar em quatro anos
Na última semana, as cotações de futuros do Brent encerraram o período em forte queda, de 9,87%, sendo negociados na sexta-feira (04) a USD 65,58 bbl. Os contratos do WTI seguiram trajetória semelhante, recuando 10,03% na semana, cotados a USD 61,99 bbl. A queda intensa na última semana reflete os temores de uma maior desaceleração do consumo global após o anúncio das tarifas de importação de Donald Trump, com a forte aversão ao risco também pressionando os contratos. Esse movimento foi reforçado após a OPEP anunciar que deve ampliar a oferta de petróleo do grupo em maio em 411 kbpd – movimento não antecipado pelos investidores e que acaba sinalizando um balanço mais confortável que se previa anteriormente. > Clique aqui e acesse o relatório completo
DIESEL
Importações de diesel A seguem aquecidas
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY HarborULSD encerrou o período com baixas expressivas, de 7,9%, terminando a sexta-feira (04) em USD 2,0819 por galão. O valor é o menor em quase três anos, refletindo a queda brusca dos preços do petróleo, com o anúncio das novas tarifas norte-americanas e a confirmação de um aumento da oferta da OPEP+ para maio contribuindo para as fortes pressões baixistas registradas. Vale destacar que, pela deterioração dos futuros do petróleo que apresentou um recuo semanal próxima a 11% –, a margem de refino do diesel cresceu, com o diferencial entre NY HarborULSD e WTI indo para USD 25,56 bbl (+4,9%). > Clique aqui e acesse o relatório completo
GASOLINA
Importações brasileiras de gasolina recuam 58,8% em março
Na última semana, o contrato mais ativo do RBOB registrou queda de 10%, cotado a USD 2,05 por galão na sexta-feira (04). Os futuros reverteram a tendência de alta das semanas anteriores, influenciados pelos fundamentos baixistas do petróleo. Em geral, a perspectiva de uma estagflação nos Estados Unidos e uma desaceleração do consumo global de combustíveis seguem pressionando os contratos da gasolina. > Clique aqui e acesse o relatório completo

