Resumo Semanal de Commodities – 23/05 a 30/05/2025

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Asset 1  CÂMBIO

Dólar enfraquece globalmente por cinco meses seguidos em meio à incerteza e imprevisibilidade da condução da política econômica americana

A semana foi marcada pelo ressurgimento das tensões comerciais americanas após questionamento judicial da legalidade das tarifas de importação impostas pelo país e novas ameaças de Trump à União Europeia e China. No Brasil, um questionamento do aumento do IOF também piorou a percepção de riscos fiscais no país. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (30) cotada a R$ 5,7205, avanço semanal de 1,3% e mensal de 0,8%, porém recuo anual de 7,4%. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 99,4 pontos, variação de +0,3% na semana, -0,2% no mês e -8,1% no ano. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

cAsset 2  SOJA

Soja cai com bom clima nos EUA enquanto política de biocombustíveis segue no radar

As cotações da soja em Chicago registraram queda na semana passada, com o vencimento para julho encerrando a sexta-feira (dia 30) em 1041,75 cents por bushel, queda de 1,7% no período.  O mercado continua acompanhando as novidades sobre as políticas de biocombustíveis dos EUA, a safra do país, além da finalização da colheita na América do Sul. Outro ponto de atenção é o novo acirramento das tensões entre EUA e China.

Do lado da safra americana, a semeadura da soja avança bem e não há grandes problemas com o desenvolvimento inicial das lavouras até o momento. Ainda assim, as perspectivas de que as novas definições da política do 45Z nos EUA favoreçam o uso de óleo de soja para a produção de biocombustíveis geram ganhos no complexo, ajudando a amortecer as pressões baixistas. > Clique aqui e acesse o relatório completo

cAsset 1  MILHO

Milho pressionado por bons avanços na safra americana

O contrato com vencimento de jul/25 encerrou a última sexta-feira negociado a US¢444,00/bu, representando um recuo significativo de 3,4% no comparativo semanal. O plantio nos Estados Unidos segue avançando bem e as perspectivas climáticas para o mês de junho também devem ajudar as lavouras americana a se desenvolverem bem nos primeiros estágios. Além disso, a safrinha brasileira começa a ser colhida e deve entregar uma produtividade muito boa. Todo esse cenário ajuda a aumentar as perspectivas de um balanço folgado durante o ano de 2025, o que tem se traduzido em uma tendência de baixa para os contratos futuros do milho.

A colheita da safra de milho na Argentina seguiu progredindo, atingindo 40,5% da área de acordo com a última atualização da Bolsa de Cereales. As condições hídricas melhoraram e se mantêm adequadas na maior parte das regiões, embora ainda se veja um excesso de chuvas em algumas localidades.

As boas perspectivas de produtividade não dão respiro aos preços no Brasil, que seguiram recuando, tanto na B3 quanto no mercado físico. O jul/25 na bolsa brasileira fechou a semana com um leve recuo de 0,2%, sendo negociado a R$62,98/saca.  > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 11  ÓLEOS VEGETAIS

Possível isenção de renováveis a pequenas refinarias nos EUA pressiona óleo de soja na semana. Palma registra avanço

Os óleos vegetais terminaram a última semana com resultados mistos, com o óleo de palma conquistando leve avanço enquanto o óleo de soja terminou o período em queda. As cotações em Chicago foram pressionadas principalmente por um arrefecimento do sentimento otimista com o andamento do projeto de lei de ajustes no novo crédito 45Z e com o compromisso da Casa Branca com as políticas de biocombustíveis. O projeto, já foi aprovado na Câmara, frustrou as expectativas ao não apresentar os avanços nas discussões no Senado. Junto disso, notícias sobre possíveis isenções às metas de combustíveis renováveis (waivers) à pequenas refinarias pioraram ainda mais o humor no mercado no final da semana. Nesse contexto, o vencimento de julho/25 terminou o período cotado a US¢ 46,9/lb, desvalorização de 5,0% frente a sexta-feira anterior (23). No balanço do mês, o óleo de soja terminou maio com queda de 4,2%.

O óleo de palma terminou a semana passada com leve valorização de 0,7% para o vencimento de agosto, cotado a USD 911,8/t. Todavia, foi no final da semana que o mercado recebeu importantes atualizações que tendem a ser altistas para o mercado da palma, como a redução de impostos de importação de óleos vegetais da Índia e os dados da indústria da Indonésia em março, que mostraram queda nos estoques e alta no consumo do país. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 9  FERTILIZANTES

No Brasil, os preços CFR aumentaram novamente no mercado de fosfatados 

A oferta global continua reduzida nesse segmento e, sem a disponibilidade das mercadorias chinesas para aliviar essa situação, os compradores não têm alternativa a não ser aceitar os patamares de preço praticados atualmente. Importadores, vale lembrar, possuem esperança de que, em algum momento das próximas semanas, a retomada das exportações de MAP/DAP na China mude esse cenário, trazendo alguma pressão baixista no setor. Porém, existe pouca transparência na política comercial da China e, no momento, não se sabe ao certo qual será o volume de fosfatados chineses que será disponibilizado para exportação. No mercado dos nitrogenados, houve uma queda nos preços da ureia, e esse movimento de baixa também foi notado nos preços do KCl. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 12  PECUÁRIA

Semana estável no fim de maio já direciona o foco para as movimentações do segundo semestre, período sazonalmente mais intenso em exportações 

Sem variações significativas nos preços físicos, a última semana de maio encerrou com média de R$ 305,54/@ no Mato Grosso e R$ 302,40/@ em São Paulo. Um dado relevante foi a redução das escalas de abate: em Minas Gerais, passaram de 15 para 11 dias, e nas praças mato-grossenses, de 8 para 6 dias. Esse movimento chama atenção, já que o final da temporada de chuvas — com o avanço da “safra do boi”, iniciada em abril — costuma alongar as escalas entre o fim do segundo e o início do terceiro trimestre. Com a aproximação do período de maiores embarques para a China, tradicionalmente concentrado no segundo semestre, é comum observar um encurtamento das escalas, o que tende a gerar pressão altista sobre os preços. Por isso, o comportamento das cotações em junho será importante para antecipar as trajetórias dos contratos futuros. Até o momento, os contratos de novembro seguem firmes, negociados a R$ 345/@. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 13  AÇÚCAR E ETANOL

Açúcar segue em toada baixista e atinge mínima em 4 anos

A última semana ficou novamente marcada pela predominância do sentimento baixista sobre o mercado do açúcar. Para a tela mais líquida do bruto #11 (SBN5), o período se encerra na marca dos US¢ 17,05/lb (-1,4%). Como principal fator de influência, destaca-se a divulgação dos números de acompanhamento da safra brasileira na primeira metade de maio, eliminando parte do pessimismo após o resultado da segunda metade de abril. O mix açucareiro superou os 51% na quinzena e reitera a visão de um aumento na produção de açúcar na safra, apesar de uma redução na moagem. O lineup nos portos brasileiros também aumentou, e as exportações brasileiras devem crescer consideravelmente nos próximos meses. Além do Brasil, a Índia registrou um início antecipado das chuvas de monções, com perspectivas otimistas para o ciclo 2025/26, reforçando o sentimento baixista.

Próximos meses deverão registrar mínima do etanol na safra

A última semana de maio e início de junho ficou marcada por um movimento mais acentuado de recuo do etanol hidratado nas usinas. Os negócios entre as usinas passaram de registos por volta dos R$ 3,28/L, em meados de maio, para indicações mais próximas dos R$ 3,18/L ao final do mês e início de junho, no mercado spot de SP (Ribeirão Preto). > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 7  CAFÉ

Avanço da colheita no Brasil derruba os preços do café

Refletindo o avanço da colheita de café no Brasil, os preços futuros de arábica e robusta registraram uma queda expressiva na última semana. Como já havia sido comentado em edições anteriores deste relatório, a colheita chega em um momento importante, trazendo alívio para um mercado que enfrentou oferta bastante restrita, principalmente nos quatro primeiros meses do ano. Apesar dos atrasos causados pelas chuvas, o ritmo da colheita acelerou nas últimas semanas.

Na última semana, o contrato mais ativo em Nova York, com vencimento em julho, recuou 1.855 pontos (-5,1%), encerrando a sexta-feira cotado a US¢ 342,45/libra-peso. No acumulado de maio, os preços em Nova York caíram 14,5%. Já em Londres, o contrato mais ativo de robusta (vencimento em julho) caiu US$ 228 por tonelada (-4,8%), fechando a US$ 4.510/ton. No mês, a queda acumulada foi de 16%. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 5  CACAU

ICCO eleva projeção de déficit de cacau para a temporada 2023/24

Entre os dias 27 e 30 de maio, os contratos futuros de cacau apresentaram ampla volatilidade nos mercados internacionais, embora tenham encerrado o período com leve recuo em relação ao início da semana. A persistente volatilidade intradiária observada no período segue refletindo o ambiente de incerteza que domina os fundamentos do mercado. Entre os diversos fatores que contribuem para esse cenário, o maior foco segue concentrado nas condições da oferta, especialmente nos principais países produtores do Oeste Africano. As preocupações se intensificam tanto em relação à desaceleração da safra atual quanto às perspectivas da próxima colheita, prevista para iniciar em outubro deste ano. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 6  ALGODÃO

Algodão segue pressionado no mercado internacional

Os preços do algodão seguiram pressionados na ICE/NY, tendo acumulado uma queda de 105 pontos na semana ao fechar a sexta-feira a US¢65,06/lb. Os bons desenvolvimentos da safra americana seguem entregando perspectivas de balanço folgado a nível global, o que tem inspirado uma posição mais vendida pelos fundos especulativos. O mercado também tem vistos exportações mais fracas nos EUA e já passa a precificar a safra robusta no Brasil, que começa a ser colhida neste mês de junho. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 8  PETRÓLEO

Preços do petróleo avançam em meio à decisão da OPEP+

Na última sexta-feira (30), o contrato mais ativo do Brent operou em queda, sendo negociado a USD 63,90 bbl (-0,39%). Os futuros do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 60,79 bbl (-0,25%). Na semana passada, os preços do petróleo recuaram 1,4%, refletindo principalmente as expectativas em relação à decisão da OPEP+ de ampliar a entrega de barris prevista para julho. Em contrapartida, a queda dos estoques no mercado norte-americano e a possível anulação das tarifas aplicadas pelos EUA acabou reduzindo o ímpeto baixista do mercado. > Clique aqui e acesse o relatório completo

cAsset 3  DIESEL

Diferencial do combustível com o petróleo registra forte queda semanal

Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com uma queda de 4,2%, terminando a sexta-feira (30) em USD 2,0172 por galão. A queda acompanhou o ímpeto baixista do mercado de petróleo, com as expectativas de que a OPEP+ decidisse por uma nova antecipação do calendário de redução dos cortes voluntários para julho e a redução das atividades econômicas nos EUA contribuindo para a redução dos contratos. > Clique aqui e acesse o relatório completo

cAsset 3  GASOLINA

Vendas no Brasil seguem elevadas, atingindo recorde para o mês de abril

Na última semana, o contrato mais ativo do RBOB registrou baixa de 3,4%, cotado a USD 2,0384por galão na sexta-feira (02). Assim como no diesel, os futuros da gasolina apresentaram queda mais aceleradas frente ao observado no petróleo, com o diferencial entre RBOB e Brent caindo 8,8% na semana passada, posicionando-se em USD 21,71 bbl. > Clique aqui e acesse o relatório completo

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