
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.
CÂMBIO
Dólar se mantém estável na semana mesmo diante de ataques da Casa Branca ao Fed
A semana foi marcada pelo anúncio da Casa Branca demitindo a membra do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Lisa Cook, que acionou o Judiciário para anular o ato. Adicionalmente, o PIB americano do segundo trimestre foi revisado para cima, enquanto o IPCA-15 brasileiro recuou menos que o esperado. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (29) cotada a R$ 5,4222, recuo semanal de 0,0%, mensal de 3,2% e anual de 12,2%. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 97,7 pontos, variação de 0,0% na semana, -2,3% no mês e de -9,6% no ano.
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SOJA
Soja tem leve baixa, com atenção para safra americana
As cotações da soja em Chicago tiveram uma semana de baixa volatilidade, com o contrato de novembro fechando próximo à estabilidade em 1054,5 cents/bushel, em meio a fundamentos estáveis e boas perspectivas para a safra 25/26 dos EUA, que deve alcançar produtividade recorde, mas com produção revisada para baixo após corte de área pelo USDA. Apesar de chuvas e temperaturas mais baixas em algumas regiões, as lavouras seguem em condições muito favoráveis, bem acima da média histórica, enquanto o clima no Brasil aponta chuvas favoráveis ao início do plantio. O mercado, porém, se mostra atento às incertezas sobre a política de biocombustíveis americana e, principalmente, às exportações, já que a China segue comprando volumes expressivos do Brasil, Argentina e Uruguai, em meio a tensões comerciais com os EUA. A possibilidade de ocorrência de La Niña, ainda que com baixa probabilidade e intensidade fraca, também permanece no radar, podendo trazer riscos de clima mais seco no Sul do Brasil e na Argentina.
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MILHO
Milho registra segunda semana de alta na CBOT
Os futuros do milho registraram um avanço na semana passada. Ao terminar o pregão da sexta-feira negociado a US¢420,25/lb (+2,1%), o contrato de dezembro/25 acumulou uma alta no mês passado, apesar das revisões positivas para a oferta realizadas pelo USDA em agosto. Uma maior preocupação com a reta final da safra tem gerado alguma cautela para alguns investidores; ainda assim, é praticamente unânime o sentimento de níveis excelentes de produtividade média para a safra americana deste ano. Para além disso, a demanda internacional continua aparecendo, revelando um mercado exportador demandante, gerando suportes pelo lado da demanda. Os futuros do milho na B3 encerraram entre a estabilidade e a baixa na semana passada. Os prêmios nos portos também se enfraqueceram, bem como os preços físicos.
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ÓLEOS VEGETAIS
Óleos vegetais encerram semana em forte correção diante de incertezas regulatórias nos EUA e temor por demanda mais fraca
Os preços dos óleos vegetais acumularam perdas expressivas ao longo da última semana, refletindo principalmente as incertezas regulatórias nos Estados Unidos e sinais de uma demanda possivelmente mais enfraquecida.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), o óleo de soja registrou cinco sessões consecutivas de queda. O contrato de outubro encerrou a sexta-feira (29) cotado em torno de US¢ 51,7/lb, acumulando retração de 5,9% na semana. As indefinições que permanecem acerca das novas regras dos mandatos de combustíveis renováveis têm mantido o mercado em maior cautela quanto à possibilidade de mudanças antes da aprovação definitiva dos RVOs (Renewable Volume Obligations) para 2026 e 2027.
Na Malásia, o óleo de palma acompanhou as quedas de Chicago e encerrou a semana em baixa acumulada de 3,2% para o contrato de novembro, cotado em USD 1.037/t. As incertezas em relação ao ritmo de recuperação da demanda e o movimento técnico de correção anularam as altas observadas no fim da semana anterior.
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FERTILIZANTES
Preços CFR Brasil da ureia, do MAP e do cloreto de potássio diminuíram no Brasil
Em linha com a tendência global dos últimos dias, os preços da ureia diminuíram no mercado brasileiro. A demanda está enfraquecida em diversos países, como o Brasil, e, assim, nem a licitação indiana foi capaz de sustentar esses preços ao longo da semana passada. As cotações do MAP, da mesma forma, diminuíram no Brasil. Uma parte importante dos fosfatados destinados à safra 2025/26 já foi adquirida pelos importadores, e, com relações de troca que desestimulam as negociações, o ímpeto comprador está enfraquecido no Brasil. Por fim, sem uma demanda que tenha chamado a atenção, os preços do cloreto de potássio também diminuíram.
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PECUÁRIA
Alta do boi gordo e valorização da reposição na última semana de agosto
O mercado do boi gordo encerrou agosto em alta, com avanços em diversas praças, especialmente em São Paulo, onde o Indicador Datagro subiu de R$ 309,86/@ no dia 25 para R$ 312,94/@ no dia 29, enquanto no Mato Grosso do Sul houve alta de R$ 312,28/@ para R$ 314,45/@, consolidando a posição entre os estados mais valorizados. Em contrapartida, Minas Gerais recuou levemente de R$ 300,01/@ para R$ 299,21/@. No mercado de reposição, o boi magro manteve patamares firmes, com destaque para São Paulo, que passou de R$ 347,33/@ para R$ 351,45/@, enquanto no Mato Grosso do Sul houve avanço de R$ 342,60/@ para R$ 351,30/@. O bezerro também registrou valorização expressiva, com o Mato Grosso do Sul saltando de R$ 416,25/@ para R$ 426,15/@, reforçando a tendência de custos elevados para a reposição e pressionando a relação de troca.
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AÇÚCAR E ETANOL
Preços do açúcar reflete resultados da UNICA
Nesta semana, o açúcar obteve uma leve desvalorização, refletindo principalmente os dados divulgados pela UNICA na sexta-feira (29). A tela mais líquida do açúcar bruto NY #11 finalizou a sessão desta sexta-feira (29) cotado em US¢ 16,37/lb, com uma queda de 11 pontos na semana (-0,67%). Os resultados de moagem e o mix açucareiro de 55% na primeira quinzena de agosto trouxeram um sentimento de maior oferta para o Centro-Sul brasileiro e permitiram a desvalorização. De maneira geral, na semana persistiu o sentimento indeciso que tem sido visto para o adoçante nas últimas semanas, em contexto de atenções voltadas para o Centro-Sul brasileiro, assim como o desenvolvimento nos principais players da Ásia.
Negócios do etanol hidratado superam os R$ 3,30/L e devem seguir em alta até a entressafra
Esta semana, o etanol hidratado registrou uma valorização, passando de preços próximos aos R$ 3,30/L para R$ 3,35/L nesta sexta-feira (29) com base na praça de Ribeirão Preto. O contexto de paridade ainda atrativa no estado de São Paulo, em meio ao início gradual da redução da moagem na safra, tende a pressionar o biocombustível nos próximos meses.
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CAFÉ
Mercado de café mostra preços firmes exportações menores e clima como principal risco
Sem mudanças significativas no campo dos fundamentos, os preços futuros do café encerraram mais uma semana em alta. O conjunto de fatores altistas tem sustentado as cotações no mercado internacional. Entre eles, destacam-se os estoques globais historicamente baixos para o período, a queda na produção de arábica no Brasil e revisões para baixo nas estimativas de safra. A StoneX, por exemplo, reduziu sua previsão para a colheita brasileira de arábica em 2025/26, projetando agora uma queda de mais de 18% em comparação à estimativa anterior.
No mercado internacional, os preços refletiram esse cenário de incerteza. Em agosto, o contrato mais líquido do café arábica em Nova Iorque acumulou alta superior a 39%, avançando 2,1% na última semana. Em Londres, o robusta registrou valorização de 47,7% no mês e 3,5% na última semana. No Brasil, segundo o indicador Cepea, o arábica subiu 31% em agosto e 4,2% na última semana, enquanto o robusta avançou 49% no mês e 5,6% na semana.
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CACAU
Cacau recua moderadamente em meio à cautela por revisão trimestral da ICCO
Entre 22 e 29 de agosto, os contratos futuros de cacau registraram trajetória moderada de desvalorização nos mercados internacionais. O movimento mais contido dos preços refletiu uma postura de maior cautela por parte dos agentes de mercado, que, diante da ausência de novos fatores determinantes para o setor, mantiveram-se à espera de informações adicionais sobre o desempenho da próxima safra no Oeste Africano. A maior prudência observada nas contações também deve estar associada à expectativa em torno da divulgação, na última sexta-feira, das estatísticas trimestrais da Organização Internacional do Cacau (ICCO). Embora houvesse a percepção de que os dados poderiam influenciar significativamente o sentimento do mercado, por se tratar da principal referência do setor, o relatório não trouxe atualizações para as estimativas da safra 2024/25, frustrando as expectativas dos investidores.
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ALGODÃO
Algodão enfrenta baixa semanal, apesar de boas sinalizações pelo lado das importações da Índia
Na semana de 22 a 29 de agosto, os contratos futuros do algodão com vencimento em dezembro/25 acumularam uma desvalorização expressiva de 147 pontos, encerrando a sexta-feira a US¢66,54/lb, o menor nível desde o início do mês. Apesar de um início promissor com alta na segunda-feira (22/08), o mercado rapidamente perdeu força, com quatro sessões consecutivas de queda. O movimento foi impulsionado por fixações de produtores, valorização do dólar em parte da semana e ausência de fundamentos claros do lado da demanda. A extensão da isenção tarifária para importações de algodão pela Índia até dezembro chegou a gerar algum otimismo pontual, mas não foi suficiente para sustentar os preços diante de um ambiente macroeconômico ainda incerto e de liquidez reduzida.
No Brasil, o destaque da semana foi o avanço importante na colheita do Mato Grosso. Segundo o Imea, 76,7% da safra 2024/25 já foi colhida, com destaque para o Médio-Norte (81%) e o Nordeste do estado (76,9%). Após semanas de atraso, os trabalhos no campo ganharam ritmo, impulsionados pela necessidade de liberação das áreas para o plantio da soja, previsto para setembro. No exterior, os dados de exportação dos EUA ainda não sinalizam força suficiente para atender a meta do USDA, e o mercado segue dependente de desdobramentos macroeconômicos, como os próximos dados de inflação e os rumos da política de juros norte-americana, que seguem pressionando o sentimento dos agentes.
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PETRÓLEO
Aumento dos prêmios de risco de oferta no Leste Europeu suportam petróleo
Na última semana, o contrato do Brent com vencimento em outubro/25 encerrou o período com uma alta acumulada de 0,6%, posicionando-se em USD 68,1 bbl. A queda dos estoques de petróleo nos EUA e o aumento dos prêmios de risco de oferta da commodity no Leste Europeu contribuíram para dar suporte às cotações ao longo do período. O menor otimismo em relação ao consumo norte-americano para os próximos meses, no entanto, acabou por reduzir parte dos ganhos registrados.
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DIESEL
Importações em agosto se mantém aquecidas, apesar da entrada do B15
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com uma queda de 1,8%, terminando a sexta-feira (29) em USD 2,2667 por galão. Apesar da queda dos estoques de diesel nos EUA, os futuros do combustível foram pressionados em meio ao avanço das reservas europeias e o menor otimismo acerca das atividades econômicas a nível global para os próximos meses.
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GASOLINA
Preços internacionais se recuperam com queda dos estoques americanos
Na última semana, o contrato mais ativo da gasolina avançou para USD 2,18 por galão (+1,8%), alcançando o melhor patamar desde meados de junho. O derivado acompanhou a recuperação do Brent, devido a manutenção dos riscos de oferta relacionados ao conflito no Leste Europeu e queda dos estoques comerciais nos Estados Unidos – tanto de petróleo como de gasolina. Com isso, o diferencial entre o RBOB e Brent apresentou alta na semana de 3,6%, atingindo USD 23,7 bbl.

