
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.
CÂMBIO
Dólar recua globalmente após dados fracos de emprego nos EUA
A semana foi marcada pela divulgação de dados mais fracos que o esperado para o mercado de trabalho americano, reforçando apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve. No Brasil, a desaceleração do PIB do segundo trimestre aumentou apostas de cortes na Selic ainda este ano, enquanto o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro manteve investidores cautelosos com ativos nacionais. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (05) cotada a R$ 5,4145, recuo semanal de 0,1%, mensal de 0,1% e anual de 12,4%. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 97,8 pontos, variação de 0,0% na semana, 0,0% no mês e de -9,6% no ano.
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SOJA
Período de vazio sanitário se encerra no Brasil, e plantio de soja aguarda clima favorável
Na semana encerrada em 5 de setembro, a soja recuou em Chicago, com o contrato novembro/25 fechando a 1.027 cents/bu, queda de 2,6%. O mercado foi pressionado pela ausência de novos acordos de compras da China e pela perspectiva de oferta global robusta, mesmo após o USDA revisar a área da safra norte-americana 25/26 para baixo e a StoneX ajustar a produtividade para 3,58 t/ha, resultando em produção estimada de 115,86 milhões de toneladas. Apesar do corte nas condições de lavoura para 65%, o cenário ainda é de safra cheia, e a falta de vendas da nova temporada para a China aumenta a preocupação com a demanda. No Brasil, os prêmios seguem firmes, embora a soja dos EUA esteja mais competitiva no leste da Ásia. A safra 25/26 começa a ganhar atenção, com o vazio sanitário encerrado em Mato Grosso e Paraná, sendo o plantio dependente das condições climáticas nas próximas semanas, especialmente no Centro-Oeste, que tem perspectivas de secas e altas temperaturas. Na Argentina, o plantio da safra 25/26 só deve começar na segunda quinzena de outubro.
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MILHO
Milho tem semana de leve queda, com poucas manchetes envolvendo o mercado
Na primeira semana de setembro, os futuros do milho negociados em Chicago corrigiram os ganhos do fim de agosto, com o dezembro/25 encerrando a sexta-feira negociado a US¢418,00/bu (-0,5%). O mercado operou com poucas manchetes de interesse. A oferta robusta no hemisfério norte tem sido compensada por uma demanda também forte, compensando em parte o estoque mais folgado. É um consenso que a safra americana deve ser a maior da história, mas agentes já especulam os efeitos que um clima mais adverso – além de doenças em alguns milharais do país – possam ter sobre as estimativas de produtividade. O setor exportador norte-americano está bastante fortalecido, com o maior volume dos últimos anos para as vendas de exportação antes do início do ano safra, revelando o do alto dinamismo do programa de exportações dos Estados Unidos recentemente frente a alta competitividade do grão americano do ponto de vista de preço.
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ÓLEOS VEGETAIS
Óleo de soja fecha nova semana pressionado, enquanto sinal de maior demanda indiana sustenta palma
O óleo de soja encerrou a última semana em nova retração na bolsa de Chicago, com o contrato de outubro recuando 1,7% e fechando a sexta-feira cotado a US¢ 50,8/lb. A ausência de perspectivas de uma recuperação mais firme da demanda no curto prazo, sobretudo no mercado americano, segue como fator baixista relevante, enquanto as quedas da soja e do petróleo também contribuíram para o movimento negativo da semana.
Na semana passada, houve 2 feriados nacionais na Malásia, um na segunda-feira e outro na sexta-feira, ocasionando somente três dias de negociação. Ao longo desses dias, a tela de novembro fechou a semana cotada em US$ 1.054,0/t, alta de 1,6% em relação ao fechamento da semana anterior. já no início dessa semana, no fechamento do pregão da madrugada de segunda-feira, a palma registrou alta de 1,1% em relação ao último dia de negociações, como possível resposta à notícia da infestação do fungo Ganoderma nas plantações malaias. Contudo, notícias principais informações para os próximos dias serão os dados oficiais a serem divulgados pela Índia e Malásia, que devem influenciar fortemente os preços futuros.
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FERTILIZANTES
Queda para cotações CFR da ureia, estabilidade para o MAP e leve baixa para o KCl
Nos últimos dias, os preços da ureia recuaram no mercado brasileiro. Novas informações sobre a licitação indiana criaram um viés baixista no mercado internacional e, com a demanda relativamente enfraquecida no Brasil, as cotações recuaram nos últimos dias. Os preços do NAM e do SAM acompanharam esse movimento, em alguma medida. Entre os fosfatados, o MAP manteve estabilidade, com um volume de negociações pouco expressivo no Brasil. Por fim, no mercado de potássicos, o interesse comprador segue reduzido, já que boa parte das aquisições para a próxima safra foi concluída. Nesse contexto, o preço do cloreto de potássio apresentou apenas uma leve baixa.
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PECUÁRIA
Mercado do boi gordo mantém sustentação na primeira semana de setembro
Na primeira semana de setembro, o mercado físico do boi gordo registrou alta em Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, enquanto em São Paulo houve ajuste e em Goiás os preços oscilaram levemente. No mercado de reposição, os valores do boi magro recuaram, como em São Paulo, que passou de R$ 352,50/@ para R$ 340,88/@, mas os bezerros apresentaram maior resistência em algumas praças. Já a carne no atacado em São Paulo subiu, com o traseiro passando de R$ 344,63/@ para R$ 360,00/@ e a carcaça casada de R$ 306,75/@ para R$ 313,13/@. No mercado futuro, os contratos mais longos sustentaram valorização, com o dezembro/25 passando de R$ 330,05/@ para R$ 331,80/@ e janeiro/26 de R$ 334,00/@ para R$ 335,05/@, refletindo maior firmeza na curva da B3.
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AÇÚCAR E ETANOL
Preços do açúcar reflete resultados da UNICA
A semana entre os dias 22 e 29 registrou queda de 5% nos preços da tela de outubro do açúcar bruto na semana, encerrando na marca de US15,55/lb. Esse patamar aproxima-se da mínima alcançada na ocasião da expiração da tela de julho, que representou o menor valor em cerca de 4 anos. A semana se iniciou influenciada pela divulgação da UNICA na semana anterior, apontando um cenário de plena maximização da produção de açúcar na região do Centro-Sul brasileiro, região que sustenta a oferta global. Vale ressaltar a manutenção das perspectivas de superávit global em 25/26 que, somando-se a notícias mais favoráveis no Brasil e ao sentimento baixista desenhado pelos especuladores, tem levado o açúcar a testar novas mínimas.
Negócios do etanol hidratado superam os R$ 3,40/L ao início de setembro
Nesta semana, os preços do etanol hidratado registraram um avanço expressivo, sendo registrados negócios acima dos R$ 3,40/L com base em Ribeirão Preto, SP. O mercado conta com impulso considerável vindo dos estoques mais baixos e perspectivas negativas para a oferta de etanol de cana.
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CAFÉ
Após recuo na última semana preços futuros de café iniciam a semana em alta
O mercado de café encerrou a tendência altista observada em agosto e terminou a última semana em queda. Em Nova Iorque, os preços passaram a ser negociados de forma lateral, em uma faixa entre US¢ 370 e US¢ 380 por libra-peso. Em Londres, o movimento foi ainda mais negativo, com quedas consistentes desde a sessão do dia 28, levando a um recuo de 10,5% para o contrato de novembro na primeira semana de setembro, enquanto Nova Iorque acumulou queda de 3,2% no contrato de dezembro no mesmo período. No câmbio, o dólar index recuou 0,1% para 97,1 pontos, e a moeda americana caiu 0,3% frente ao real, cotada a R$ 5,41.
Os fatores que impulsionaram os preços nas últimas semanas já foram assimilados pelos agentes e o mercado agora busca novos fundamentos para definir direção. Dois pontos permanecem no radar: as decisões do governo americano em relação às tarifas sobre o café e o avanço do clima no Brasil. A florada do robusta já havia começado e a do arábica também foi iniciada, tornando essencial a manutenção de um clima adequado, com temperaturas amenas e chuvas regulares, para assegurar o potencial produtivo da safra 2026.
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CACAU
Cacau se mantém volátil enquanto setor aguarda início de safra no Oeste Africano
Entre os dias 29 de agosto e 5 de setembro, os contratos futuros de cacau apresentaram trajetória de baixa nos mercados internacionais. Durante o período, os preços futuros refletiram o compasso de espera dos agentes diante da proximidade do início da próxima safra nos países do Oeste Africano, previsto para se intensificar a partir de outubro. As perspectivas para a oferta da região permanecem incertas, com relatos divergentes que contribuem para a volatilidade recente da commodity.
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ALGODÃO
Algodão tem semana de queda, impactada por dados macroeconômicos dos EUA
Na semana de 02 a 05 de setembro, os contratos futuros do algodão (dez/25) encerraram com queda acumulada de 51 pontos, cotados a US¢66,03/lb na sexta-feira. A semana foi marcada por instabilidade e liquidez moderada, com os preços operando sempre na região dos US¢66/lb. A queda das cotações foi impactada principalmente por dados macroeconômicos como o mercado de trabalho enfraquecido, demonstrado pelo Payroll. No lado fundamental, os destaques vieram doas exportações, com os EUA reportando vendas sólidas de 56 mil toneladas, com o maior volume semanal comprado pela China desde fevereiro. Ainda assim, os dados não causaram reação expressiva nos preços. Já no Brasil, a comercialização segue tendo ritmo lento, com volumes consolidados de agosto abaixo do mesmo mês de 2024. Do lado da oferta, o clima tem sido favorável no Texas, e a qualidade das lavouras segue dentro do esperado, conforme o período de colheita se aproxima.
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PETRÓLEO
Política produtiva da OPEP+ impacta mercado de petróleo
Na última semana, o contrato do Brent com vencimento em novembro/25 encerrou o período com uma queda acumulada de 3,85%, posicionando-se em USD 68,1 bbl. O aumento maior que antecipado dos estoques de petróleo nos Estados Unidos e perspectivas de aumento da produção da OPEP+ em outubro levaram os contratos para o menor patamar desde junho.
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DIESEL
Importações atingem 1,3 milhão de m³ em agosto
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com uma alta de 0,9%, terminando a sexta-feira (05) em USD 2,287 por galão. A preocupação em relação à manutenção de estoques globais mais baixos de diesel se mantém recorrente no mercado, conforme novos dados divulgados pela Platts apontaram para reservas ainda abaixo do usual para a América do Norte, Europa e Ásia. Nesse sentido, ao longo das próximas semanas, as atenções devem se manter voltadas para a evolução desses indicadores, com o fim do período da driving season nos EUA e uma redução sazonal da produção de combustíveis nos EUA podendo entregar novos suportes aos futuros do combustível.
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GASOLINA
Importações de gasolina recuam no Brasil diante mercado bem abastecido
Na última semana, o contrato mais ativo da gasolina recuou para USD 1,96 por galão (-0,2%). Os futuros acompanharam a queda do Brent, mas evitaram maiores desvalorizações na semana diante de um recuo dos estoques americanos maior que antecipado, refletindo uma demanda maior do combustível no feriado que marca o fim da driving season no país. No Brasil, as importações de gasolina em agosto recuaram 47% frente 2024.

