Resumo Semanal de Commodities – 05/09 a 12/09/2025

Resumo Semanal de Commodities

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Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.

CÂMBIO

Taxa de câmbio do real recua ao menor valor em 15 meses após Casa Branca não retaliar condenação de Bolsonaro 

A semana foi marcada pela revisão negativa nos dados de emprego dos Estados Unidos, bem como pela nova ausência de impactos significativos das tarifas de importação sobre a inflação do país. No Brasil, o real se valorizou após a Casa Branca não retaliar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (12) cotada a R$ 5,3552, recuo semanal de 1,1%, mensal de 1,2% e anual de 13,3%. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 97,6 pontos, variação de -0,2% na semana, -0,2% no mês e de -9,8% no ano.

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SOJA 

Plantio de soja se inicia no Paraná e em algumas lavouras do Mato Grosso

As cotações da soja registraram alta na semana passada, muito influenciadas pelas expectativas para o relatório do USDA, que foi divulgado na sexta-feira (dia 12). O vencimento para dezembro encerrou o período em 1046,25 cents por bushel, ganhos de 1,9%. O relatório trouxe um pequeno ajuste positivo na área plantada dos EUA, com produtividade inalterada (alguns rumores esperavam em pequeno corte), o que resultou em um aumento de 250 mil toneladas na produção. Já o lado da demanda foi penalizado com uma forte queda das exportações, mas compensado por um aumento do esmagamento. Em suma, a oferta de soja segue sem imprevistos, mas a ausência de compras da China ainda é um ponto de atenção. No Brasil, o plantio de soja se inicia no Paraná e algumas regiões do Mato Grosso, e devem ganhar ainda mais tração nas próximas semanas. Cabe citar ainda uma revisão das estimativas da Conab, com aumentos tanto na produção do 1° semestre, quanto em safras anteriores, o que aumentou os estoques de passagem e a distância para o estimado pelo USDA.

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MILHO 

Área plantada de milho nos EUA é revisada positivamente 

Os preços do milho CBOT operaram em alta por boa parte da semana passada, enquanto o mercado aguardava a publicação da nova estimativa de oferta & demanda (WASDE) do USDA. Por mais que o relatório tenha trazido um aumento do tamanho da safra de milho nos Estados Unidos, o mercado encerrou a semana em alta, com o vencimento de dezembro/25 encerrando a sexta-feira a US¢430,00/bu (+2,9%). As expectativas do mercado eram de um recuo na produção, puxado por uma revisão negativa para a produtividade. A produtividade menor, como esperado, veio, mas foi mais do que superada por uma revisão positiva para a área plantada do cereal no país, que foi suficiente para reforçar o cenário de produção recorde, com expectativa de colheita de 427,1 milhões de toneladas de milho no país neste ano. Além disso, o USDA estima volumes maiores das exportações norte-americanas. Na B3, o vencimento de novembro/25 encerrou a semana negociado a R$68,20/saca, apresentando praticamente uma estabilidade no movimento semanal, refletindo o baixo dinamismo recente do mercado doméstico. Além disso, o fortalecimento do real que se mantém, ajuda a afastar o produtor do mercado por ora.    

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ÓLEOS VEGETAIS 

Em semana volátil em meio a indefinições de metas da EPA nos EUA, óleo de soja avança. Palma marca leve alta

O mercado de óleo de soja foi marcado, na última semana, pelas discussões acerca das lacunas que ainda existem nos programas de incentivo aos biocombustíveis nos Estados Unidos e pelas barreiras que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) tem encontrado para implementar todas as medidas propostas. Depois de uma forte queda no início da semana, notadamente no pregão da terça-feira (9), quando registrou recuo diário de 2,0%, o óleo de soja recuperou-se nos pregões seguintes e terminou a semana com valorização de 1,7%. 

O contrato de novembro do CPO fechou a semana passada cotada em USD 1.058,3/t, acumulando alta de 0,4% na semana. Para essa semana, devido feriado hoje (15) e amanhã (16) na Malásia, as negociações não estão ocorrendo e só retornarão na quarta-feira (17).

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FERTILIZANTES 

Preços CFR da ureia, NAM, SAM e do TSP diminuíram no mercado brasileiro  

A finalização de uma licitação de importação na Índia resultou em efeito baixista no mercado internacional de nitrogenados, pressionando as cotações em diversos países, inclusive no Brasil. Desde a semana passada, os preços da ureia, do NAM e do SAM recuaram no mercado físico brasileiro. No segmento de fosfatados, sabe-se que a demanda não tem sido expressiva, e, por isso, as cotações do MAP permaneceram estáveis. Já no mercado de potássicos, onde o interesse comprador brasileiro segue enfraquecido, os preços pouco se alteraram em relação à semana anterior. 

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PECUÁRIA 

Mercado do boi gordo mantém firmeza na segunda semana de setembro 

Entre 08 e 12 de setembro, o mercado físico do boi gordo registrou estabilidade em São Paulo, oscilando de R$ 311,88/@ para R$ 311,37/@, enquanto Mato Grosso do Sul seguiu firme acima de R$ 316/@ e Minas Gerais recuou levemente para R$ 299,33/@. Na reposição, o boi magro valorizou-se, passando em SP de R$ 333,53/@ para R$ 342,30/@ e em MS de R$ 352,65/@ para R$ 365,10/@; já o bezerro manteve patamares elevados, com destaque para MS (de R$ 413,25/@ para R$ 415,58/@) e SP em torno de R$ 410/@. No atacado paulista, a carcaça casada permaneceu praticamente estável, em leve alta de R$ 313,13/@ para R$ 314,25/@, com traseiro avançando de R$ 360,00/@ para R$ 361,13/@. Na B3, os contratos recuaram: o vencimento set/25 passou de R$ 310,85/@ para R$ 304,75/@, enquanto out/25 e nov/25 cederam de R$ 319,35/@ e R$ 327,80/@ para R$ 310,65/@ e R$ 319,00/@, respectivamente.

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AÇÚCAR E ETANOL

Preços doo açúcar refletem superávit com otimismo para Centro-Sul brasileiro e safras asiáticas 

A movimentação do açúcar na semana contou com ligeira valorização para a primeira tela, cujo vencimento se aproxima ao final de setembro. A tela de outubro/25 fechou esta sexta-feira (12) em US¢ 15,79/lb, avanço de 1,54% após testar patamares próximos aos US¢ 15,50/lb ao final da última semana. O mercado conta com poucas notícias que motivem uma reversão da sensação baixista que predominou sobre o mercado nos últimos três meses, e o acompanhamento do Centro-Sul e do desenvolvimento das safras asiáticas ainda apontam para um superávit robusto.

Negócios do etanol hidratado se mantém nos R$ 3,40/L na primeira metade de setembro   

Nesta semana, o etanol hidratado manteve seu patamar de negócios próximos aos R$ 3,40/L, mantendo o nível de preços após o forte avanço ao final de agosto e início de setembro. Nos próximos meses, a redução gradual na produção de etanol de cana trará os preços para níveis cada vez maiores até atingir níveis próximos a R$ 3,60/L na entressafra. 

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CAFÉ 

O mercado de café abre semana com alta de mais de 2 mil pontos em Nova Iorque 

O mercado futuro de café em Nova Iorque iniciou a semana com forte valorização, registrando alta de mais de 2 mil pontos. Esse movimento reforça a tendência altista observada desde agosto, sustentada por estoques globais baixos, pela menor produção de arábica no Brasil e pelas preocupações climáticas ligadas ao desenvolvimento da florada entre setembro e outubro. 

Na última semana, os contratos mais ativos em Nova Iorque, com vencimento em dezembro, acumularam ganho de 2.320 pontos, equivalente a 6,2%, fechando a US¢ 396,85 por libra-peso. Em Londres, a alta foi de 292 dólares por tonelada, ou 6,8%, alcançando 4.601 dólares por tonelada. O dólar teve queda de 1,1% na semana para R$ 5,35. Nesta segunda-feira, no momento da escrita, Nova Iorque apresentava alta de 2.155 pontos, equivalente a 5,43%, com o contrato de dezembro cotado pouco acima de US¢ 418 por libra-peso. Em Londres, o avanço era de 5,2%, chegando a 4.840 dólares por tonelada. 

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CACAU 

Cacau oscila sem direção definida diante de incertezas sobre a temporada 2025/26 

Entre 5 e 12 de setembro, os contratos futuros de cacau apresentaram elevada volatilidade, encerrando o período sem uma tendência definida. Os investidores mantêm postura cautelosa, aguardando os primeiros sinais sobre o desempenho da safra 2025/26 nos principais países produtores da África Ocidental, cujas entregas devem se intensificar a partir de outubro. Paralelamente, a menor incidência de chuvas desde julho, em comparação à média histórica, e a oferta restrita de cacau na atual safra intermediária continuam elevando os prêmios de risco e oferecendo suporte às cotações futuras. 

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ALGODÃO

Em semana de WASDE, algodão encerra em alta 

Na semana de 8 a 12 de setembro, os contratos futuros do algodão (dez/25) acumularam valorização de 62 pontos, encerrando a sexta-feira cotados a US¢66,83/lb, no maior nível desde 28 de agosto. A semana foi marcada por uma sequência de quatro sessões de alta moderada, sustentadas por ajustes técnicos, cobertura de posições vendidas e algum suporte especulativo. As atenções do mercado estavam voltadas para a agenda macroeconômica dos EUA (índices de inflação e Payroll) e para o aguardado relatório WASDE do USDA. Apesar da expectativa, o WASDE trouxe apenas ajustes marginais, mantendo praticamente inalterada a relação estoque/uso nos EUA, o que limitou maiores reações nos preços. O relatório indicou aumento na produção de algodão na China, Índia e Austrália, e quedas na Turquia, México e África Ocidental. Já o consumo global foi ligeiramente revisado para cima, com destaque para a China, cuja estimativa de demanda aumentou em 220 mil toneladas.  

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PETRÓLEO

Petróleo se mantém estável, com negociações sino-americanas no radar dos investidores 

Na última semana, o contrato do Brent com vencimento em novembro/25 encerrou o período com uma alta acumulada de 2,1%, posicionando-se em USD 66,95 bbl. Apesar do avanço dos estoques norte-americanos e projeções de um balanço menos apertado para o final do ano, os futuros do petróleo foram suportados pelo forte avanço dos prêmios de risco de oferta no Leste Europeu e no Oriente Médio. Pela manhã desta segunda-feira (15), o contrato do Brent para vencimento em novembro de 2025 é negociado em torno de USD 66,6 bbl (+0,12%) até as 08h30. Os futuros do petróleo se mantêm estáveis enquanto os investidores aguardam atualizações sobre as negociações comerciais entre EUA e China, como também o desenvolvimento do conflito no Leste Europeu, com novos ataques ucranianos sobre refinarias russas mantendo os prêmios de risco elevados na região. 

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DIESEL

Importações em agosto se mantém aquecidas, apesar da entrada do B15 

Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período estável (+0,1%), terminando a sexta-feira (05) em USD 2,287 por galão. Os preços do diesel não seguiram os avanços observados no petróleo, com o aumento dos prêmios de risco de oferta no Oriente Médio e Leste Europeu influenciando pouco as cotações do combustível. Paralelo a isso, o avanço expressivo dos estoques do derivado fóssil nos EUA contribuiu para esses avanços mais limitados, com o diferencial entre Heating Oil e Brent registrando uma queda semanal de 4%, se posicionando ao redor dos USD 29,3 bbl. 

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GASOLINA

Mercado global bem abastecido limita ganhos da gasolina

Na última semana, o contrato mais ativo da gasolina avançou para USD 1,98 por galão (+1,4%). A valorização na semana acompanha o resultado do petróleo, com o Brent registrando alta de 2,27% no período. Todavia, quando se considera o diferencial do combustível com o óleo bruto, foi registrado queda para USD 16,39 bbl (Brent e ROB) (-3,5%), refletindo estoques globais bem abastecidos e um declínio sazonal da demanda com o fim da driving season no Hemisfério Norte. 

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