Resumo Semanal de Commodities – 14/11 a 21/11/2025

Resumo Semanal de Commodities

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Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.

CÂMBIO

Taxa de câmbio do real volta a R$ 5,40 em meio a aversão global a riscos 

A semana foi marcada pela isenção tarifária americana a produtos agropecuários, buscando reduzir as pressões de preços sobre alimentos. Adicionalmente, dados econômicos contraditórios e falas divergentes de membros do Federal Reserve provocaram volatilidade nas apostas sobre a decisão de juros de dezembro, enquanto receios de uma bolha financeira no setor de Inteligência Artificial causaram uma aversão global a ativos arriscados. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (21) cotada a R$ 5,4020, avanço semanal de 2,0% e mensal de 0,4%, porém recuo anual de 12,6%. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 100,2 pontos, variação de +0,9% na semana, +0,4% no mês e -7,3% no ano. 

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SOJA 

Soja mantém estabilidade em Chicago enquanto mercado monitora compras chinesas

As cotações da soja em Chicago oscilaram ao longo da semana, mas encerraram a sexta-feira praticamente estáveis, com o contrato janeiro a US¢1.125/bu. O movimento refletiu a combinação de rumores de compras chinesas — que deram suporte inicial aos preços — e ceticismo persistente quanto ao cumprimento das 12 milhões de toneladas previstas no acordo bilateral até janeiro de 2026. Embora a China esteja adquirindo soja americana, os volumes permanecem pontuais. A competitividade da soja brasileira também pesou, já que os prêmios recuaram e o frete favorece o Brasil, especialmente antes da entrada da nova safra. No Brasil, as exportações de 2025 estão elevadas e o plantio alcançou 80,8%, ainda abaixo do ritmo do ano passado, mas beneficiado pela maior regularidade das chuvas. Na Argentina, o avanço do plantio continua lento devido ao excesso de umidade. O mercado também volta atenções à próxima safra dos EUA, onde a relação de preços favorece a soja e pode incentivar migração de área a partir de abril. 

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MILHO 

Milho recua em Chicago com balanço folgado, apesar de demanda firme nos EUA 

Os futuros do milho encerraram a semana em queda de 1,5%, com o contrato de março cotado a US¢437,50/bu. Após as altas anteriores, o patamar de US¢440/bu funcionou como resistência, e o cereal acompanhou o movimento corretivo da soja. Pelo lado da demanda, os fundamentos seguem sólidos: vendas de exportação atrasadas pela paralisação do governo americano surpreenderam positivamente, somando 2,3 milhões de toneladas na semana encerrada em 2 de outubro. Ainda assim, o amplo balanço americano — resultado de uma grande safra — mantém viés baixista, com parte do mercado acreditando que o USDA superestimou a produtividade, tema que deve ganhar força até o WASDE de janeiro. No Brasil, os preços futuros ficaram estáveis após forte alta na sexta-feira, influenciada pela desvalorização do real. A primeira safra avança bem, enquanto exportações fortes no início de novembro reforçam a expectativa de embarques elevados no ano-safra atual. 

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ÓLEOS VEGETAIS 

Óleos vegetais têm semana de volatilidade em meio a especulações sobre EPA, queda do heating oil e estimativas na Malásia  

Os óleos vegetais tiveram uma semana marcada por forte volatilidade nas principais bolsas, influenciados pelos dados de esmagamento de soja nos EUA, pelas notícias sobre políticas de biocombustíveis e pela oscilação acentuada nos preços do heating oil. Nos dois primeiros pregões, o óleo avançou 4,0%, impulsionado pela alta do diesel e pelos rumores de que a EPA buscava aprovar as novas propostas dos RVOs. A partir de quarta-feira (19), porém, a correção abrupta do petróleo e do heating oil, somada a informações de que o governo americano poderia adiar medidas que favoreceriam o uso de matérias-primas domésticas para biocombustíveis, reacendeu a cautela do mercado e pressionou as cotações. Ao fim da semana, o contrato de janeiro do óleo de soja encerrou cotado a US¢ 50,6/lb, acumulando uma leve valorização de 0,2% frente a sexta-feira anterior (14).  

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FERTILIZANTES 

Queda para preços CFR do MAP, TSP, da ureia e do cloreto de potássio 

No mercado de fosfatados, os preços do MAP continuam pressionados para baixo. A demanda está enfraquecida no mercado internacional e, no Brasil, o interesse comprador tampouco tem chamado a atenção. Dessa forma, houve uma queda para esse preço nos últimos dias. As cotações da ureia também diminuíram, apesar de o país estar se aproximando da safrinha. Por fim, os preços do cloreto de potássio também recuaram no Brasil. 

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PECUÁRIA 

Mercado do boi perde força apesar da alta na B3 

Entre segunda-feira (17/11) e sexta-feira (21/11), o mercado físico perdeu firmeza na maior parte das praças, com recuos em São Paulo e ajustes negativos em MS, GO e MT, enquanto PA e MT registraram leves altas pontuais. Na reposição, o boi magro manteve estabilidade em São Paulo, mas Minas Gerais e Mato Grosso ficaram mais caros, enquanto o bezerro avançou de forma generalizada, com São Paulo passando de 404,85 para 410,25 R$/@ e Mato Grosso chegando a 454,80 R$/@. No atacado, a carcaça casada recuou levemente de R$ 333/@ para R$ 330/@, com movimentos semelhantes nos demais cortes. Já na B3, houve forte recuperação semanal: o vencimento de dezembro saltou de R$ 316,75/@ para R$ 322,50/@, enquanto janeiro subiu de R$ 323,70/@ para R$ 331,00/@, refletindo expectativa de maior aperto nas escalas, que oscilaram, mas ainda mostram níveis elevados em estados como Rondônia (+22 dias) e Bahia (17 dias). 

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AÇÚCAR E ETANOL

Açúcar segue abaixo de US¢ 15/lb 

O contrato mais líquido do açúcar bruto (SBH6) finalizou esta sexta-feira (21) cotado a US¢ 14,78/lb, uma queda semanal de 18 pontos (-1,2%). Durante a semana, o NY #11 apresentou um comportamento marcado por correção após a forte alta registrada na sexta-feira anterior (14). O impulso inicial, motivado por expectativas sobre o fechamento das usinas do Centro-Sul e mudanças no mix açucareiro, perdeu força nos dias seguintes. O contrato mais líquido (SBH6) devolveu parte dos ganhos, refletindo os fundamentos de baixa no cenário internacional. 

Etanol se aproxima de R$ 3,50/litro com base em Ribeirão Preto (SP) 

Nesta semana, o etanol hidratado obteve uma alta de 2 centavos, cotado nesta sexta-feira (21) em R$ 3,49/litro (com impostos), base Ribeirão Preto (SP). A tendência para o hidratado é altista, devido aos menores estoques e pela desaceleração da moagem, resultado da sazonalidade da safra e o aumento nos dias de chuva no Centro-Sul, enquanto a demanda permanece aquecida. 

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CAFÉ 

Em meio à grande volatilidade, preços de café apresentam resultados mistos 

Os preços do café atravessaram um período de forte volatilidade, influenciados por uma combinação de fatores altistas e baixistas. Na última semana, os mercados internacionais seguiram direções distintas. Em Nova Iorque, as cotações foram pressionadas pelo anúncio da retirada das tarifas sobre o café brasileiro, enquanto em Londres o excesso de chuvas no Vietnã sustentou o movimento de alta.

O contrato mais ativo com vencimento em março em Nova Iorque encerrou o período com queda de 1,2%, cotado a US¢ 369,45 por libra-peso. Em Londres, o contrato equivalente registrou valorização de 6,7%, alcançando USD 4.506 por tonelada. No câmbio, o dólar se valorizou 2% frente ao real, encerrando o período cotado a 5,40 reais. No mercado doméstico, os preços acompanharam as oscilações externas. O indicador CEPEA para o café arábica caiu 1% para R$ 2.181,70 por saca, enquanto o robusta valorizou 2,4%, alcançando R$ 1.347,28 por saca. 

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CACAU 

Cacau segue em forte queda motivado por fundamentos de oferta 

Na semana entre os dias 17 e 21 de novembro, o cacau seguiu reproduzindo a tendência baixista que tem dominado o noticiário da commodity pelo menos desde o início de novembro. Marcado por um maior otimismo para a oferta, o contrato mais líquido da commodity CCH6, finalizou o pregão da segunda-feira (24/11) cotado a US$ 5.190/ton, queda de mais de 20% desde o início do mês de novembro. Com o registro de entregas cada vez mais robustas nos portos da Costa do Marfim (após um início atrasado devido à influência das chuvas), o mercado tem visto uma redução da incerteza quanto ao desempenho da temporada global 2025/26 (out-set), que há três semanas caminha com indicadores acima do comparativo anual – apesar do volume acumulado se colocar ainda 3,9% abaixo do comparativo anual. 

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ALGODÃO

Algodão tem semana operando em movimentos mistos 

Na semana de 17 a 21 de novembro, os contratos futuros de algodão (mar/26) registraram queda acumulada de 44 pontos, encerrando a sexta-feira cotados a US¢63,85/lb — próximos das mínimas dos últimos seis meses. Após uma leve alta no início da semana, impulsionada pelas compras chinesas de soja americana e pelo otimismo quanto a um possível aumento das exportações, o algodão voltou a perder força. A desvalorização se deu diante do fortalecimento do dólar, da ausência de confirmações de compras efetivas por parte da China e da expectativa de manutenção da política monetária restritiva nos EUA. Os agentes permanecem céticos quanto a qualquer reação sustentada dos preços sem sinais claros de recuperação da demanda externa. Do lado fundamental, os estoques globais seguem elevados, conforme indicado no último WASDE, com destaque para os EUA e Brasil, cujas safras foram revisadas para cima. Além disso, o petróleo exerceu pressão negativa sobre o algodão ao longo da semana — com quedas associadas às negociações de paz entre EUA e Ucrânia — tornando o poliéster mais barato e aumentando a competitividade frente à fibra natural. 

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PETRÓLEO

Petróleo recua com negociações de paz no Leste Europeu 

Na última semana, o contrato do Brent com vencimento em dezembro/25 encerrou o período com uma queda acumulada de 3,0%, posicionando-se em USD 62,6 bbl. Apesar de iniciar a semana em alta – com o mercado mostrando um maior receio em relação à capacidade de exportação da Rússia – os futuros do petróleo voltaram a recuar com a normalização dos fluxos pelo porto de Novorissysk e as pressões promovidas pela Casa Branca para que Kiev ceda em alguns termos para a formalização do acordo de paz no Leste Europeu. 

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