Resumo Semanal de Commodities – 28/11 a 05/12/2025

Resumo Semanal de Commodities

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Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.

CÂMBIO

Noticiário eleitoral provoca fortes perdas do real no último dia da semana 

A semana foi marcada pela divulgação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu seu filho, Flávio, para ser candidato às eleições presidenciais de 2026, provocando intensa desvalorização dosativos nacionais. Adicionalmente, dados mais fracos para o mercado de trabalho americano consolidaram apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve, enquanto o PIB brasileiro praticamente estagnou no terceiro trimestre. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (05) cotada a R$ 5,4349, variação de +1,9% na semana, +1,9% no mês e -12,0% no ano. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 99,0 pontos, recuo semanal de 0,4%, mensal de 0,4% e anual de 8,4%. 

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SOJA 

Queda em Chicago, exportações recordes e atenção ao USDA 

Os futuros da soja em Chicago recuaram na semana passada, com o contrato janeiro/26 fechando a US¢1.105,25/bu (-2,9%), pressionados por incertezas sobre compras chinesas previstas no acordo com os EUA e pela competitividade frente à soja brasileira, que voltou a ganhar vantagem após a desvalorização do real. No Brasil, as exportações de novembro consolidaram um recorde anual, enquanto dezembro tende a ser mais fraco por sazonalidade. O plantio avança para a reta final, favorecido por boas chuvas, e a Conab divulgará seu levantamento mensal nesta semana. Na Argentina, excesso de umidade ainda limita o ritmo, mas há previsão de melhora. O mercado aguarda o relatório do USDA, que pode ajustar demanda e estoques, e monitora novas vendas para a China e a volatilidade cambial, fatores que seguem influenciando preços e competitividade. 

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MILHO 

Pressão técnica em Chicago e suporte no Brasil

Na primeira semana de dezembro, os futuros do milho em Chicago recuaram levemente, com o março/26 encerrando a US¢444,75/bu (-0,7%). O contrato segue encontrando resistência próxima a US¢450/bu, nível testado diversas vezes desde novembro sem sustentação, refletindo expectativas frustradas de aperto no balanço americano. Às vésperas do WASDE, o mercado opera com cautela, atento à oferta dos EUA, exportações e riscos climáticos na América do Sul. No Brasil, os preços avançaram, com o março/26 na B3 fechando a R$75,91/saca (+1,3%), apoiados por movimento de formação de estoques, preocupações com a segunda safra e desvalorização do real frente ao dólar. A volatilidade cambial deve seguir elevada diante das incertezas políticas e decisões de juros nos EUA e Brasil, fatores que podem influenciar a dinâmica de preços no curto prazo. 

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ÓLEOS VEGETAIS 

WASDE e dados oficiais da Malásia devem influenciar óleos vegetais na semana 

Após iniciar a semana com novos avanços, o óleo de soja interrompeu a sequência de quatro semanas consecutivas de valorização e encerrou o período em leve retração na Bolsa de Chicago. O mercado não apresentou grandes novidades e foi pressionado pela queda quase contínua da soja em grão, em meio à desconfiança dos agentes quanto às compras chinesas da oleaginosa americana. Além disso, a persistência das indefinições da EPA sobre os programas de incentivo nos EUA continua minando a demanda doméstica. O contrato de janeiro/26 fechou cotado a US¢ 51,7/lb, recuo de 0,7%. 

Apesar de semana com estimativas desanimadoras para as importações de óleos vegetais na Índia e a produção, exportação e estoques na Malásia, o óleo de palma fechou a semana em alta. A tela de fevereiro fechou cotada a USD 1.011/t, acumulando valorização semanal de 1,5%, apoiada por uma melhor competitividade frente ao óleo de soja. 

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FERTILIZANTES 

Queda para os preços CFR da ureia, do MAP e do TSP, e valorização do SAM e do SSP  

Por mais uma semana, os preços CFR da ureia diminuíram no mercado brasileiro. A demanda por esse produto está enfraquecida, e nem mesmo a aproximação da safrinha tem sido capaz de reverter esse quadro. Por outro lado, as cotações do SAM e do NAM estão firmes, e houve aumento de preço para esses dois produtos desde a semana anterior. Entre os fosfatados, o fraco interesse comprador no Brasil tem pressionado os preços para baixo e, dessa forma, houve recuo para as cotações do MAP e do TSP. Porém, o SSP registrou valorização nos últimos dias. Por fim, o cloreto de potássio apresentou aumento desde a semana passada. 

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PECUÁRIA 

Mercado do boi gordo sustenta firmeza na primeira semana de dezembro 

No começo do último mês de 2025, o mercado apresentou leve viés altista, sustentado por escalas mais curtas em parte das praças e por reposição mais valorizada. No físico, São Paulo avançou de R$ 321,36/@ para R$ 322,92/@, enquanto MS recuou marginalmente e MT teve alta suave, mantendo o tom misto típico de início de mês. Na reposição, tanto o boi magro quanto o bezerro encareceram, com destaque para SP, onde o bezerro subiu de R$ 416,93/@ para R$ 433,50/@, reforçando pressão sobre as relações de troca, que ficaram mais apertadas em todas as praças. No atacado, a carcaça casada permaneceu estável em R$ 330/@, com traseiro também firme em R$ 384,75/@, sugerindo demanda consistente. Já na B3, os vencimentos curtos oscilaram pouco, com o dez/25 passando de R$ 319,60/@ para R$ 321,25/@, enquanto os vencimentos de 2026 mantiveram leve alta, refletindo expectativas de oferta mais ajustada no início do próximo ano. 

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AÇÚCAR E ETANOL

Açúcar passa por semana menos movimentada 

O contrato mais líquido do açúcar bruto (SBH6) encerrou esta sexta-feira (05) cotado a US¢ 14,80/lb, uma queda semanal de 41 pontos (-2,69%). A semana foi marcada por volatilidade moderada para o açúcar, com os preços em Nova Iorque oscilando entre quedas e pequenas recuperações. O início foi de forte pressão baixista, reflexo do relatório da UNICA indicando moagem superior à do ano anterior e do avanço da safra indiana, fatores que aumentaram a percepção de oferta robusta. Após essa queda inicial, o mercado tentou uma recuperação técnica, chegando a testar níveis acima de US¢ 15/lb sob notícias altistas vindas da Europa, mas sem conseguir sustentar ganhos expressivos. Nos últimos pregões, prevaleceu um movimento lateral e de baixo volume, com pequenas retrações, sinalizando falta de novos fundamentos para direcionar preços. 

Etanol hidratado segue no patamar dos R$ 3,55/L 

Na primeira semana de dezembro, o etanol hidratado negociado no mercado spot paulista manteve a sustentação altista, finalizando a semana próximo ao patamar dos R$ 3,55/L. A manutenção de elevados volumes de consumo de etanol hidratado e o aperto sazonal de estoques deverá seguir influenciando a alta. A perspectiva é que a média mensal se encerre próxima a R$ 3,57/L. 

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CAFÉ 

Mercado de café inicia a semana pressionado por clima, câmbio e revisões do USDA 

Os preços futuros de café encerraram a última semana em queda e iniciaram a atual também em baixa tanto em Nova Iorque quanto em Londres. No campo dos fundamentos não houve mudanças relevantes e o comportamento do mercado refletiu principalmente a atuação de agentes especulativos de curto prazo, além da influência dos relatórios divulgados pelo USDA para os principais países produtores. Na semana passada, o contrato de arábica para março na bolsa de Nova Iorque recuou 1,7% e fechou a US¢ 374,85 por libra peso. Em Londres, o contrato mais negociado, também com vencimento em março, apresentou queda de 5,3% e encerrou cotado a USD 4.178 por tonelada. 

A pressão mais intensa sobre os preços do robusta em Londres está associada à expectativa de melhora nas condições climáticas no Vietnã. O país enfrentou volumes excessivos de chuva nas últimas semanas, o que gerou problemas de pós-colheita, perda de qualidade, atrasos na colheita e desafios logísticos. Os modelos climáticos já indicam uma normalização das precipitações nas próximas semanas, o que tende a aliviar parte das preocupações. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar também impactou os preços internacionais. A moeda norte-americana subiu 1,9% na última semana e fechou cotada a R$ 5,44. 

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CACAU 

Cacau avança desacompanhado de fundamentos em movimentação técnica 

Os contratos futuros de cacau registraram desempenho misto entre 28 de novembro e 5 de dezembro. Ao longo da semana, os preços futuros do cacau apresentaram comportamento moderado, com tendência levemente baixista nos primeiros dias, seguida por uma alta expressiva na sexta-feira (5). O movimento do último pregão da semana, contudo, não parece ter tido uma explicação clara, indicando a possível influência de fatores técnicos, sem sinais evidentes de fundamentos que justificassem a reversão abrupta. A dinâmica observada guarda certa semelhança com a sexta-feira anterior (28), quando um forte alta tomou conta do mercado após a divulgação da estimativa trimestral de balanço global da Organização Internacional do Cacau (ICCO), que revisou para baixo o superávit global projetado para a temporada 2024/25.  

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ALGODÃO

Queda em Nova York apesar de cenário externo 

Na semana de 1 a 5 de dezembro, os futuros do algodão em Nova York recuaram, com o contrato março/26 fechando a US¢63,93/lb, devolvendo parte dos ganhos anteriores. Apesar da correlação positiva com o petróleo, que subiu para o maior nível em duas semanas após avanços diplomáticos entre EUA, Rússia e Ucrânia, a pluma manteve viés baixista. O movimento foi reforçado por vendas de exportação fracas e expectativas mornas para o WASDE, confirmadas pelo relatório do USDA, que trouxe números estáveis para oferta e demanda. Mesmo com apostas em corte de juros pelo Fed, o entusiasmo financeiro não sustentou os preços diante do cenário de estoques elevados nos EUA e globalmente. O mercado segue pressionado por fundamentos pouco favoráveis e aguarda sinais mais claros de recuperação da demanda internacional. 

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PETRÓLEO

Petróleo recua em meio às expectativas de fluxos normais pela Rússia 

Na última semana, o contrato do Brent com vencimento em fevereiro/26 encerrou o período com uma alta acumulada de 0,9% posicionando-se em USD 63,7 bbl. Apesar do aumento dos estoques de petróleo nos EUA, foi observado um avanço dos prêmios de risco de oferta a nível global, com a frustração das negociações de paz no Leste Europeu e as ameaças de Donald Trump sobre novos ataques em território venezuelano contribuindo para esse cenário. 

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DIESEL

Crack-spread seguiu recuando com avanços nas conversas de paz 

Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD operou com alta de 1,3%, encerrando a sexta-feira (05) em USD 2,363 por galão. Os futuros do diesel avançaram além do observado no petróleo, com o diferencial entre Heating Oil e Brent apresentando um avanço semanal de 2% e se posicionando ao redor dos USD 35,5 bbl. Apesar do avanço dos estoques do combustível nos EUA, os investidores seguiram precificando os maiores riscos relacionados ao conflito no Leste Europeu, com as frustações das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia resultando nessa movimentação altista. 

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GASOLINA

Combustível recua com formação de estoques nos EUA 

Na última semana, o contrato mais ativo da gasolina recuou para USD 1,83 por galão (-3,6%). O contrato não acompanhou a movimentação do petróleo, conforme o aumento dos estoques americanos em ritmo maior que antecipado contribui para aliviar as percepções de um balanço global muito estressado, especialmente quando essa queda reflete a desaceleração da demanda interna.  

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