Resumo Semanal de Commodities – 19/07 a 26/07/2024

Variações semanais de commodities

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Fonte: StoneX cmdtyView.

Asset 1 CÂMBIO

Ambiente externo avesso ao risco e valorização do iene penalizam o desempenho do real 

A semana foi marcada por um ambiente internacional de pessimismo e aversão a ativos arriscados, em função de uma frustração de investidores com os primeiros resultados trimestrais divulgados por empresas de capital aberto nos EUA, gerando um receio de que a economia do país estivesse se desacelerando, de um recuo nos preços internacionais de commodities importantes, como petróleo e minério de ferro, e de uma valorização sequencial e consistente do iene japonês, que prejudica moedas utilizadas em operações de “carry trade” (carrego). O dólar negociado no mercado interbancário terminou a semana em alta, encerrando a sessão desta sexta-feira (26) cotado a R$ 5,658, ganho semanal de 0,9%, mensal de 1,2%, e anual de 16,6%. Já o dollar index fechou o pregão desta sexta cotado a 104,3 pontos, variação de -0,1% na semana, -1,5% no mês e de +3,0% no ano.  > Clique aqui e acesse o relatório completo.

cAsset 2 SOJA

Mercado reage a medidas econômicas da China; clima americano segue monitorado 

Após abrir a semana em alta, com o mercado reagindo a cortes de juros na China, o que criou algum otimismo do lado da demanda, favorecendo também um contexto de cobertura de posições vendidas, os futuros da soja recuaram no agregado semanal. O vencimento de agosto acumulou um recuo de 1,8% na semana para encerrar o período negociado a 1077,5 cents por bushel. No contexto, o clima nos EUA deve continuar no radar no mês de agosto, que costuma ser um período crucial para o desenvolvimento da safra norte-americana. As expectativas climáticas são de um clima mais quente nas regiões produtoras, o que deve seguir no radar dos agentes de mercado. De qualquer forma, o clima se mantém benéfico nos EUA, o que continua agindo como uma força baixista para os preços futuros. > Clique aqui e acesse o relatório completo

cAsset 1 MILHO

Previsões climáticas fornecem suporte ao milho

Apesar da queda na última sexta-feira, os futuros do milho acumularam uma alta de cerca de 4% na semana (22/07-26/07) para encerrar negociado a 394,50 cents/bu. As altas foram influenciadas principalmente por previsões climáticas que apontaram para alguns dias mais secos no cinturão do milho dos EUA. Apesar de não significar um cenário muito prejudicial para a produtividade norte-americana, efeitos marginais para a produção, bem como cobertura de posições vendidas podem incentivar movimentos de alta. No Brasil, os futuros do milho negociados na B3 também valorizaram na semana passada, e ainda com mais intensidade do que na CBOT. No agregado do período, o contrato com vencimento em setembro ficou cotado a R$ 61,08/sc, valorização semanal de 3,3%. O atraso na comercialização do milho no Brasil continua sendo um fator de alta para os preços domésticos. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 11 ÓLEOS VEGETAIS

Em meio a preocupações com demanda nos EUA, óleo de soja fecha semana em forte queda

O óleo de soja terminou a última semana em queda significativa na bolsa de Chicago, sob forte pressão baixista principalmente no pregão da sexta-feira (26), quando marcou retração diária de 4,7%, encerrando a semana cotado a US¢ 43,0/lb, retração semanal de 6,2%. Uma decisão judicial nos EUA, que parece estar prestes a conceder isenções a pequenas refinarias da obrigação de misturar biocombustíveis, foi o principal gatilho para as quedas ao passo que elevou o receio com os impactos negativos na demanda pelo óleo de soja.

Já o óleo de palma, sem grandes novidades em termos de fundamentos, terminou a e semana com resultado positivo na bolsa da Malásia. Por um lado, a Associação Malaia de Óleo de Palma (MPOA) informou que observou um aumento de 15% na produção do país nos primeiros 20 dias de julho, o que pressionou as cotações em alguns pregões. Todavia, de outro, as estimativas de inspetores de cargas, que continuaram apontando embarques mais robustos no mês, a as estimativas de grande salto nas importações indianas, contribuíram para sustentar as cotações. Adicionalmente, o Conselho Indonésio de Óleo de Palma (GAPKI) divulgou nesse início de semana seus dados para o desempenho do setor da palma no país em maio, o que deve contribuir para dar o tom das cotações nessa semana. A tela de set/24 terminou cotada a USD 853,9/t, alta semanal de 2,1%. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 9 FERTILIZANTES

Poucas mudanças nos preços CFR dos fertilizantes no Brasil 

Os preços da ureia CFR pouco mudaram desde a semana passada. As exportações de ureia da China seguem em volumes baixos, mas, em contrapartida, a produção egípcia gradualmente tem retornado aos níveis típicos. No mercado de fosfatados, é comum o relato de que existe uma falta de mercadorias disponíveis aos compradores, e esse quadro de tem favorecido a firmeza das cotações CFR no Brasil. Por fim, no segmento de potássicos, a concretização de acordos de importação na China e na Índia tem trazido um impacto baixista ao mercado, e, no Brasil, os preços CFR do cloreto de potássio diminuíram. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 12 PECUÁRIA

Boi segue valorizado no mercado físico, mas há dúvidas sobre os preços nos próximos meses 

A valorização do boi gordo continua no mercado físico brasileiro. Desde a semana passada, indicadores da StoneX captaram um aumento de preços em praças de Minas Gerais, Goiás e do Mato Grosso, por exemplo, e isso é um sinal de que a oferta de animais segue reduzida em alguns locais do Brasil. Porém, é preciso frisar que essa disponibilidade menor de matéria prima ainda não configura uma situação de falta de animais no mercado do boi. Ademais, eventualmente, os animais que estão em sistema de confinamento chegarão ao mercado, e esse, potencialmente, é um fator de baixa para os próximos meses. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 13

AÇÚCAR E ETANOL

Açúcar tem semana de grande recuperação devido às preocupações com a safra brasileira 

Na última semana, os preços reagiram ao relatório de acompanhamento quinzenal da UNICA, que trouxe uma queda de 11,07% na moagem em relação ao mesmo período da safra anterior. O mix açucareiro também decepcionou, ficando em 49,88%, na primeira quinzena de julho/24, contra 50,03% na safra anterior – o que reduz as expectativas para a produção de açúcar no Centro-Sul brasileiro. 

Dinâmica dos preços do etanol na semana

Ao longo da última semana, os preços do etanol hidratado negociado com base nas usinas de Ribeirão Preto, SP mantiveram negócios na faixa entre R$ 3,00/L e 3,10/L, após atingir sua máxima em 14 meses ao final em 11/07 (R$ 3,25/L). Após a forte escalada, impulsionada por um reajuste de R$ 0,20/L nos preços da gasolina A e pela elevada demanda nas bombas, os preços cederam até R$ 3,00/L – resultado de uma redução do volume de negócios e da saída das distribuidoras do mercado, em resposta ao aumento nos preços durante período de colheita da safra 2024/25 do Centro-Sul. Diante dos fundamentos de crescimento sazonal da oferta, os preços do biocombustível seguem pressionados no curto prazo. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 7 CAFÉ

Preços futuros de café recuaram na semana
A última semana foi marcada por uma retração nos preços de café em suas principais bolsas de negociação, em um movimento que ocorreu principalmente por uma correção técnica, após as fortes altas registradas na semana anterior. O contrato de setembro/24 do café arábica em Nova Iorque terminou o período cotado a US¢ 238,2/lb, queda semanal de 3,5%. Em Londres, a tela equivalente para o café robusta encerrou o período cotada a USD 4355/t, em retração semanal de 5,7%. No mercado doméstico, o indicador CEPEA para o café arábica encerrou o período cotado a R$ 1.430,13/saca, queda de 2,1%. O indicador para o café robusta fechou a R$ 1.292,34/saca, retração de 1,0%.

Destacou-se também o impacto da desvalorização taxa de câmbio no mercado brasileiro, com a moeda brasileira recuando em meio à elevada desconfiança dos agentes em relação ao comprometimento do governo com as metas fiscais no país, junto das incertezas políticas no exterior com a aproximação das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Nesse cenário, o dólar encerrou a semana em alta no mercado interbancário brasileiro, encerrando a última sexta-feira (19) cotado a R$ 5,605, avanço semanal de 3,2%. A alta do dólar contribuiu para pressionar as cotações de café na bolsa de NY, uma vez que contribui para elevar as cotações do café precificado no mercado doméstico brasileiro, estimulando a oferta no mercado local. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 5 CACAU

Cacau registra perdas em meio à interpretação dos dados de moagem e semana de queda para a maioria das commodities
Durante a última semana, entre os dias 15 a 19 de julho, os preços nos mercados futuros de cacau inverteram a tendência de alta das duas semanas anteriores e registraram variação semanal negativa. O contrato mais ativo em Nova Iorque (vencimento em setembro, CCU24) apresentou uma queda de 7,6%, enquanto em Londres, o contrato equivalente caiu 7,2%. Esse período foi marcado também pelo encerramento do contrato de julho, na terça-feira (16). A principal notícia da semana, no dia 18/07, foi a divulgação dos dados de moagem faltantes para os principais países consumidores de cacau no segundo trimestre de 2024, complementando a visão sobre a demanda pelo produto no período. Na semana anterior, haviam sido divulgados os dados referentes à Europa e Brasil, enquanto no dia 16/07 foram apresentados os dados referentes à Costa do Marfim e no dia 18/07 os referentes à América do Norte e Ásia. Esses dados são cruciais para o mercado, pois representam o principal indicador de demanda pelo produto com impacto sobre as estimativas de saldo global e projeções de preços futuros. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 6 ALGODÃO

Algodão termina semana em queda   

Os contratos para dezembro/24 da pluma encerraram a sessão da última sexta-feira (19) negociados a US¢70,62/lb, um recuo de 0,8% na semana. O fator que vem exercendo pressão baixista sobre o mercado continua sendo a perspectiva de boa safra nos EUA conforme o mercado repercute o clima favorável no cinturão do algodão, que se reflete nos dados de condição de safra do país, que demonstra que 53% das lavouras estão em condições boas/excelentes. No mais, o mercado se manteve com pouco volume negociado na semana passada, limitando a volatilidade dos futuros, fato que se relaciona fortemente à falta de fundamentos sendo repercutidos no mercado.  > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 8 PETRÓLEO

Petróleo atinge menores valores em cinco semanas
Na última semana, as cotações de futuros do contrato mais ativo do Brent acumularam queda de 2,82%, negociadas a USD 82,63 bbl na última sexta-feira (19), enquanto o WTI registrou um recuo semanal de 2,53%, negociado em USD 80,13 bbl. O petróleo encerrou em queda pela segunda semana consecutiva, com o resultado da última sessão influenciado especialmente pela fala do secretário de estado dos EUA, Antony Blinken indicar que Isral e Hamas estariam próximos de um acordo de cessar-fogo em Gaza. Além disso, preocupações com a demanda global – principalmente na China – também apoiaram a queda dos futuros, levando os contratos do Brent para o menor nível em quase cinco semanas.  > Clique aqui e acesse o relatório completo

cAsset 3 DIESEL

Combustível alcança o menor valor desde meados de junho   

Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com uma queda de 3,6%, terminando a sexta-feira (19) em USD 2,4191 por galão. O combustível alcançou o menor valor desde o início de junho, em meio as pressões baixistas observadas nas cotações de petróleo e a expansão dos estoques do derivado nos EUA. > Clique aqui e acesse o relatório completo

 

cAsset 3GASOLINA

Preços acompanham tendência do petróleo e encerram semana em queda

Na última semana, o contrato mais ativo do RBOB acumulou queda de 2,6%, cotado a USD 2,4504 por galão na sexta-feira (19). A gasolina estendeu a queda da semana anterior, seguindo os preços do petróleo e voltando para os patamares observados em meados de junho. No geral, uma maior aversão a risco por parte dos investidores, rumores de um cessar-fogo em Gaza e aumento dos estoques de combustível nos EUA pressionaram os contratos na última semana. > Clique aqui e acesse o relatório completo

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