
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

Fonte: StoneX cmdtyView.
CÂMBIO
Dólar se fortalece pela terceira semana consecutiva em meio a redução das apostas para cortes de juros pelo Fed
A moeda americana se fortaleceu pela terceira semana seguida, impulsionada pelo crescimento acima do esperado das vendas do varejo americano em setembro e pela antecipação de efeitos de uma possível vitória de Donald Trump na trajetória dos juros do país. As perdas do real foram aprofundadas por preocupações com a condução da política fiscal brasileira e pela frustração com a aparente despreocupação das autoridades chinesas em realizar estímulos consideráveis para sua economia. O dólar negociado no mercado interbancário terminou a sessão desta sexta-feira (18) em alta, cotado a R$ 5,7004, avanço semanal de 1,5%, mensal de 4,6% e anual de 17,5%. Já o dollar index fechou o pregão desta sexta cotado a 103,5 pontos, variação de +0,6% na semana, 2,7% no mês e de +2,1% no ano. > Clique aqui e acesse o relatório completo.
SOJA
Soja continua em queda com avanço do plantio no Brasil
As cotações da soja em Chicago tiveram mais uma semana de queda, com o vencimento para novembro encerrando abaixo de USD 10,00 por bushel, em 970 cents, recuo de 3,5% no período. Além do avanço da colheita nos EUA, a melhora no clima no Brasil acabou favorecendo um movimento de venda. O acompanhamento da StoneX aponta para um número de 23,2% da área nacional semeada até a sexta-feira (dia 18), um avanço de 12 p.p. em sete dias. Apesar de ainda estar atrasado em relação ao usual para esse período, o produtor deve continuar avançando rapidamente, situação que arrefeceu as preocupações com possíveis impactos negativos sobre as lavouras ou mesmo perdas de área. As previsões climáticas para as próximas duas semanas continuam apontando para chuvas em maiores volumes e em praticamente toda a região produtora de soja, situação que deve continuar viabilizando os trabalhos de semeadura, contribuindo para a continuidade da redução dos atrasos. > Clique aqui e acesse o relatório completo
MILHO
Milho volta a encostar nos US¢400/bu com fortalecimento de teses baixistas
Os contratos de milho negociados em Chicago operaram no campo negativo por boa parte da semana passada, tendo encerrado o período negociados a US¢405,75/bu (-2,6%) para o vencimento de dezembro/24. Enquanto as teses baixistas voltam a ganhar força do lado da oferta – com boas perspectivas para os EUA, que tem enfrentado um clima favorável no período de colheita –, do lado da demanda, bons dados de vendas de exportação ajudaram a limitar perdas. Ainda assim, na quinta-feira, o vencimento mais próximo operou abaixo dos US¢400/bu em alguns momentos. Os contratos de milho negociados na B3 tiveram mais uma semana na direção contrária de Chicago, conforme o câmbio segue sendo um fator de suporte para os preços domésticos do milho. O vencimento de novembro/24 da B3 encerrou a semana negociado a R$69,25/saca, 1,1% a mais do que na semana anterior. O dólar se fortaleceu cerca de 1,5% em comparação ao real conforme dados de vendas do varejo aquecidas nos EUA e uma perspectiva de juros futuros maiores na maior economia do mundo ajudaram a fortalecer a divisa norte-americana. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ÓLEOS VEGETAIS
Óleos vegetais recuam em meio a clima favorável no Brasil e queda do petróleo
Os principais óleos vegetais terminaram a última semana em queda em suas bolsas de negociação. O óleo de soja, apesar da divulgação de um relatório altista de esmagamento nos EUA em setembro, foi pressionado principalmente pela chegada de volumes significativos de chuvas nessa semana no Brasil, pelas estimativas otimista da Conab para a safra do país, e pela colheita da nova safra americana a pleno vapor. O óleo de palma se manteve em patamares elevados na Bursa, apesar de ter marcado um recuo semanal, com a menor competitividade e preços altos contribuindo para alguma realização de lucro dos agentes e com o mercado repercutindo as expectativas de adiamento da EUDR.
Adicionalmente, a forte desvalorização do petróleo também contribuiu para a queda dos óleos, com o Brent em seu menor patamar desde o início do mês, influenciado principalmente por um arrefecimento nas preocupações em relação ao conflito no oriente médio, em meio a rumores de que Israel não pretende atacar instalações petrolíferos ou nucleares do Irã. Nesse cenário, a tela de dez/24 do óleo de soja fechou cotada a US¢ 41,8/lb na CBOT, queda de 3,5%. Já o contrato equivalente do óleo de palma fechou a USD 993,5/t na bolsa da Malásia, retração de 2,2%. > Clique aqui e acesse o relatório completo
FERTILIZANTES
Estabilidade para os preços CFR da ureia, do MAP e do cloreto de potássio
Ao longo dos últimos dias, houve pouca mudança para os preços CFR de fertilizantes no mercado brasileiro. As cotações da ureia permaneceram estáveis, pois existe uma expectativa de que a Índia, em breve, anunciará uma nova licitação, e isso é um fator de sustentação para o segmento. As cotações do MAP, por sua vez, também não se alteraram. Por fim, no mercado de potássicos, onde o balanço está mais “folgado”, os preços não mudaram. Vale lembrar que, para o caso dos fosfatados e dos potássicos, as importações e a demanda interna no Brasil costumam a diminuir nos últimos meses do ano. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PECUÁRIA
Preços em alta, escalas de abate no menor nível do ano e recorde nas exportações marcam semana de ganhos
Se bem os preços físicos do boi comum se mantiveram relativamente estáveis entre o final de semana passada e o começo da atual, as cotações do boi China continuam avançando, situando-se agora em mais R$ 306/@ em São Paulo. Já em relação aos contratos futuros, os valores romperam a barreira dos R$ 313/@ para os contratos de novembro. A virada de ciclo continua exercendo pressão na oferta, fazendo com que o nível médio de espera nos frigoríficos brasileiros já se encontre perto dos quatro dias, nível mais baixo dos dois últimos anos. Outro destaque semanal ficou com as exportações, já que, segundo os dados semanais divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, antes mesmo do décimo mês acabar, o Brasil já enviou ao exterior mais toneladas que em todo o 2023. >Clique aqui e acesse o relatório completo
AÇÚCAR E ETANOL
Açúcar fecha em estabilidade nesta semana
Nesta sexta-feira (18), o contrato de março/25 fechou em leve queda de 6 pontos frente à semana passada, cotado a US¢ 22,18/lb. O destaque segue sendo para o spread K5-H5, uma vez que o maio/25 opera com um desconto de 171 pontos em relação ao vencimento mais curto. As percepções de um aperto na disponibilidade de açúcar no curto prazo, até pelo menos o primeiro trimestre de 2025, continuam consensuais e limitam maiores quedas em NY. Assim, sem muitas novidades e com grandes expectativas para as chuvas no CS, o mercado operou em bandas menores nesta semana, mostrando pouca clareza em termos de direcionamento. Quando tentou se aproximar de US¢ 23,00/lb, o H5 cedeu rapidamente. Quando testou o patamar abaixo de US¢ 22,00/lb, encontrou suporte e voltou a subir.
Etanol volta a operar em alta nas usinas
O indicador coletado pela StoneX para o etanol hidratado (PVU, com impostos) em Ribeirão Preto (SP) fechou em R$ 3,05/litro, alta semanal de 1%. Na semana entre os dias 14 e 18 de outubro, o indicador de preços do etanol hidratado CEPEA ficou em R$2,5518/litro (sem impostos), também registrando uma alta de 1% no período e quase R$0,10/litro maior do que as cotações no final de setembro. A normalização do volume de tancagem em algumas usinas pode ter favorecido a alta dos preços, e uma possível desaceleração do ritmo de moagem diante das chuvas registradas em outubro também podem influenciar na recuperação do indicador. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CAFÉ
Florada principal do café arábica se abre no Brasil
Sem grandes mudanças do ponto de vista dos fundamentos, os preços futuros de café terminaram a última semana com resultados mistos. Em Nova Iorque, o contrato mais ativo de café arábica, com vencimento em dezembro, terminou a semana com um avanço de 525 pontos (2,1%), fechando a sexta-feira (18) cotado em US¢ 257,30/lb. Por outro lado, em Londres, o contrato de café robusta com vencimento em janeiro teve uma queda de USD 63/ton (-1,3%) para USD 4615/ton – os preços de café robusta seguem sob pressão devido ao início da colheita da safra no Vietnã.
No Brasil, o retorno das chuvas melhorou as condições das lavouras e estimulou a abertura da florada principal do café arábica. Há vários relatos da abertura de uma florada ampla e uniforme ao longo dos últimos dias. Além disso, outras ondas da florada devem se abrir até o final do mês. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CACAU
Cacau recua com impacto dos dados de moagem e desvalorização semanal das commodities
Na última semana, entre os dias 11 e 18 de outubro, os mercados futuros de cacau registraram movimentação negativa para a maioria dos contratos. Em Nova Iorque, o contrato mais negociado (dezembro/24) recuou 3,7%, encerrando o período em 7.450 USD/tonelada. Já em Londres, o mesmo contrato apresentou uma desvalorização de 1,2%, fechando a semana a 5.577 GBP/tonelada. Apesar da desvalorização semanal, as cotações apresentaram significativa volatilidade ao longo do período, com um avanço expressivo na sessão de terça-feira (15), seguido de uma reversão nos dias subsequentes. A movimentação a partir da segunda metade da semana foi influenciada, em grande parte, pela divulgação dos resultados trimestrais de processamento de cacau nas principais indústrias de Europa, Ásia e América do Norte, que revelaram um desempenho misto para a demanda do produto. Do ponto de vista macroeconômico, a desvalorização dos ativos da categoria de commodities pode ter contribuído para a queda observada no mercado de cacau. Na última semana, o índice CRB de commodities registrou uma desvalorização de 3,85%. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ALGODÃO
Fundamentos baixistas seguem pressionando algodão
O algodão terminou a sessão da última sexta-feira (18) negociado a US¢70,99/lb, acumulando uma queda de 1,7% na semana. O mercado segue repercutindo os fundamentos baixistas trazidos no último WASDE. Mas, para além disso, o mercado também segue pressionado por um contexto macroeconômico adverso. Nos últimos dias, o que se observa é uma valorização significativa do dólar frente a dados econômicos forte para os EUA, bem como expectativas do mercado acerca das eleições no país, vem pressionando a pluma. Do lado da situação macroeconômica, uma economia mais fortalecida cria temores inflacionários, o que pode limitar o caminho expansionista do Fed nas próximas reuniões de política monetária. Já do lado do câmbio, um dólar mais forte tende a tirar competitividade da pluma norte-americana, impactando o preço da fibra negociada em Nova Iorque. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PETRÓLEO
Especulações sobre represália israelense apoiam recuperação do petróleo
Na última segunda-feira (21), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em alta, sendo negociados a USD 74,29 bbl (+1,68%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 70,56 bbl (+1,94%). Na sessão, os futuros recuperaram parte das perdas acumuladas na semana passada, conforme investidores ponderavam os fundamentos que guiaram as negociações nos últimos dias, além de refletir positivamente a decisão do PBoC de cortar juros a fim de estimular a demanda interna chinesa. Outro fator importante foi o aumento das hostilidades no Oriente Médio, especialmente no Líbano e na faixa de Gaza, com o mercado também reagindo aos rumores de que Israel deverá atacar o Irã no final de semana e buscando entender se a represália realmente não irá atingir instalações de petróleo de Teerã. > Clique aqui e acesse o relatório completo
DIESEL
Vendas do combustível desaceleram em setembro no Brasil
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com queda acumulada de 5,36%, terminando a sexta-feira (18) em USD 2,1522 por galão. As cotações foram influenciadas pela movimentação do petróleo, com os investidores ponderando os fundamentos que levaram a forte alta na primeira quinzena de outubro. Para o diesel, o destaque foi a queda maior que antecipada dos estoques norte-americanos. > Clique aqui e acesse o relatório completo
GASOLINA
Vendas do combustível no Brasil seguiram recuando em setembro
Na última semana, o contrato mais ativo do RBOB registrou queda de 5%, cotado a USD 2,00 por galão na sexta-feira (18). Apesar da queda dos estoques americanos no período, as cotações da gasolina recuaram acompanhando a movimentação do petróleo, refletindo os menores riscos de oferta associados ao Oriente Médio e as preocupações com a demanda chinesa por combustíveis. > Clique aqui e acesse o relatório completo

