
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.
CÂMBIO
Receios de desaceleração da economia americana enfraquece o dólar globalmente
A semana foi marcada pelos temores de uma desaceleração do crescimento econômico e aceleração da inflação nos Estados Unidos após as novas alíquotas para tarifa de importação entrarem em vigor. Isso, por sua vez, aumentou as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve e enfraqueceu o dólar globalmente. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (08) cotada a R$ 5,4346, recuo semanal de 2,0%, mensal de 3,0% e anual de 12,0%. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 98,2 pontos, variação de -0,5% na semana, -1,8% no mês e -9,1% no ano.
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SOJA
Importações de soja brasileira pela China em julho superam expectativas
Na última semana, a soja em Chicago manteve-se próxima da estabilidade, com o contrato setembro fechando a 967,75 cents/bushel (-0,2%). As cotações seguem pressionadas pelo bom avanço da safra dos EUA, com volumes recordes estimados, além de uma condição boa/excelente em 69% das lavouras. Um post de Donald Trump, sugerindo que a China quadruplicasse as compras de soja norte-americana, trouxe suporte no início da semana, mas não resultou em acordo oficial. No Brasil, as exportações de julho superaram o mesmo mês de 2024, com 95% do exportado destinado a China, representando um volume recorde para o mês. Portanto, os rumores de importações de soja norte-americana pela China são monitorados pelo Brasil, já que representaria uma competição direta, visto que os EUA são o 2° maior fornecedor de soja para a potência asiática – mesmo que em volumes bem menores que o brasileiro.
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MILHO
Chicago e B3 apresentam semana de queda nos contratos do milho
Os futuros do milho observaram mais uma semana de recuo. Na semana passada, o contrato dezembro/25 negociado em Chicago viu uma queda de 1,3% para fechar negociado a US¢405,50/bu. Os altos níveis de exportação de milho pelos Estados Unidos fazem pouco efeito na dinâmica baixista que vem dominando as negociações, graças ao alto nível produtivo que é esperado para a safra norte-americana. Já no Brasil, os futuros negociados na B3 também cederam na semana passada, depois de duas semanas em movimento contrário. O vencimento de novembro/25 terminou a semana negociado a R$67,65/saca (-2,2%), relacionado à pressão sazonal da safra de milho no país. Entretanto, cabe ressaltar que a valorização do real em relação ao dólar na semana passada foi praticamente de igual intensidade (-2%) e, portanto, a queda na B3 não se traduz completamente em um ganho de competitividade do milho brasileiro.
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ÓLEOS VEGETAIS
Óleo de soja recua na semana em meio a perspectivas positivas para oferta e liquidação de posições dos fundos
Os preços do óleo de soja encerraram a semana em queda na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato com vencimento em setembro acumulou desvalorização de 3,2%, sendo cotado ao final do período em torno de US¢ 53,2/lb. A manutenção das perspectivas otimistas para a safra de soja dos EUA, a desvalorização do petróleo e um movimento técnico de realização de lucros contribuíram para o desempenho negativo.
Após registrar forte volatilidade, os preços do óleo de palma encerraram a semana em leve alta de 1,2%, com o contrato de outubro cotado a USD 1.004,7/t na Bolsa da Malásia. O avanço foi impulsionado por movimentos técnicos de reposicionamento e pelas expectativas de recuperação da demanda ao longo de agosto.
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FERTILIZANTES
Valorização da ureia CFR Brasil, e queda para preços do MAP, SSP e KCl
Os preços CFR da ureia no Brasil subiram desde a semana passada. A oferta global de nitrogenados está justa e, com a demanda indiana aquecida, os preços da ureia aumentaram em diversos países. No mercado do MAP, o ímpeto comprador do Brasil não tem chamado a atenção, pois os fundamentos enfraquecidos no segmento de grãos têm criado algumas das piores relações de troca dos últimos anos. Dessa forma, a diminuição do interesse brasileiro trouxe uma pequena pressão baixista sobre os preços do MAP. Por fim, no mercado de potássicos, a demanda brasileira está reduzida, visto que uma parte considerável das necessidades de KCl para a safra de soja já foi adquirida pelos compradores.
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PECUÁRIA
Boi Gordo ganha fôlego com escalas curtas e exportações em alta
Na primeira semana de agosto o mercado físico do boi gordo apresentou avanço consistente nos preços. Em São Paulo, o indicador Datagro subiu de R$ 297,89/@ à prazo para R$ 306,34/@, enquanto o CEPEA passou de R$ 298,95/@ para R$ 305,30/@, acumulando alta semanal relevante. A valorização foi observada na maioria dos estados, com destaque para Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. No mercado futuro, os principais contratos na B3 encerraram a sexta em leve baixa diária, mas ainda com patamares superiores aos vistos no início da semana. As escalas de abate recuaram em boa parte das praças, indicando menor conforto dos frigoríficos na originação, o que contribuiu para o movimento de firmeza nos preços. Em relação aos dados de exportações, julho superou o volume de junho e também registrou resultado melhor que o observado no mesmo mês do ano passado. Já no mercado norte-americano, em foco pelas novas tarifas, o acumulado até julho mostra que o Brasil mais do que duplicou seus envios, evidenciando a importância do setor para o consumo dos EUA, e deixando em aberto como o mercado reagirá daqui em diante e se outros fornecedores conseguirão suprir a competitividade brasileira.
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AÇÚCAR E ETANOL
Açúcar fecha semana em leve alta
Nesta sexta-feira, o açúcar em Nova Iorque apresentou alta intradiária relevante, de 1,5% (24 pontos), fechando a semana em US¢ 16,25/lb (SBV5) – leve valorização semanal de 7 pontos. Como vem sendo trazido nos recentes relatórios de Inteligência de Mercado, são poucas as motivações altistas neste momento, e os fundos continuam confortáveis carregando a atual posição liquidamente vendida de 150 mil lotes. Demanda no mercado físico pouco ativa e percepção de uma safra 2025/26 internacional volumosa tem deixado também confortáveis os países importadores – que consomem estoques domésticos e importam em momentos oportunos, com preços mais baixos, algo visto na China, por exemplo.
Expectativa é de uma média de negócios pro volta dos R$ 3,24/L em agosto
Nesta semana, conforme relatado por agentes que atuam no mercado paulista, o volume de negócios do etanol hidratado foi baixo na primeira semana com vigência da nova mistura na gasolina (E30). Após chegar a registrar negócios acima dos R$ 3,25/L no mercado à vista, motivado pelos baixos estoques e o receio com a produção, os preços finalizam a semana próximos ao patamar dos R$ 3,22/L, com a safra canavieira ainda em plena produção e o consumo nas bombas pouco estimulado, apesar dos patamares favoráveis de paridade. A expectativa é de que a participação do etanol hidratado no ciclo Otto recue até o final da safra, devido aos maiores preços relacionados à produção deficitária a partir da cana e o maior desvio para o anidro.
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CAFÉ
Mercado de café abre a semana em alta com relatos de geada no Brasil
Os preços futuros do café iniciaram a semana em forte alta, impulsionados por relatos de geada em importantes regiões produtoras do Brasil. No fechamento do mercado, o contrato mais ativo na Bolsa de Nova York encerrou o pregão com alta de 1.160 pontos, o que representa um avanço de 3,84%, sendo cotado a US¢ 314,05 por libra-peso. Já em Londres, os contratos também fecharam em território positivo, com valorização de 154 dólares por tonelada, ou 4,39%, sendo negociados a US$ 3.664 por tonelada.
Foram confirmadas ocorrências de geada em cidades como Patrocínio, Uberaba, Sacramento, Ituverava, Passos, Bambuí, Monte Verde e Campos do Jordão. Além desses registros, houve ainda relatos de geadas em áreas cafeeiras de diversos municípios do Cerrado Mineiro, incluindo Araguari, Monte Carmelo, Sacramento, Araxá, Serra do Salitre, Indianópolis, Ibiá e Campos Altos, bem como em regiões específicas da Alta Mogiana. Embora ainda seja cedo para estimar com precisão o impacto desse evento sobre as lavouras, tudo indica que a geada ocorreu de forma localizada, atingindo áreas pontuais dentro dos municípios afetados.
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CACAU
Cacau avança diante de chuvas abaixo da média no Oeste Africano
Entre os dias 1 e 8 de agosto, os contratos futuros de cacau apresentaram tendência de alta nos mercados internacionais. Prevalece uma postura de cautela quanto à disponibilidade global de cacau, especialmente diante de um cenário ainda marcado por incertezas relacionadas ao desenvolvimento da safra 2025/26 nos países do Oeste Africano. Apesar de registros pluviométricos adequados nos primeiros meses do ano, a diminuição das chuvas a partir de julho elevaram temores de uma nova temporada de entregas poucos consistentes na região, cuja colheita se inicia em outubro.
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ALGODÃO
Em semana de alta volatilidade, algodão encerra período no positivo
Na semana de 4 a 8 de agosto, os contratos futuros do algodão (dez/25) apresentaram leve recuperação de 24 pontos e encerraram a sexta-feira a US¢66,60/lb. A movimentação foi marcada por volatilidade: após dois dias iniciais de alta, o mercado sofreu correção no meio da semana, pressionado por temores econômicos nos Estados Unidos, como a possibilidade de estagnação, reflexo das tarifas de importação e de dados fracos do mercado de trabalho. Já sobre os fundamentos, o foco esteve na conclusão da safra 2024/25 dos EUA, cujos embarques totalizaram 2,63 milhões de toneladas, superando a estimativa de julho do USDA. Até o fim da semana, liquidez foi aumentando, refletindo o posicionamento dos agentes antes da divulgação do relatório WASDE de agosto.
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PETRÓLEO
Tarifas secundárias e negociações entre Rússia e EUA devem influenciar petróleo na semana
Na última semana, o contrato do Brent com vencimento em outubro/25 encerrou o período recuando 4,42%, sendo negociado a USD 66,59 bbl. Os futuros amargaram queda por quase seis sessões consecutivas, recuperando levemente na sexta-feira (08) com investidores ponderando os fatores baixistas no período. No entanto, apesar de haver espaço para uma revisão dos preços, os fundamentos baixistas seguem limitando maiores recuperações dos contratos, especialmente com as incertezas em relação a economia global e a maior aversão ao risco.
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DIESEL
Importações brasileiras atingem maior valor desde final de 2023
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com um recuo de 0,9%, terminando a sexta-feira (08) em USD 2,2793 por galão. O diferencial entre NY Harbor ULSD e Brent registrou uma valorização de 8,2% na semana passada, atingindo USD 29,14 bbl. O indicador se recupera após as quedas expressivas registradas na última semana de julho, com os contratos do petróleo recuando de maneira mais extensa frente aos do diesel no período. Essa baixa menos acelerada do Heating Oil se deu como reflexo da manutenção dos receios em relação aos estoques globais, principalmente nos EUA, com os dados do DOE apontando para um recuo das reservas após três semanas consecutivas em alta.
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GASOLINA
Preços recuam para menor nível desde junho, mas crack-spread se recupera
Na última semana, o contrato mais ativo da gasolina recuou para USD 2,086 por galão. As cotações acompanharam a desvalorização do petróleo, com a maior aversão ao risco do mercado e pessimismo dos investidores limitando recuperação das cotações. Todavia, a deterioração dos estoques americanos por mais uma semana – superando as expectativas – contribuiu para sustentar o crack-spread do combustível, mas ainda distante dos patamares observados no segundo trimestre.

