
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.
CÂMBIO
Real se valoriza em semana de decisões de juros nos Brasil e nos EUA
A semana foi marcada pelas decisões de juros do Federal Reserve, que reduziu sua taxa básica de juros em 0,25 p.p. e buscou se manter flexível quanto à possibilidade de novos cortes de juros no curto prazo, e do Banco Central do Brasil, que manteve a taxa básica de juros (Selic) estável em 15,00% a.a. e também buscou se manter flexível quanto à possibilidade de cortes de juros no curto prazo. Adicionalmente, o cenário eleitoral para 2026 continuou a gerar volatilidade para o real. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (12) cotada a R$ 5,4129, variação de -0,4% na semana, +1,5% no mês e -12,4% no ano. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 98,4 pontos, recuo semanal de 0,6%, mensal de 1,0% e anual de 9,0%.
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SOJA
Sem conclusão de acordos entre EUA e China, cotações da soja caem
Na semana passada, as cotações da soja recuaram em Chicago, refletindo preocupações com o ritmo lento das exportações dos EUA para a China, apesar de sinais positivos como negociações envolvendo reservas chinesas. O relatório WASDE manteve estimativas estáveis para exportações e produção, enquanto o mercado segue atento ao setor de biocombustíveis e possíveis impactos de políticas de incentivo. Na América do Sul, o plantio avança no Brasil e Argentina, com clima determinante para consolidar as perspectivas produtivas. Apesar de irregularidades iniciais, as condições gerais permanecem favoráveis. Para esta semana, o foco está no cumprimento do acordo comercial pela China, na competitividade da soja brasileira e norte-americana e nas discussões sobre pacote de ajuda aos agricultores dos EUA, que pode influenciar decisões de plantio para a próxima safra.
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MILHO
Sem grandes mudanças no WASDE, milho tem semana de queda
Na semana passada, os contratos de milho recuaram tanto na CBOT quanto na B3, refletindo ajustes técnicos e menor liquidez com a aproximação do fim do ano. O relatório WASDE trouxe poucas mudanças, mas reforçou o ritmo forte das exportações dos EUA, enquanto globalmente houve cortes na produção da Ucrânia e ajustes nas estimativas de importação da União Europeia. A China manteve projeções divergentes em relação ao USDA, o que pode gerar revisões nos fluxos internacionais no próximo relatório. No Brasil, o retorno das chuvas no Centro-Oeste sustenta expectativas positivas para a safrinha, enquanto o câmbio segue como fator de atenção diante da volatilidade política e econômica.
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ÓLEOS VEGETAIS
Óleos vegetais registram forte retração semanal
Em semana marcada por perdas em quase todos os pregões, o contrato de março do óleo de soja fechou o período cotado a US¢ 50,6/lb, com desvalorização semanal de 3,0%. No período, houve notícias de redução das tarifas de exportação da Argentina e atualizações no relatório WASDE e nos dados de esmagamento e consumo de óleo de soja pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
O óleo de palma também passou por uma semana de forte desvalorização na Bursa. Apesar de um WASDE levemente altista para a palma, as quedas do óleo de soja em Chicago, do petróleo e do heating oil, também pressionados, somadas principalmente aos números de produção, exportações e estoques da Associação de Óleo de Palma da Malásia (MPOB), pressionaram as cotações do CPO. Nesse contexto, a tela de fevereiro terminou cotada a USD 981,7/t, retração de 2,9%.
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FERTILIZANTES
Queda nos preços CFR da ureia e do TSP, e aumento nas cotações do SAM, MAP e SSP
Nos últimos dias, os preços da ureia diminuíram novamente no Brasil. A demanda internacional está enfraquecida e, com o interesse comprador brasileiro demorando a ganhar tração, essas cotações vêm perdendo força gradualmente. Por outro lado, o preço do SAM aumentou, refletindo maior interesse por esse nitrogenado. No mercado dos fosfatados, houve um pequeno aumento nas cotações do MAP e do SSP. Já o TSP registrou uma desvalorização. No mercado do KCl, também foi registrada uma valorização pouco significativa.
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PECUÁRIA
Ajustes no físico e pressão de custos marcam a segunda semana de dezembro
O mercado físico do boi gordo apresentou acomodação dos preços, com viés levemente negativo nas principais praças. Em São Paulo, o boi China recuou de R$ 322,88/@ à vista (08/12) para R$ 321,13/@ (12/12), enquanto o valor a prazo passou de R$ 323,80/@ para R$ 322,76/@, refletindo menor agressividade das indústrias na compra. O mesmo movimento foi observado em Mato Grosso e Tocantins, enquanto Minas Gerais destoou com alta pontual no fechamento da semana. No mercado de reposição, apesar da leve correção no boi gordo, boi magro e bezerro seguiram valorizados, com o boi magro em São Paulo avançando de R$ 357,83/@ para R$ 369,75/@ e o bezerro passando de R$ 433,50/@ para R$ 436,58/@, mantendo ágios elevados e relações de troca pressionadas. No atacado paulista, os preços da carcaça casada permaneceram estáveis em R$ 330,00/@, assim como o traseiro, indicando consumo ainda travado. Já no mercado futuro, os contratos curtos da B3 perderam sustentação ao longo da semana, com o dez/25 recuando de R$ 321,55/@ para R$ 320,50/@, enquanto os vencimentos mais longos mostraram ajustes mistos, sinalizando cautela dos agentes diante de escalas mais confortáveis e da proximidade do fim de ano.
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AÇÚCAR E ETANOL
Açúcar consegue voltar ao patamar acima de US¢ 15/lb em Nova Iorque
Ao longo da semana, o contrato com vencimento em março/26 testou, por diversos momentos, o patamar acima dos US¢ 15/lb, obtendo sucesso no pregão de hoje, fechando em US¢ 15,10/lb – alta semanal de 30 pontos, ou 2%. A expectativa de recuperação e correção dos preços já era levantada pela StoneX, ao passo que até janeiro a disponibilidade de exportações pelo mundo fica limitada, via entressafra no Centro-Sul (CS) brasileiro, e momento ainda de início para a colheita na Tailândia. Contudo, o dólar voltou a se posicionar acima de R$ 5,40, e hoje os preços do NY#11 (primeira tela), com polarização, subiram para R$ 1.880/ton, atrativo para algumas usinas do CS.
Paridade nas bombas do estado de São Paulo já supera os 69%
O mercado spot paulista entre usina e distribuidora tem se mantido com negociações por volta dos R$ 3,55/L nas duas primeiras semanas de dezembro. O cenário de aperto por parte da oferta deve seguir pressionando as cotações na segunda metade do mês, quando os negócios deverão se aproximar e superar os R$ 3,60/L. Além do aperto da oferta, o iminente aumento de R$ 0,10/L no ICMS da gasolina também deverá contribuir para a escalada das negociações, principalmente ao final do mês.
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CAFÉ
Café segue pressionado por avanço da colheita no Vietnã e clima favorável
Após o recuo observado na última semana, os preços futuros de café iniciaram esta segunda-feira em queda, influenciados pelo avanço da colheita no Vietnã, pelo avanço da colheita nos países da América Central e pelas perspectivas positivas para o desenvolvimento da safra no Brasil. Na última semana, os preços futuros de café apresentaram movimento negativo, com o contrato mais ativo em Nova Iorque para vencimento em março registrando queda semanal de 1,5% e encerrando a sexta-feira cotado a US¢ 369,30 por libra peso. No caso do café robusta, o contrato mais ativo com vencimento em março também recuou no mercado de Londres, apresentando queda de 4,3% e sendo negociado a USD 3.999 por tonelada. A intensidade maior da queda no robusta reflete o avanço da colheita no Vietnã e a melhora nas condições climáticas do país.
No mercado doméstico brasileiro, o comportamento foi distinto. Apesar do recuo de 0,4% no dólar, que encerrou a semana cotado a R$ 5,42, o indicador Cepea para o café arábica apresentou alta de 1,7%, alcançando R$ 2.253,93 por saca. Já o indicador Cepea para o café robusta acompanhou parcialmente o movimento externo, registrando queda de 2,9% para R$ 1.332,56 por saca.
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CACAU
Cacau avança em meio ao rebalanceamento de fundos de commodities
Os contratos futuros de cacau registraram forte valorização entre 5 e 12 de dezembro. A alta das cotações pode estar relacionada a ajustes típicos deste período do ano, quando participantes do mercado rebalanceiam carteiras para acompanhar posições de grandes fundos que replicam o desempenho de algumas commodities. Em 2026, contudo, esse efeito deve ser mais intenso no cacau, sobretudo devido à sua inclusão no Bloomberg Commodity Index (BCOM), um dos principais índices globais, o que deve aumentar a demanda por contratos comprados vinculados a fundos que seguem esse benchmark.
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ALGODÃO
Apesar de pressões macroeconômicas, algodão tem volatilidade contida
Entre 08 e 12 de dezembro, o mercado de algodão apresentou baixa volatilidade, com preços do contrato março/26 em faixas estreitas. Apesar do cenário fundamental baixista, sustentado por ampla oferta global e ajustes pouco relevantes no WASDE, o início da semana trouxe otimismo com fortes dados de exportação dos EUA e embarques expressivos do Brasil, indicando um mês positivo para as vendas externas. No entanto, fatores macroeconômicos, como decisões do Federal Reserve e aumento da aversão ao risco diante de resultados corporativos fracos e preocupações no setor de tecnologia, limitaram ganhos. Para esta semana, dados apontando crescimento do desemprego nos EUA intensificam temores de estagflação, reforçando o ambiente de cautela nos mercados.
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PETRÓLEO
Petróleo estende queda diante projeções de superávit em 2026
Na última semana, o contrato do Brent com vencimento em fevereiro/26 encerrou o período com uma queda acumulada de 4% posicionando-se em USD 60,93 bbl. A desvalorização refletiu as projeções de estoques globais mais elevados, como mostrado pelas projeções das agências internacionais e pela OPEP. Os fundamentos de balanços globais superam os temores geopolíticos, e prolongam preços desvalorizados para o barril de petróleo.
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DIESEL
Crack-spread recua para menor patamar em sete semanas
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD operou com queda de 7%, encerrando a sexta-feira (12) em USD 2,19 por galão. Os futuros do diesel recuaram mais que o petróleo, refletindo a insistência das negociações entre EUA e Rússia quanto o fim da guerra no Leste Europeu e a recuperação dos estoques americanos na semana passada. Com isso, o diferencial entre NY Harbor ULSD e Brent recuou 12,1% na semana, atingindo o menor patamar desde outubro.
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GASOLINA
Combustível recua com formação de estoques nos EUA
Na última semana, o contrato mais ativo da gasolina manteve seu movimento de queda, recuando para USD 1,747 por galão (-4,5%). A desvalorização foi acentuada e acompanhou o preço do petróleo, o qual cedeu 4,1%. Diante disso, os fundamentos baixistas da gasolina refletiram também no crack-spread, reduzindo em 6,1% para o menor nível desde fevereiro. O que contribuiu para a queda mais acentuada no mercado futuro da gasolina foi o aumento nos estoques do combustível nos Estados Unidos, superando o ritmo observado no mesmo período no ano anterior.

