Resumo Semanal de Commodities – 10/10 a 17/10/2025

Resumo Semanal de Commodities

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Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.

CÂMBIO

Em semana de mau humor externo, real se valoriza em meio a expectativa de corte de juros pelo Fed

A semana foi marcada pela intensificação das tensões comerciais entre Estados Unidos e China e por problemas no mercado de crédito privado americano, que resultaram em maior aversão global a riscos entre investidores. Contudo, falas de autoridades do Federal Reserve levaram a um aumento das apostas de cortes de juros pelo Fed em outubro, enfraquecendo o dólar globalmente. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (17) cotada a R$ 5,4062, variação de -1,8% na semana, +1,6% no mês e -12,5% no ano. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 98,4 pontos, recuo semanal de 0,5%, avanço mensal de 0,7% e recuo anual de 9,0%. 

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SOJA 

Soja tem alta de 1,3%, limitada pelo shutdown 

As cotações da soja em Chicago subiram 1,3% na última semana, com o contrato novembro fechando a US¢1.019,5/bu. O avanço foi limitado pela continuidade do shutdown nos EUA, que mantém o mercado sem dados oficiais, e pelo bom progresso da colheita americana, que tende a encerrar com resultados sólidos. As perspectivas climáticas e produtivas para a América do Sul seguem positivas, com o Brasil podendo atingir produção recorde segundo a StoneX, e a Argentina também projetando boa safra. Contudo, a presença do fenômeno La Niña traz incertezas, especialmente para o sul do continente. A China segue evitando compras da safra 25/26 dos EUA, mas sinais de reaproximação entre Washington e Pequim, com reuniões diplomáticas e expectativa de acordo comercial, ajudaram a sustentar os preços, apoiados também por forte esmagamento doméstico nos EUA.  

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MILHO 

Excesso de chuvas nos EUA contribuem para alta do milho em Chicago 

Os futuros de milho em Chicago registraram alta de 2,3% na última semana, com o contrato dezembro/25 a US¢413/bu, após testar resistência em US¢425. O avanço foi sustentado por preocupações com o excesso de chuvas nos EUA, que dificultam a colheita e reduzem a pressão vendedora. Ainda assim, o mercado segue cético quanto aos fundamentos: há percepção de que os números do USDA para produção e consumo doméstico estejam inflados, limitando ganhos mais expressivos. As exportações seguem fortes, embora as inspeções recentes tenham vindo abaixo do esperado, e o baixo nível do Rio Mississippi permanece um risco à competitividade americana. No Brasil, o milho valorizou 0,9% na B3, a R$68,47/saca, com plantio avançando bem no Sul. A Conab projeta safra 2025/26 robusta, de 138,6 milhões de toneladas, impulsionada por maior área de plantio e bom ritmo de exportações. 

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ÓLEOS VEGETAIS 

Em trajetórias opostas, óleos vegetais passam por correções 

A última semana foi marcada por leve valorização nas cotações do óleo de soja na bolsa de Chicago. Em um contexto de ausência de dados oficiais nos Estados Unidos, devido à paralisação parcial do governo, os preços refletiram os indicativos de importações firmes de óleo de soja pela Índia e os dados de esmagamento divulgados pela NOPA referentes a setembro, enquanto a forte queda do petróleo exerceu pressão negativa em alguns momentos. A alta observada, no entanto, representa também uma correção parcial das fortes quedas registradas na semana anterior, quando o aumento das tensões entre Washington e Pequim reduziu o otimismo quanto à retomada das compras chinesas de soja americana. Nesse cenário, o contrato com vencimento em dezembro acumulou valorização de 2,3% em relação à sexta-feira anterior (10), encerrando o período cotado a US¢ 51,1/lb. 

Pressionado pela desaceleração das importações indianas e pelo petróleo e heating oil – que acumularam desvalorização semanal de 1,2% e 0,5%, respectivamente –, o contrato de óleo de palma para dezembro fechou a última semana acumulando desvalorização de 1,5%, encerrando as negociações cotado a USD 1.059,7/t. 

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FERTILIZANTES 

Sentimentos baixistas ganharam força no mercado dos nitrogenados e dos fosfatados 

No mercado internacional de fertilizantes, os sentimentos baixistas têm ganhado força, pressionando os preços CFR Brasil para baixo. Entre os nitrogenados, observa-se recuo nas cotações da ureia e do NAM. Por enquanto, a licitação indiana não tem sido capaz de sustentar esses preços. No setor dos fosfatados, observa-se queda nas cotações do MAP, do TSP e do SSP, refletindo a demanda brasileira enfraquecida. A estabilidade dos preços foi a marca da semana para o cloreto de potássio. 

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PECUÁRIA 

Mercado do boi gordo segue firme refletindo as escalas mais apertadas 

O mercado físico manteve tom firme nesta segunda quinzena de outubro. O indicador Datagro avançou para R$ 309,37/@ em São Paulo, enquanto o CEPEA registrou R$ 309,15/@, sinalizando estabilidade com leve viés de alta. As praças mais valorizadas continuam sendo Mato Grosso do Sul (R$ 318,16/@) e SP (R$ 310,55/@), refletindo demanda aquecida por boi China e escalas de abate curtas, especialmente em MS (6,5 dias) e SP (9,1 dias), o que reforça o suporte aos preços. Na reposição, o boi magro apresentou leve recuo, cotado a R$ 335,78/@ em SP, enquanto o bezerro se manteve firme em R$ 396,68/@, com relação de troca próxima de 1,85, indicando pressão sobre as margens do invernista. Já no atacado, os cortes bovinos permaneceram estáveis, com a carcaça casada a R$ 312,38/@ e o traseiro em R$ 369/@, após as fortes quedas observadas na semana anterior. Finalmente, na B3, o contrato de out/25 encerrou a R$ 312,00/@, enquanto o nov/25 encerrou a semana em R$ 325,00/@, indicando suavização das altas recentes, mas ainda com estrutura de preços futuros acima do físico, refletindo expectativa de firmeza para o final do ano. 

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AÇÚCAR E ETANOL

Açúcar apresenta recuo de 3,7% na semana 

O contrato com vencimento em março/26 apresentou recuo de 60 pontos (ou 3,7%) esta semana, fechando a sexta-feira em US¢ 15,50/lb. Apesar de ensaiar recuperação em parte das sessões, o H26 permaneceu em tom baixista, como tem sido 2025 como um todo, para o açúcar. Sem os dados do CFTC, o mercado não consegue quantificar o momento atual dos fundos especulativos, especialmente após o vencimento do outubro/25, mas é provável que esses agentes estejam mantendo posicionamento vendido do final de setembro ou até ampliado. A consolidação dos fundamentos otimistas para a nova safra global e para o Centro-Sul no ano que vem colocam baixa possibilidade de liquidação de posições pelos fundos (pelo menos, do lado fundamentalista). Além disso, usinas brasileiras pouco fixadas limitam potenciais escaladas em Nova Iorque. 

Etanol hidratado retorna para patamar dos R$ 3,36/L 

Nesta sexta-feira, o indicador do etanol hidratado, com base nas usinas de Ribeirão Preto (SP), fechou em R$ 3,36/litro (com impostos), alta semanal de cerca de 5 centavos. Na primeira quinzena de outubro, o biocombustível passou por momentos de queda, refletindo a entrada de importantes players no mercado spot, que enfrentavam alta tancagem para o momento da safra. Além disso, parte do setor temia ajuste de baixa para o preço da gasolina A no Brasil, ao passo que a defasagem se aproxima dos 30 centavos por litro a favor do corte do indicador. Nesta semana, os preços do etanol voltaram ao movimento esperado, de alta, dados os estoques físicos próximos das mínimas e diminuição sazonal da disponibilidade de cana no Centro-Sul. 

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CAFÉ 

Café avança com clima no Brasil e tensões entre Colômbia e EUA 

Os preços futuros do café encerraram a última semana em alta, impulsionados por preocupações com o clima no Brasil, pela desvalorização do dólar e pela recente escalada das tensões entre Colômbia e Estados Unidos. Em sentido oposto, dados divulgados no Japão mostraram queda no consumo. 

O dólar index recuou 0,3% para 98,3 pontos, enquanto o dólar frente ao real brasileiro caiu 2,1%, encerrando a semana a R$ 5,41. Em Nova Iorque, o contrato mais ativo avançou 6,5%, fechando a US¢ 397,45 por libra-peso. Em Londres, o contrato com vencimento em janeiro subiu 2%, para US$ 4.478 por tonelada.  

O presidente americano fez duras críticas ao presidente colombiano Gustavo Petro e indicou a possibilidade de imposição de tarifas, o que preocupa o mercado norte-americano, já que a Colômbia é o segundo maior fornecedor de café para os Estados Unidos, atrás apenas do Brasil. Em 2024, o Brasil respondeu por 35% das importações americanas e a Colômbia por 20%. Esse cenário tem sustentado os preços, especialmente em Nova Iorque. 

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CACAU 

Cacau se mantém volátil diante da divulgação de dados mistos para a moagem 

Entre os dias 10 e 17 de outubro, os contratos futuros de cacau apresentaram resiliência, interrompendo o ciclo de sucessivas quedas semanais e registrando leve valorização nos mercados internacionais. No período, os mercados futuros reagiram à divulgação dos dados referentes à atividade de moagem das principais indústrias processadoras de cacau nas regiões da Europa, América do Norte, Brasil e Costa do Marfim, relativos ao terceiro trimestre de 2025. Os indicadores apontaram nova contração expressiva no volume global de processamento, consolidada em 12,9% para as regiões observadas, reforçando a percepção de enfraquecimento da demanda mundial pela commodity. 

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ALGODÃO

Movimento do algodão muda durante a semana e encerra em alta  

O mercado de algodão iniciou a semana sob pressão, refletindo tensões comerciais entre os EUA e China. Nesse contexto, entre segunda (13) e quinta-feira (16), os contratos em Nova Iorque permaneceram praticamente estáveis, oscilando próximo das mínimas, refletindo um cenário pouco favorável à comercialização da pluma. Diante das tensões e do momento pressionado no mercado, somado às posições vendidas de fundos especulativos, configurou-se um mercado em queda. Ao fim da semana, na sexta-feira (17), os preços reagiram em alta e romperam a resistência de US¢64,28/lb (+0,7%), impulsionados pela desvalorização do dólar frente ao real e pela melhora do sentimento global após a redução das tensões comerciais. 

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PETRÓLEO

Petróleo estende queda com retomadas de conversas sobre Leste Europeu 

Na última semana, o contrato do Brent com vencimento em dezembro/25 encerrou o período com uma queda acumulada de 2,3%, posicionando-se em USD 61,29 bbl. Os preços do petróleo foram seguiram pressionados durante toda a semana, conforme o acirramento de tensões comerciais entre China e Estados Unidos e perspectivas de superávit amplo em 2026 mantiveram os investidores mais pessimistas e avessos ao risco. 

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DIESEL

Preços do diesel operam com fortes quedas 

Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD operou com queda de 3,1%, encerrando a sexta-feira (17) em USD 2,1366 por galão. Os futuros do diesel acompanharam as quedas do petróleo, com o avanço das tensões comerciais entre EUA e China pesando negativamente sobre as expectativas para as atividades econômicas – principalmente industriais – no médio prazo. Vale destacar, no entanto, que a forte queda dos estoques do combustível nos EUA limitaram baixas mais significativas do derivado fóssil. 

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GASOLINA

Petrobras reajusta valores da gasolina no mercado interno 

Na última semana, o contrato mais ativo da gasolina recuou para USD 1,82 por galão (-0,3%). O combustível foi menos afetado pelas movimentações do petróleo, com estoques acompanhando a sazonalidade trazendo menos surpresas para o mercado, que parece já precificar os principais fundamentos para a dinâmica da gasolina para os próximos meses. Com isso, o diferencial entre RBOB e Brent, por sua vez, registrou uma forte alta, operando em USD 15,15 bbl (+10,5%). No Brasil, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,14/L no preço da gasolina A, estreitando a defasagem com os preços internacionais.  

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