Resumo Semanal de Commodities – 15/08 a 22/08/2025

Resumo Semanal de Commodities

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Resumo Semanal de Commodities

CÂMBIO

Dólar se enfraquece globalmente após discurso de Powell em Jackson Hole, porém real se desvaloriza por receios de piora nas relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e EUA

A semana foi marcada pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em Jackson Hole, sinalizando a possibilidade de cortes de juros pelo Fed em setembro. No Brasil, o real foi prejudicado por um aumento das preocupações de uma nas relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e EUA após Flávio Dino, do STF, decidir que leis e ordens judiciais estrangeiras não valem no Brasil de forma automática, o que anularia os efeitos das sanções americanas sobre o ministro Alexandre de Moraes. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (22) cotada a R$ 5,4227, variação de +0,4% na semana, -3,2% no mês e de -12,2% no ano. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 97,7 pontos, recuo semanal de 0,1%, mensal de 2,3% e anual de 9,6%. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

SOJA 

USDA corta área plantada de soja nos EUA e preços sobem em Chicago

Na última semana, os contratos futuros da soja em Chicago subiram 5,6%, com setembro encerrando a US$ 10,22/bushel, apoiados pela postagem de Donald Trump sugerindo maior compra chinesa e pelo relatório do USDA. O relatório WASDE de agosto, apesar de elevar a produtividade média nos EUA para 3,6 t/ha, reduziu em um milhão de hectares a área plantada, o que resultou em queda na produção projetada para 116,8 milhões de toneladas. No Brasil, o início do plantio está previsto para início de setembro no Mato Grosso e Paraná, mas seguem dependendo de chuvas favoráveis. As exportações brasileiras seguem firmes, somando 80 milhões de toneladas em 2025, com a China como principal destino. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

MILHO 

WASDE revisa positivamente estimativas de produção nos EUA 

Os futuros do milho encerraram a semana perto da estabilidade. O vencimento de dezembro/25 era negociado a US¢405,25/bu, leve queda de 0,1%. O desempenho estável foi surpreendente, em vista dos resultados apresentados no início da semana pelo USDA. O departamento reforçou a estimativa de safra recorde nos Estados Unidos ao adicionar 26,3 milhões de toneladas para a produção do país, após acréscimos na área plantada e na produtividade do país, o que serviu para pressionar os preços na mesma sessão. Nos demais dias, os preços conseguiram recuperar a queda, até chegar na estabilidade. Na semana passada, o vencimento de novembro/25 na B3 encerrou negociado a R$67,43/saca (-0,3%), enquanto o mercado físico andou de lado em boa parte das praças acompanhadas pela StoneX. A comercialização continua relativamente lenta, gerando uma sustentação maior para os preços por aqui.  > Clique aqui e acesse o relatório completo.

ÓLEOS VEGETAIS 

Definição da EPA sobre isenções a pequenas refinarias garantem valorização do óleo de soja na semana 

O óleo de soja terminou a última semana em alta expressiva na bolsa de Chicago. O óleo iniciou a semana novamente sob pressão, em meio às condições positivas para a safra de soja dos EUA e aos temores pelo anúncio de isenções a pequenas refinarias (SRE – na sigla em inglês) no âmbito do programa de biocombustíveis americanos (RFS). Já a partir da quinta-feira (21) o óleo de soja marcou dois pregões de forte alta, em meio a um posicionamento da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA mais favorável que o esperado para os biocombustíveis. Dessa forma, o vencimento de outubro, já o mais líquido, encerrou a semana cotado US¢ 54,8/lb, valorização de 3,1%.

Já o óleo de palma terminou a semana perto da estabilidade, com a tela de novembro cotada a USD 1.072/t. Na maior parte da semana, a palma buscou correções após as fortes altas acumuladas no início de agosto, com três quedas consecutivas entre terça e quinta-feira (19 a 21), influenciados por realização de lucros e pelo sinal de desaceleração no ritmo das exportações da Malásia.

Na sexta-feira (22), entretanto, o óleo de palma retomou a trajetória de alta, valorizando 1,5% e encerrando a semana cotado em USD 1.072/t. O movimento foi favorecido pela forte recuperação do óleo de soja em Chicago e pelo suporte dos fundamentos na Indonésia. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

FERTILIZANTES 

Queda nos preços CFR do MAP e do KCl, enquanto a ureia mantém cotações firmes

Nos últimos dias, os fosfatados registraram retração no mercado brasileiro. Uma parte importante das aquisições para a safra 2025/26 já foi concluída, e as relações de troca entre grãos e MAP, nos piores níveis dos últimos anos, desestimulam novas compras. Esse desinteresse pressionou as cotações CFR Brasil do MAP, que caíram desde a semana passada. Já no mercado de nitrogenados, os preços da ureia permanecem firmes, com atenção voltada à licitação indiana em andamento. No segmento de potássicos, a demanda doméstica também segue fraca, resultando em leve recuo nos preços CFR do KCl no Brasil. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

PECUÁRIA 

Firmeza retorna ao mercado do boi gordo com indicadores e futuros em valorização 

Entre segunda-feira (18/08) e sexta-feira (22/08), o mercado do boi gordo apresentou valorização em São Paulo, com o indicador Datagro subindo de R$ 308,98/@ para R$ 312,51/@, enquanto o CEPEA avançou de R$ 307,05/@ para R$ 310,75/@, sinalizando retomada de firmeza nas cotações. O movimento também foi refletido no mercado futuro da B3, onde os principais contratos registraram ganhos semanais, com destaque para novembro/25, que passou de R$ 324,00/@ para R$ 329,25/@. Nas escalas de abate, observou-se alongamento em diversos estados, como Minas Gerais e Mato Grosso, ao passo que São Paulo e Goiás reduziram a média de dias, indicando menor conforto regional dos frigoríficos. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

AÇÚCAR E ETANOL

Açúcar fecha semana em leve aumento 

Os negócios do açúcar se mantêm com pouca definição, oscilando dentro da faixa dos US¢ 16-17/lb na semana. Ao final do período, a tela mais líquida em nova Iorque encerrou no patamar dos US¢ 16,48/lb, ligeiro avanço em relação ao fechamento da semana anterior. Como tem sido comentado ao longo da semana, o nível atual de preços tende a pressionar a viabilidade da cultura em importantes produtores asiáticos e europeus, além de colocar-se próximo aos preços do etanol hidratado no Centro-Sul brasileiro – o que ameaça o mix açucareiro para a próxima temporada. O cenário otimista para a oferta em 25/26 (out-set), contudo, se mantém, com chuvas favoráveis na Índia e Tailândia e uma expectativa de superávit global que supera os 3 MMt. No atual contexto, o mercado aguarda por novas notícias que podem movimentar o atual patamar de preços, que tem sido reforçado pela ação especuladora. Segundo dados do CFTC, as apostas liquidamente vendidas dos fundos no mercado futuro do açúcar posicionavam-se em 130,9 mil contratos na semana até o dia 12.

Negócio do etanol hidratado se colocam próximos aos R$ 3,30/L

Nesta semana, os preços do etanol hidratado com base em ribeirão Preto, SP mantiveram o ritmo de suporte em meio ao baixo nível de estoques relativos. O nível de paridade ainda atrativo no estado de São Paulo, em 65,7% na semana até 28/08, também tem permitido o movimento de valorização no mercado paulista. Os negócios aproximam-se dos R$ 3,30/L e a perspectiva é de que os próximos meses mantenham a tendência de alta, chegando próximos aos R$ 3,50/L em dezembro/25, fechando a paridade no Centro-Sul. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

CAFÉ 

Estoques reduzidos, geada no Cerrado, tarifas nos EUA, riscos logísticos no Vietnã, redução da produção no Brasil e incertezas climáticas impulsionam a forte alta dos preços do café

Os preços do café avançaram de forma expressiva na última semana, sustentados por estoques globais baixos, pela ocorrência de geada no Cerrado Mineiro, pela manutenção das tarifas sobre as importações de café brasileiro pelos Estados Unidos, pela produção aquém do esperado no Brasil e pela previsão de clima seco durante a florada. Esse conjunto de fatores atuou de maneira altista, elevando as cotações tanto no mercado internacional quanto no mercado doméstico brasileiro.

Em Nova Iorque, o contrato mais ativo encerrou a semana com alta de 13,2% e acumulou um avanço de 36,3% em agosto. Em Londres, o café robusta registrou alta semanal de 14,3%, com incremento mensal de 42,7%. No Brasil, o arábica teve valorização de 14,7% na semana e de 25,7% no mês, enquanto o robusta avançou 18% e acumulou ganho de 41,1% em agosto. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

CACAU 

Cacau encerra semana em queda, com clima Oeste Africano permanecendo no centro das atenções

Entre os dias 15 e 22 de agosto, os contratos futuros de cacau apresentaram trajetória de desvalorização nos mercados internacionais. A atenção dos investidores se mantém voltada ao monitoramento das condições de desenvolvimento da safra nos países produtores do Oeste Africano. Nesse contexto, o principal fator de volatilidade tem sido o comportamento das variáveis climáticas, que vêm gerando preocupação nas últimas semanas, sobretudo em razão de um prolongado período de precipitações abaixo da média desde o início de julho. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

ALGODÃO

Aumento nas taxas de abandono de lavouras de algodão resultam em alta em NY

Na semana de 8 a 15 de agosto, os contratos futuros do algodão com vencimento em dezembro/25 apresentaram recuperação moderada, acumulando uma alta de 94 pontos, encerrando a sexta-feira cotados a US¢67,54/lb. O grande destaque foi a sessão de terça-feira (12/08), quando a divulgação do relatório WASDE de agosto provocou uma valorização de 163 pontos, a maior em um único dia desde maio. O relatório trouxe cortes expressivos na área plantada nos Estados Unidos, reforçando e as expectativas de aperto na oferta e incentivou o fechamento de posições vendidas por especuladores. No entanto, ao longo das sessões seguintes, o mercado devolveu parte dos ganhos, com liquidez reduzida e movimentações técnicas concentradas no vencimento dezembro e início de rolagem para 2026. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

PETRÓLEO

Flexibilização do Fed e manutenção de conflitos geopolíticos apoiam petróleo

Na última semana, o contrato do Brent com vencimento em outubro/25 encerrou o período com uma alta acumulada de 2,85%, posicionando-se em USD 67,73 bbl. A semana iniciou em queda, com as expectativas de negociações entre Rússia e Ucrânia pressionando os contratos. Todavia, a ausência de novas conversas entre as partes e intensificação de ofensivas contra a infraestrutura energética russa levou a reversão dessas perdas, com investidores precificando a manutenção do conflito e das sanções sobre Moscou. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

DIESEL

Demanda de diesel B atinge recorde histórico em julho

Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com uma alta de 3,7%, terminando a sexta-feira (22) em USD 2,3081 por galão. A manutenção de estoques globais de diesel apertados em um período prévio ao início da temporada de outono e inverno no hemisfério norte global voltou a suportar as cotações do combustível. No mesmo sentido, o diferencial entre NY Harbor ULSD e Brent registrou uma alta de 5,8% na semana passada, atingindo USD 29,2 bbl. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

GASOLINA

Preços internacionais se recuperam com queda dos estoques americanos

Na última semana, o contrato mais ativo da gasolina avançou para USD 2,158 por galão (+2,8%), atingindo na semana o melhor resultado desde o final de julho. O derivado acompanhou a recuperação do Brent, conforme a manutenção do conflito no Leste Europeu e sanções sobre a Rússia apoiaram os contratos. Além disso, a redução dos estoques americanos acima do esperado na última semana também contribuiu para recuperação dos preços da gasolina, com o diferencial entre NY Harbor ULSD e Brent registrou uma alta de 5,8% na semana passada, atingindo USD 29,2 bbl. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

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