Resumo Semanal de Commodities – 18/07 a 25/07/2025

Resumo Semanal de Commodities

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CÂMBIO

Dólar deve refletir ameaça de aumento das tarifas americanas, decisão de juros no Brasil e nos EUA e dados para os Estados Unidos 

A semana foi marcada pelos anúncios de acordo comercial dos Estados Unidos com Japão, Filipinas e Indonésia e pela expectativa de novos acordos. No Brasil, a dificuldade em abrir canais de comunicação com a Casa Branca manteve investidores pessimistas. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (28) cotada a R$ 5,5622, queda semanal de 0,5%, alta mensal de 2,3% e recuo anual de 10,0%. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 97,6 pontos, variação de -0,9% na semana, +0,8% no mês e -9,7% no ano. 

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SOJA 

Soja pressionada por boa safra nos EUA e preocupações com tarifas 

Os futuros da soja encerraram a semana passada registrando uma queda de 2,8%, sendo negociados a US¢ 998,75/bu. As condições da safra americana continuam melhores do que a média dos últimos 5 anos, corroborando o cenário de produção cheia nos Estados Unidos. Apesar das perspectivas de aumento do esmagamento no país estarem apoiando as perspectivas de demanda, as preocupações com a política comercial nos Estados Unidos dificulta um vislumbres altistas pelo lado da demanda externa. Trump tem buscado uma aproximação com a China para a discussão de um acordo comercial; foi acordada uma extensão da trégua tarifária por mais 90 dias entre as duas maiores econômicas do mundo, mantendo o mercado em compasso de espera. Na Argentina, os impostos de exportação de soja foram reduzidos de 31% para 24,5%, o que gera expectativas de uma participação maior do país sul-americano no comércio global do grão. Ainda assim, o efeito da medida deve ser mais retido, uma vez que o país concentra seus embarques em outros itens do complexo, como óleo e farelo de soja. 

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MILHO 

Milho na B3 contraria Chicago e termina semana em alta 

O contrato do milho com vencimento em dezembro/25 de Chicago terminou a semana negociado a US¢419/bu (-2,0%). Com as lavouras entrando em fase de pendoamento, a safra norte-americano vem apresentando um desenvolvimento saudável da safra (74% das lavouras em condições boas ou excelentes), favorecido pelo clima. Dessa forma, os debates geopolíticos e as negociações comerciais entre os EUA e outros países pelo mundo voltam a ser pauta, com acordos com Japão e União Europeia reportados (mas com efeitos marginais nas cotações). Na B3, os futuros do milho têm demonstrado uma resistência maior às pressões baixistas, tendo operado em alta ao longo de toda a semana, contrariando Chicago e os preços físicos de estados como o Mato Grosso e Goiás. Com cerca de 67% da área já colhida, os preços no mercado físico seguem em baixa, variando entre R$45 e R$50 no Centro-Oeste, enquanto a B3 mostra certa resistência, reflexo de uma comercialização mais lenta. 

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ÓLEOS VEGETAIS 

Óleo de soja avança na semana. Palma marca leve queda em meio a perspectiva positiva para produção 

O óleo de soja encerrou a última semana com leve alta semanal de 1,1% na bolsa de Chicago, com o contrato para setembro finalizando a sexta-feira cotado a US¢ 56,3/lb. A commodity segue sustentada em patamar elevado, tendo precificado em grande parte as perspectivas mais favoráveis para a demanda no segundo semestre de 2025, especialmente para 2026. 

O óleo de palma registrou leve queda na semana passada. Apesar da queda semanal, bastante influenciada por forte queda na segunda-feira (21), o óleo de palma operou com suporte em grande parte da semana, favorecido pelos dados atualizados da Indonésia em maio, com destaque para a retração dos estoques do país. O contrato para outubro encerrou cotado a USD 1.013/t, desvalorização de 0,4%. 

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FERTILIZANTES 

Nos últimos dias, estabilidade nos preços CFR da ureia, do MAP e do cloreto de potássio no Brasil 

As cotações CFR da ureia continuam firmes no mercado brasileiro. Nos últimos dias, a Índia anunciou uma nova licitação de importação, com a intenção de comprar duas milhões de toneladas de ureia para abastecer o mercado doméstico. Desde o anúncio, os preços futuros da ureia aumentaram em diversos mercados, e os investidores estão atentos aos efeitos que esse evento poderá trazer ao mercado global de nitrogenados. No mercado de fosfatados, a oferta continua reduzida, e os preços do MAP seguem em patamares elevados, criando algumas das piores relações de troca dos últimos anos. Por fim, os preços do cloreto de potássio permaneceram estáveis por mais uma semana. 

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PECUÁRIA 

Antes das novas tarifas dos EUA: semana termina com mercado travado e arroba pressionada 

Entre segunda (21/07) e sexta-feira (25/07), o mercado do boi gordo seguiu pressionado e com pouca reação. O indicador CEPEA-SP caiu de R$ 293,90 para R$ 294,45, com leve alta pontual, mas ainda abaixo dos patamares da semana anterior. No físico, os preços ficaram estáveis nas principais praças do Mato Grosso, com destaque para a arroba em Cuiabá, que permaneceu em R$ 297,50. No Datagro-SP, a cotação fechou praticamente estável em R$ 293,93. As escalas de abate, por sua vez, se alongaram em importantes regiões, como na Bahia e São Paulo, indicando maior conforto da indústria e reduzindo a pressão de compra. Já em MS e MG houve encurtamento, o que pode gerar reações localizadas nos preços. Na B3, os contratos futuros se recuperaram: agosto saltou de R$ 299,75 para R$ 309,20, sinalizando expectativas melhores à frente, apesar da fragilidade no físico. Tema central das discussões nas últimas semanas, as novas tarifas que os Estados Unidos pretendem aplicar ao Brasil vêm movimentando não apenas o cenário interno, mas também os mercados internacionais de carne bovina. 

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AÇÚCAR E ETANOL

Semana mista para o açúcar em NY termina em queda 

Na sexta-feira (25), o contrato mais líquido do açúcar em NY (SBV5) fechou em queda de mais de 1,5%, cotado a US¢ 16,29/lb – registrando, assim, desvalorização semanal de 53 pontos. Após um início morno na semana, de quedas leves até a quarta-feira, os preços ensaiaram recuperação no pregão de ontem, mas voltaram a retrair nesta sexta. Sem muitas novidades, um mercado com espaço para fixações por parte de algumas usinas brasileiras encontra limitações para maiores altas, as quais são estimuladas via crescimento de demanda por importações por alguns players, e a “inércia” encontrada em 2025, pautada por um clima baixista, parece imperar em momentos de menores surpresas – cenário apoiado pela manutenção dos especuladores na aposta vendida. 

Etanol hidratado tem suporte em meio a estoques ainda baixos 

O etanol hidratado no mercado spot do estado de São Paulo tem visto suporte altista, mesmo diante do cenário em plena produção da safra 25/26 em julho. Os negócios passam de registros por volta dos R$ 3,10/L para indicações por volta de R$ 3,18/L ao final do mês de julho. Apesar do avanço da produção, os estoques do biocombustível seguem baixos e, com as expectativas mais pessimistas para a recuperação de açúcar em 25/26, tudo aponta para um cenário de aperto ao final do ciclo atual. 

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CAFÉ 

Mercado de café reage ao avanço da colheita e incertezas sobre tarifas 

Após encerrar a semana anterior em alta, impulsionados pelo anúncio do presidente Trump sobre tarifas de 50% sobre o café brasileiro, os preços futuros do café recuaram na última semana. Esse movimento foi fortemente influenciado pelo avanço da colheita no Brasil e pela continuidade das incertezas em relação ao chamado “tarifaço” americano. 

Em Nova York, o contrato mais ativo (vencimento em setembro) caiu 605 pontos, ou 2%, fechando a sexta-feira a US¢ 297,55 por libra-peso. Em Londres, o contrato de setembro recuou 3,6%, encerrando a semana a USD 3.228 por tonelada. No mesmo período, o dólar index cedeu 0,8% (97,43 pontos) e o dólar se desvalorizou 0,3%, cotado a R$ 5,56. 

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CACAU 

Cacau avança em meio a chuvas abaixo da média em julho 

Entre os dias 18 e 25 de julho, os contratos futuros de cacau apresentaram movimento altista nos principais mercados internacionais. O movimento de correção parece estar sustentado, sobretudo, por preocupações relacionadas à oferta proveniente do Oeste Africano. A safra principal na região segue dependente de condições climáticas favoráveis durante o ciclo de desenvolvimento dos frutos, sendo que, em julho, o volume de chuvas tem se mantido abaixo da média histórica, o que tende a contribuir para o fortalecimento das cotações. 

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ALGODÃO

Algodão tem semana de movimentos lateralizados e baixa liquidez 

Os preços do contrato dezembro/25 do algodão terminaram a semana com leve queda de 0,65%, encerrando a sexta-feira cotados a US¢68,23/lb. Apesar de um avanço pontual na quinta-feira (impulsionado por cobertura de posições vendidas), o mercado operou a maior parte da semana com baixa liquidez, com forte influência técnica, o que resultou em uma semana de movimentos lateralizados. Dessa forma, fundamentos seguem sem força para guiar uma tendência, com exportações limitadas, clima favorável nos EUA e ausência de problemas relevantes nas safras globais. Portanto, os holofotes voltam para o fronte macroeconômico, e as incertezas comerciais e geopolíticas. Estados Unidos e União Europeia anunciaram um acordo tarifário (com efeito marginal para o algodão), e EUA e China estenderam a trégua tarifária por mais 90 dias.

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PETRÓLEO

Petróleo se mantém estável enquanto investidores aguardam decisão do Fed

Na segunda-feira (28), o contrato mais ativo do Brent registrou alta de 2,3%, posicionando-se em USD 70,04 bbl. Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 66,71 bbl (+2,4%). Os futuros do petróleo responderam às ameaças feitas por Donald Trump sobre uma redução do prazo para que a Rússia negocie com a Ucrânia o fim da guerra no Leste Europeu – elevando os receios de novas sanções sobre as exportações russas. Paralelo a isso, o acordo entre EUA e União Europeia para redução das tarifas também auxiliou nas altas observadas ao longo da sessão passada. 

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DIESEL

Preços caem com petróleo pressionado e alta dos estoques norte-americanos 

Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com um recuo de 1,9%, terminando a sexta-feira (28) em USD 2,406 por galão. A ampliação dos estoques do combustível nos EUA e as quedas dos futuros do petróleo – influenciada principalmente pelos riscos tarifários – contribuíram para a retração das cotações do diesel, com o diferencial entre Heating Oil e Brent seguindo a mesma trajetória e se posicionando ao redor de USD 32,6 bbl. 

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GASOLINA

Preços recuam apesar de deterioração dos estoques americanos 

Na última semana, o contrato mais ativo da gasolina recuou 1,6% para USD 2,097 por galão. As cotações acompanharam a desvalorização do petróleo, conforme mau-humor do mercado envolvendo política tarifária de Donald Trump limitou a recuperação dos contratos, destaca-se também a perspectiva de um mercado bem abastecido. Dessa maneira, o diferencial entre RBOB e Brent apresentou um recuo ainda maior, de 7,2%, alcançando USD 19,6 bbl. 

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