
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

CÂMBIO
Câmbio deve refletir tensões no Oriente médio e dados nos EUA, no Brasil e na Zona do Euro
O destaque da última semana se deu na esfera política. Após a derrubada do tarifaço pela Suprema Corte dos EUA, o presidente Donald Trump decretou novas tarifas de 10% para todos os países, que entraram em vigor na terça-feira (24). Apesar da tarifa de 10%, o valor ficou abaixo do número dado por Trump em um segundo anúncio, que correspondia a 15%. A diferença nos valores ampliou as incertezas em relação à política comercial americana. Além disso, as rodadas de negociações entre EUA e Irã seguem em pauta. Após um início promissor na quinta-feira (26), as conversas sobre o programa nuclear iraniano e as sanções econômicas contra o país não foram para frente, o que contribuiu para o aumento da percepção de risco de conflito armado e alta dos preços dos futuros do petróleo. Na esfera econômica, o dado mais relevante foi o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). O indicador apontou aceleração dos preços acima do esperado – apesar da redução no acumulado dos 12 meses anteriores -, o que contribuiu para uma redução das apostas de um corte de juros amplo pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
SOJA
Soja apresenta alta na semana com avanço da proposta de RVOs à Casa Branca e perspectivas em torno do conflito no Oriente Médio
Na semana passada, o complexo de soja apresentou forte volatilidade com o envio, pela EPA, da proposta final de mandatos obrigatórios de biocombustíveis à Casa Branca, mantendo a expectativa de aumento das metas ainda neste ano. Embora sem grandes novidades e sem definição para períodos mais longos, os RVOs seguem centrais para a demanda interna de soja nos EUA, especialmente via indústria de biodiesel, ajudando a definir o balanço americano. Os ataques no Oriente Médio tendem a promover a alta dos preços da gasolina, o que pode estimular a demanda por biomcombustíveis e, portanto, por óleo de soja e pela própria oleaginosa. Com o Brasil colhendo nova safra recorde e basis bastante descontado, a competitividade brasileira pressiona os EUA, mas um eventual repique nos embarques poderia reduzir o risco de revisões baixistas no balanço americano.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
MILHO
Milho avança em meio a patamares históricos de produção de etanol e debate sobre E15 ganha força
Na semana passada, os dados da EIA mostraram leve recuo na produção semanal de etanol nos EUA, mas o volume segue em patamar historicamente elevado frente aos anos anteriores. A principal discussão do mercado agora é se esse ritmo será sustentável, dado que não há, por enquanto, planos relevantes de expansão de capacidade. Mesmo assim, as margens permanecem atrativas, apoiadas em custo de milho relativamente baixo e maior participação da demanda externa, impulsionada por avanços em acordos com parceiros como o Vietnã. Para garantir um incremento mais estrutural no consumo de milho para etanol, o ponto-chave passa a ser a aprovação da comercialização do E15 durante todo o ano no mercado americano. Contudo, mesmo que aprovado, o impacto seria gradual, dependendo de investimentos em capacidade e adaptação da cadeia, com efeitos mais de longo prazo sobre o balanceamento do milho. Com relação ao conflito no Irã, entende-se que o milho deve ser impactado de maneira mais indireta (e potencialmente altista), sobretudo no que tange à aversão ao risco e ao comportamento de outras commodities.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
ÓLEOS VEGETAIS
Conflito no Irã e definições da EPA oferecem suporte para óleos vegetais
O contrato do óleo de soja com vencimento em maio/26, o mais líquido no momento, encerrou a última semana em forte alta, cotado a US¢ 61,85/lb (+4,3%). O início das tarifas globais de 10% pelos EUA, na terça-feira (24) e novos rumores sobre definições da EPA foram os destaques da semana. Apesar das tarifas americanas gerarem um clima de incerteza, atualizações sobre definições da EPA trouxeram otimismo para o mercado. Durante o período, foi confirmado o envio da proposta do RVO para a Casa Branca e surgiram rumores de que a Agência deve definir a compensação de pelo menos 50% das isenções cedidas para as pequenas refinarias. Já para o óleo de palma, a tela de maio fechou a última semana em queda, cotado a USD 1.039,61 (-0,91%). Sem muitas novidades para a commodity, as projeções de queda nas exportações foram o principal fator baixista. Contudo, a sequência de fortes altas observadas nos contratos do óleo de soja contribuiu para suavizar a queda dos preços da palma.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
FERTILIZANTES
Aumento de preço para a ureia, NAM, MAP, TSP e SSP
Os preços dos nitrogenados se mantiveram firmes no Brasil. Uma licitação indiana terminou com a aquisição de uma grande quantidade de ureia e, dessa forma, fornecedores internacionais estarão focados em enviar cargas para o mercado indiano, que absorverá um volume considerável do nitrogenado. No setor dos fosfatados, os preços subiram novamente no Brasil, reforçando o sentimento de que esse segmento permanece com um balanço global apertado, o que não é uma boa notícia para os compradores. No Brasil, vale lembrar, as relações de troca entre os grãos e o MAP estão nos piores níveis dos últimos anos. Por fim, os preços CFR do cloreto de potássio no Brasil não registraram alteração semanal. Sabe-se, vale ressaltar, que os compradores brasileiros têm procurado resistir às tentativas de aumento de preço.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
PECUÁRIA
Físico mantém firmeza, exportações batem recorde em fevereiro e escalas indicam recomposição
O mercado físico do boi gordo manteve firmeza ao longo da semana, com altas disseminadas nas principais praças e São Paulo se aproximando de R$ 352/@, refletindo oferta ainda ajustada e necessidade de recomposição por parte da indústria. Embora as escalas tenham apresentado alongamento em parte das regiões, retornando a patamares próximos ou acima de seis dias úteis, o movimento indica mais um ajuste técnico do que excesso de oferta. No mercado de reposição, os ágios seguem elevados, mantendo a relação de troca pressionada e reforçando um viés estrutural de retenção. No cenário externo, fevereiro já se consolida como recorde histórico de exportações antes mesmo do encerramento do mês, com preços médios elevados e forte absorção internacional, fator que sustenta o físico. Na B3, os vencimentos mais longos passaram por ajustes, mas o mercado continua precificando um primeiro semestre de oferta mais justa, ainda sensível ao ritmo dos embarques e ao câmbio.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
AÇÚCAR
Açúcar reage pouco apesar de ajustes nas expectativas para a produção indiana
Nesta semana, o açúcar bruto em Nova Iorque apresentou um comportamento mais lateral com preços aproximando-se da região de US¢ 14/lb no contrato de maio/26, mas ainda sem conseguir se manter acima deste patamar. Assi, o SBK6 obteve leve avanço de 2 pontos na semana, finalizando a sexta-feira cotado a US¢ 13,89/lb (+0,14%). O movimento altista iniciado na sexta-feira anterior perdeu força à medida que o mercado continuou dominado por posições baixistas, sustentadas por fundamentos globais que, mesmo sob revisões na safra indiana, ainda não apontaram para uma reversão na perspectiva para o balanço global. Na próxima semana, vale atentar-se para as chuvas no Centro-Sul brasileiro, que caso concretizem uma redução das chuvas no cinturão canavieiro, poderão alterar parte da narrativa do mercado para a safra brasileira 2026/27 (abr-mar).
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
ETANOL
Com menor competitividade, etanol hidratado segue em queda ao fim de fevereiro
O etanol hidratado com base nas usinas de Ribeirão Preto continuou recuando nesta semana, com negócios em R$ 3,44/L (queda semanal de R$ 0,14/L). Atualmente, observa-se uma queda na demanda do hidratado devido a uma paridade com a gasolina acima dos 72% no estado de São Paulo, assim como a proximidade do início da colheita em março. Vale destacar, o recuo de R$ 0,14/L nos preços da gasolina A vendida pela Petrobras ao final de janeiro contribuiu para reduzir a competitividade do álcool.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
CAFÉ
Mercado de café segue repercutindo clima nos países produtores
A última semana apresentou resultados mistos para os futuros de café, com queda nos preços do arábica em Nova Iorque e avanço no robusta em Londres. O contrato de arábica para maio registrou retração semanal de 1,7%, encerrando a US¢ 280,75/lb. Já em Londres, apesar da volatilidade ao longo da semana, o robusta conseguiu fechar com leve alta de 0,9%, cotado a USD 3.624/ton. No Brasil, o sentimento otimista continuou predominando, mantendo o mercado em patamares pressionados. A combinação de expectativas positivas para a próxima safra e a manutenção de condições climáticas favoráveis tem consolidado um cenário de preços mais baixos, com eventuais correções devendo ser mais pontuais e pouco amplas ao menos ao longo do primeiro semestre. No arábica, o mercado segue pressionado principalmente pela perspectiva de oferta ampla na colheita brasileira. A entrada da safra nos próximos meses tende a reforçar o movimento baixista e exercer pressão adicional sobre os diferenciais no país.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
CACAU
Cacau recua novamente e acumula queda superior a 30% em três semanas
Entre 20 e 27 de fevereiro, os contratos futuros de cacau registraram nova e expressiva queda semanal, acumulando recuo superior a 50% desde o início do ano. No âmbito da oferta, a safra africana atravessa o período de entressafra, caracterizado pela redução das entregas semanais aos portos da região. A expectativa é de retomada dos embarques a partir de abril, com o início da safra intermediária. Pelo lado da demanda, persistem sinais de desaceleração no consumo de amêndoas, após a retração de 7,7% nas moagens globais no quarto trimestre de 2025. O mercado aguarda a divulgação dos dados referentes ao primeiro trimestre de 2026, prevista para meados de abril, a fim de avaliar se a recente queda dos preços já produziu algum estímulo à retomada do processamento.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
ALGODÃO
Algodão encerra semana estável em NY entre suporte técnico e pressão de oferta
O contrato de algodão em Nova Iorque fechou a semana em leve estabilidade, refletindo a disputa entre fatores técnicos e fundamentos baixistas. O fim do prazo de fixação para produtores estimulou a rolagem do vencimento março/26 para maio/26, gerando suporte de compra ao novo contrato líder. Em contraste, revisões para cima na safra brasileira, especialmente na Bahia e no Piauí, reforçaram a percepção de maior oferta adiante, adicionando viés de baixa aos preços. Nos EUA, as vendas semanais de exportação ficaram em linha com o padrão sazonal, considerando o impacto dos feriados no país e na China, que reduziram o ritmo de negócios. Ao fim da semana, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã aumentou a aversão ao risco, contribuindo para maior volatilidade nos mercados financeiros e de commodities.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
PETRÓLEO
Petróleo registra alta, com atenções se dirigindo ao Golfo Pérsico
Na segunda-feira (02), o contrato mais ativo do Brent fechou com uma alta brusca de 7,3%, totalizando USD 77,7 bbl. Os futuros do WTI seguiram trajetória parecida, encerrando o dia em USD 71,2 bbl (+6,3%).Os preços do petróleo chegaram a superar os USD 82 bbl ao longo da sessão, refletindo os temores dos agentes em relação à uma disrupção logística global causada pela redução dos fluxos da commodity no Golfo Pérsico, com o anúncio de Teerã sobre um bloqueio no Estreito de Hormuz resultando em aumentos expressivos nos prêmios de risco de oferta do energético.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
DIESEL
Futuros do Heating Oil se aproximam dos USD 3 por galão
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD operou com alta de 9,4%, encerrando a sexta-feira (27) em USD 2,671 por galão. A passagem de uma nevasca na Costa Leste dos EUA no início da última semana também influenciou positivamente nos diferenciais entre diesel e petróleo, que operou com uma alta de 12,5%, atingindo USD 39,7 bbl, com as expectativas de um novo aumento da demanda pelo combustível para calefação de ambientes resultando nesse suporte às cotações do combustível.
> Clique aqui e acesse o relatório completo.
GASOLINA
Demanda doméstica fortalecida nos EUA apoia gasolina
Na última semana, a gasolina encerrou o período negociada com alta de 4,0%, operando próximo de USD 2,07/galão. O diferencial entre RBOB e Brent, por outro lado, apresentou uma alta de 22%, se posicionando ao redor dos USD 14,79 bbl. Essa movimentação reflete a expectativa de maior demanda do derivado nos próximos meses, tendo em vista que mesmo com o avanço de frentes polares nos EUA, o consumo da gasolina tem se sustentado.

