
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.
CÂMBIO
Dólar se fortalece globalmente após tom conservador do Federal Reserve
A semana foi marcada pela decisão de juros do banco central americano, que colocou em dúvida a possibilidade de uma nova redução na sua taxa de juros em dezembro. Trump e Lula se reuniram para avançar em uma reaproximação comercial e diplomática, enquanto o novo acordo entre Trump e Xi para estender uma trégua comercial por um ano frustrou investidores. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (31) cotada a R$ 5,3797, variação de -0,2% na semana, +1,1% no mês e -12,9% no ano. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 99,8 pontos, avanço semanal de 0,8% e mensal de 2,0%, porém recuo anual de 7,7%.
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SOJA
Soja em Chicago tem mais uma semana de forte valorização
As cotações da soja em Chicago tiveram forte alta de 5,2% na última semana, com o contrato janeiro fechando a US¢1.115,25/bu, impulsionadas pelo anúncio de um acordo comercial entre EUA e China. O entendimento prevê a compra de 12 milhões de toneladas da safra corrente e 25 milhões por ano entre 2026 e 2029, reacendendo o otimismo no mercado, embora faltem detalhes oficiais devido ao shutdown americano. Apesar do entusiasmo, os volumes acordados se aproximam dos níveis históricos de importação chinesa, sem indicar mudanças estruturais nos fluxos globais — o Brasil deve continuar como principal fornecedor. No país, o plantio da safra 25/26 avança de forma irregular devido às chuvas desuniformes, mas as projeções seguem positivas, com estimativa recorde de 178,9 milhões de toneladas. Após o anúncio, os prêmios no Brasil recuaram, refletindo menor competitividade na entressafra.
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MILHO
Preços físicos e futuro de milho no Brasil encerram semana em alta
Os futuros do milho em Chicago fecharam a semana em alta de 1,9%, com o contrato dezembro/25 a US¢431,5/bu. O avanço refletiu o otimismo após o acordo entre EUA e China, que inclui compras chinesas de soja americana, fortalecendo o sentimento no complexo de grãos. Embora o milho não tenha sido diretamente contemplado, a expectativa de maior demanda agrícola e possível redução de área do cereal em 2026/27 deram suporte adicional. Com a colheita americana próxima do fim e o shutdown limitando dados oficiais, o foco volta ao WASDE de novembro, que deve trazer melhor visibilidade sobre oferta e consumo. No Brasil, o milho subiu 1,3% na B3, a R$68,04/saca, impulsionado por Chicago, e os preços físicos na maior parte do Brasil acompanharam o movimento, principalmente em Goiás e Paraná.
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ÓLEOS VEGETAIS
Frustrações com indefinições da EPA e produção forte na Indonésia pressionam óleos vegetais na semana
A última semana foi marcada por forte retração nas cotações do óleo de soja na Bolsa de Chicago. O contrato de dezembro recuou 3,1%, encerrando a sexta-feira cotado a US¢ 48,7/lb, atingindo menor patamar desde junho — período em que os preços haviam disparado após o anúncio da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) sobre a proposta dos RVOs para 2026.
Pressionado em 4 dos 5 dias de negociações da última semana, o contrato de óleo de palma de janeiro fechou a semana cotado a USD 1005,5/t, acumulando desvalorização de 4,0% e 2,8% na semana e no mês, respectivamente. Apesar de um começo de mês de alta, em decorrência de declarações do governo da Indonésia a respeito de um possível B50 em 2026, os preços voltaram a recuar nas semanas seguintes.
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FERTILIZANTES
Queda para o preço CFR do MAP, aumento para as cotações da ureia e estabilidade para o KCl
Os preços CFR do MAP diminuíram novamente no mercado brasileiro, em meio a uma demanda doméstica enfraquecida e à perda de força das cotações também em outros países. No mercado de ureia, por outro lado, o cenário mudou nos últimos dias: a licitação indiana terminou com uma aquisição abaixo do esperado e, diante das expectativas de uma nova rodada de compras na Índia em breve, os preços aumentaram em diversos países, entre eles o Brasil. Por fim, no mercado de potássicos, a estabilidade foi novamente a marca da semana, já que as cotações do KCl permaneceram inalteradas.
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PECUÁRIA
Mercado do boi gordo mantém firmeza e consolida nova faixa de preços no fim de outubro
Entre 27 e 31 de outubro, o boi gordo consolidou um movimento de valorização nas principais praças, com São Paulo avançando de R$ 314,28/@ para R$ 319,23/@ no boi China e o CEPEA saltando de R$ 313,35/@ para R$ 318,85/@, refletindo escalas ainda curtas na média Brasil apesar de pequenos alongamentos em alguns estados. O Mato Grosso do Sul permaneceu como um dos mercados mais firmes, subindo de R$ 320,59/@ para R$ 321,05/@, enquanto Goiás e Mato Grosso também registraram altas diárias, reforçando a percepção de oferta limitada de animais terminados. Na reposição, a pressão segue intensa: o bezerro ampliou ligeiramente seus ágios, com Minas Gerais superando 36%, deteriorando a relação de troca e confirmando que o recriador permanece pagando caro. Por sua vez, o boi magro também se valorizou marginalmente, acompanhando a firmeza do gordo. Já no atacado, a carcaça casada passou de R$ 314,25/@ para R$ 315,00/@, mantendo estabilidade e contribuindo para margens equilibradas da indústria. Na B3, a curva futura continuou elevada, com o nov/25 ao mai/26 orbitando entre R$ 329/@ e R$ 336/@, mostrando leve acomodação nos vencimentos longos, mas ainda precificando firmeza para o início de 2026, coerente com o cenário de oferta enxuta e reposição cara.
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AÇÚCAR E ETANOL
Fechamentos do março/26 para todos os dias da semana ficam abaixo de US¢ 14,50/lb
Na sexta-feira passada (24), o contrato contínuo do açúcar fechou abaixo de US¢ 15/lb pela primeira vez desde abril de 2021. Desde então, os negócios seguiram o tom baixista, e todos os “settlements” desta semana ficaram abaixo de US¢ 14,50/lb para o contrato de março/26 em NY. Hoje, o H26 até se recuperou em relação à quinta-feira, subindo 1% e encerrando a semana a US¢ 14,43/lb, mas o clima permanece de otimismo para a oferta global no ciclo 2025/26, que contará com aumento da produção nos principais players – Brasil, Índia e Tailândia.
Etanol hidratado retorna para patamar dos R$ 3,36/L
Nesta semana, o etanol hidratado voltou a subir de maneira mais firme, cotado hoje em R$ 3,41/litro (com impostos), base Ribeirão Preto (SP), 6 centavos acima do fechamento da sexta passada. Mesmo com o corte no preço da gasolina A realizado pela Petrobras no início da semana passada, o biocombustível ainda conta com fundamentos altistas para esses meses finais de colheita de cana no Centro-Sul, ao passo que os estoques físicos continuam nas mínimas históricas.
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CAFÉ
Futuros de café voltam a subir com preocupações climáticas no Vietnã
Depois de recuar na última semana, os futuros de café voltaram a avançar, impulsionados pelas preocupações com o clima no Vietnã. O excesso de chuvas ameaça atrasar a colheita e provocar perdas em um momento crucial do calendário produtivo. Na semana anterior, os contratos haviam registrado quedas de 2,8% em Nova Iorque para março, encerrando a US¢ 372,25 por libra-peso, e de 0,4% em Londres para janeiro, fechando a USD 4.540 por tonelada.
O câmbio também se moveu pouco, com o dólar caindo 0,3% frente ao real e o dólar index avançando 0,8%. Já nesta semana, o movimento foi de forte recuperação. Na segunda-feira, 3 de novembro, Nova Iorque subiu 3,88%, para US¢ 386,7 por libra-peso, enquanto Londres avançou 3,37%, para USD 4.693 por tonelada. Nesta terça-feira, 4 de novembro, quando este relatório foi escrito, o mercado seguia em alta, com Nova Iorque acumulando ganhos de 1,46%, a US¢ 392,55 por libra-peso, e Londres valorizando 1,04%, a USD 4.742 por tonelada.
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CACAU
Cacau avança após a inclusão da commodity em índice da Bloomberg
Entre os dias 17 e 24 de outubro, os contratos futuros de cacau voltaram a registrar alta nos mercados internacionais. O movimento de alta deve ter sido sustentado pela persistência de preocupações com a oferta nos principais países produtores do Oeste Africano, com as entregas semanais da Costa do Marfim permanecendo abaixo da média no início da temporada oficial (outubro-setembro). O movimento semanal também marca uma mudança de comportamento dos preços, que vinham em queda gradual nas semanas anteriores, o que sugere uma perda de dinamismo dos impulsos baixistas e que a maior parte desses fatores pode já ter sido incorporada pelos agentes.
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ALGODÃO
Cenário geopolítico e macroeconômico favorece semana do algodão
Na semana de 27 a 31 de outubro, os contratos futuros do algodão com vencimento em dezembro/25 acumularam alta de 134 pontos, encerrando a sexta-feira a US¢65,54/lb em Nova Iorque, apresentando o melhor fechamento desde o fim de setembro. O forte movimento de alta foi alimentado principalmente pelo otimismo em torno do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, ocorrido na Coreia do Sul, que reacendeu as expectativas de avanço nas tratativas comerciais bilaterais. Embora nenhum acordo específico tenha sido fechado para o algodão, a sinalização de possível retomada das compras chinesas de soja já foi suficiente para contagiar positivamente o complexo de commodities agrícolas, incluindo a pluma. No campo macroeconômico, o corte de juros promovido pelo Federal Reserve (0,25 p.p.) ofereceu suporte adicional, ao reforçar a perspectiva de estímulo ao consumo e depreciação do dólar. Por fim, o clima seco no Sul dos EUA segue favorecendo o avanço da colheita, com estimativas não oficiais apontando para cerca de 60% da safra colhida, o que pode adicionar alguma pressão de oferta no curto prazo.
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PETRÓLEO
Petróleo opera em queda com anúncio da OPEP+ no radar dos investidores
Na última semana, o contrato do Brent com vencimento em dezembro/25 encerrou o período com uma queda acumulada de 1,32%, posicionando-se em USD 65,07 bbl. A semana iniciou com investidores ponderando as perspectivas de impacto das novas sanções americanas sobre Moscou, especialmente se o mercado chinês poderá ser alvo de sanções secundárias por manter vínculos com empresas russas. Além disso, os agentes também precificaram a nova revisão da política produtiva da OPEP, conforme rumores indicavam mais um aumento produtivo ainda esse ano.
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DIESEL
Crack-spread do diesel atinge maior valor desde outubro de 2024
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD operou com alta de 1,2%, encerrando a sexta-feira (31) em USD 2,4312 por galão. Os futuros do diesel seguiram caminho contrário aos futuros do petróleo, refletindo o recuo dos estoques nos EUA e os receios em relação à capacidade russa de escoamento do derivado fóssil para outras regiões do globo – principalmente em um contexto em que a Rosneft e a Lukoil, que exportam cerca de 40% dos derivados de petróleo pela Rússia, foram sancionadas pela Casa Branca.
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GASOLINA
Crack-spread da gasolina avança para maior patamar desde agosto
Na última semana, o contrato mais ativo da gasolina avançou para USD 1,99 por galão (+3,8%). O combustível novamente foi menos afetado pelas movimentações do petróleo com a forte deterioração dos estoques americanos apoiando os futuros. Com isso, o diferencial entre RBOB e Brent, por sua vez, registrou uma forte alta, chegando a operar em USD 19,14 bbl (+24,8%) – o maior patamar desde agosto, antes da mudança de especificação do contrato negociado em bolsa. Todavia, esses ganhos foram parcialmente reduzidos no início da semana.

