Resumo Semanal de Commodities – 28/02 a 07/03/2025

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Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.

Asset 1  CÂMBIO

Imprevisibilidade das políticas americanas levam o dólar ao maior recuo semanal desde novembro de 2022

A semana foi marcada pelo recuo expressivo do dólar em meio a preocupações com o crescimento econômico americano e à inconsistência, incerteza e imprevisibilidade da política comercial do país após os EUA efetivarem as tarifas de importação de 25% sobre México e Canadá e suspender a maior parte dessas tarifas após dois dias. A taxa de câmbio do real terminou a sessão desta sexta-feira (07) cotada a 5,7892, recuo semanal de 2,1%, mensal de 2,1% e anual de 6,3%. Já o dollar index fechou o pregão desta sexta cotado a 103,8 pontos, variação de -3,5% na semana, de -3,5% no mês e de -4,0% no ano. > Clique aqui e acesse o relatório completo.

cAsset 2  SOJA

Tarifas de Trump levan a um recuo nas cotações da soja

A soja também foi uma commoditie com semana de atos e baixos em meio à Guerra Comercial, e após se aproximar da faixa de US¢990/bu na terça-feira (dia da imposição das tarifas de Trump), as suspensões das tarifas possibilitaram a retomada dos preços, encerrando a semana em US¢1025/bu (-12,5 pontos). As tarifas de Canadá e México logo foram suspensas até o dia 2 de abril, porém, a resposta da China de uma taxação de 10% sobre a soja estadunidense, continua em pé, entrando em vigor no dia 10 de março. Estes conflitos devem reduzir a competitividade da soja norte-americana para a China e, no curto prazo, levar a uma busca maior pela soja brasileira. Na safra sul-americana, a semana foi positiva, com um avanço da colheita da soja no Brasil, se aproximando da casa de 60% das lavouras colhidas, e na Argentina, as precipitações recentes no país contribuíram para uma melhora nas condições das lavouras, e o clima deve continuar no radar. > Clique aqui e acesse o relatório completo

cAsset 1  MILHO

Milho termina semana estável apesar de preocupações tarifárias

A última semana foi um período de forte oscilação para o mercado de milho, com as idas e vindas da Guerra Comercial envolvendo as tarifas de Trump. Com a divulgação das tarifas na terça-feira e a rápida resposta dos países envolvidos, os preços de Chicago caíram para menos de US¢465/bu, mas com o adiamento das tarifas de Canadá e México, as cotações voltaram a subir, encerrando a semana em US¢469,25/bu. Países como Canadá e China tiveram uma rápida implementação de contramedidas, mas com pouco impacto para o mercado de milho, visto que Canadá não incluiu o setor de etanol na cesta de produtos taxados (o que seria preocupante para os produtores estadunidenses), e a China, apesar de impor uma tarifa de 15% sobre o milho dos EUA, a sua queda na participação das importações do produto refletem preocupações menores para o balanço comercial de milho. Enquanto isso, o México, que é o principal importador de milho de seu vizinho, não teceu uma resposta enquanto as tarifas estiveram em vigor. As notícias envolvendo a safrinha do milho da América do Sul ficaram em segundo plano nessa semana, mas cabe ressaltar um avanço no plantio do milho com quase 90% já concluído e, em uma semana com o feriado de Carnaval, preço do miho na B3 encerrou a semana em queda, cotado a R$81,15/saca (-1,6%). > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 11  ÓLEOS VEGETAIS

Em meio a tarifas americanas e estoques de palma reduzidos, vegoils fecham com desempenho misto

O óleo de soja terminou a última semana em desvalorização na bolsa de Chicago. As tarifas de Estados Unidos sobre Canadá, México e China, continuaram sendo principal foco de aversão ao risco do mercado, com o mercado precificando seus possíveis desdobramentos sobre a inflação, crescimento e taxas de juros na maior economia do mundo. A tela de maio/25 terminou o período em queda de 2,3%, cotada a US¢ 42,9/lb.

O óleo de palma terminou em valorização na Bursa. A semana iniciou com quedas para o CPO, com o mercado buscando correções pela menor competitividade dos preços e demanda debilitada. Todavia, a partir da quarta-feira (5) as cotações demonstraram recuperação, repercutindo as estimativas de queda nos estoques malaios e os relatos de infestações em dois estados da segunda maior região produtora da Malásia, onde pragas se espalharam após as inundações dos últimos dois meses, elevando o risco de que a produção de março também seja impactada negativamente. O contrato de maio/25 terminou cotado a USD 1.021/t, alta semanal de 2,2%. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 9  FERTILIZANTES

Nos últimos dias, preço CFR da ureia registrou uma queda importante no Brasil 

Na sexta-feira, a StoneX atualizou os seus preços de fertilizantes no mercado físico do Brasil. No setor dos nitrogenados, a ausência da demanda indiana, de um lado, e uma demanda pouco aquecida em outros mercados, de outro, tem fortalecido os sentimentos de baixa. No Brasil, essa conjuntura resultou em uma queda para os preços CFR da ureia. Outros nitrogenados, como o NAM e o SAM, também registraram quedas em suas cotações. No mercado de fosfatados, por sua vez, houve pouca mudança para os preços, e apenas o TSP registrou um ligeiro aumento. Por fim, o cloreto de potássio também mostrou uma pequena valorização. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 12  PECUÁRIA

Estabilidade nas cotações futuras e leves recuos nos preços físicos marcam semana mais curta pelo carnaval, com destaque das exportações 

Em uma semana onde a B3 esteve fechada na segunda e terça-feira pelo feriado do carnaval, na volta às operações da quarta-feira se observou estabilidade nos preços futuros, que inclusive fecharam a semana com recuperações para todos os contratos. Lembrando que, os valores de março/25 estão atualmente cotados em R$ 301/@, os de junho/25, que são os mais baixos, estão com R$ 299/@, porém, os contratos de outubro/25 voltam a se recuperar em um patamar de R$ 330/@. No mercado físico, os preços recuaram levemente, assim como no mercado de reposição, em um momento em que ainda a demanda dos frigoríficos se encontra com menor movimentação. Também na sexta-feira (dia 07/03), a Secretaria de Comércio Exterior divulgou os dados consolidados de fevereiro, indicando que o Brasil exportou 190,46 mil toneladas, totalizando US$ 938 mil. Os principais destinos foram: China (48,6%), Estados Unidos (12,0%) e Chile (5,7%). Com esse resultado, os envios ao exterior de carne foram 7% superiores ao observado em fevereiro de 2024, mostrando que a boa dinâmica continua neste novo começo de ano. De maneira acumulada, nos dois primeiros meses de 2025 foram embarcadas 371 mil toneladas, 3% há mais do que no mesmo período do ano passado. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 13  AÇÚCAR E ETANOL

Açúcar finaliza a semana consolidando leve queda

A semana terminada nesta última sexta-feira (07/03) ficou marcada por um recuo do açúcar em bolsa. A tela mais líquida em Nova Iorque CCK5, com expiração em maio, registrou queda de 1,1% na semana, finalizando o período em US¢ 18,31/lb. A expiração da tela de março/25 SBH5, vale lembrar, trouxe uma predominância do sentimento baixista, devido ao elevado volume de entregas de açúcar ao final do contrato, sinalizando alta disponibilidade da commodity. O sentimento baixista se confronta na semana com o cenário na Índia, que tem se mostrado pior que o esperado. O Centro-Sul também é fator de incerteza, conforme muitos agentes têm revisado suas expectativas para a produtividade do ciclo 2025/26. O mix mais açucareiro, vale lembrar, compensa potenciais perdas de área colhida e a produtividade não deve ser inferior a 2024/25, devendo fazer o Brasil ver avanço na produção de açúcar na safra que se inicia em abril. Pelo lado da influência de outros mercados, a semana ficou marcada por uma valorização da maioria das moedas frente ao dólar. O real, que viu novo movimento de apreciação na semana, favorecendo as cotações do açúcar, volta a ter leve movimento de depreciação nesta sexta-feira, potencialmente influenciado pela política de isenção de tarifas de importação do governo federal, que pode ser percebida como uma medida que busca a popularidade do governo em detrimento ao equilíbrio fiscal.

Negócios do etanol hidratado seguem próximos a R$3,40/L em São Paulo

Nesta última sexta-feira (07), o etanol com base nas usinas finalizou a semana ainda próximo do patamar dos R$ 3,40/L, faixa de negociação que tem se mantido no mercado spot do estado de São Paulo nas últimas 3 semanas. Na próxima semana, a recomposição de estoques das distribuidoras após o feriado do carnaval pode contribuir para um aquecimento dos negócios. Lembra-se que, após um avanço acelerados dos preços e dos volumes negociados de hidratado ao final de janeiro, fevereiro registrou preços mais estáveis. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 7  CAFÉ

Futuros de café avançam em semana de grande volatilidade

Em uma semana bastante volátil, os preços futuros do café arábica e do café robusta terminaram o período em alta. Nas três primeiras sessões da semana, os preços registraram avanços expressivos, com o contrato mais ativo em Nova York atingindo a máxima de US¢ 418,55/lb e encerrando a sessão da quarta-feira, 5 de março, a US¢ 409,95/lb. No entanto, nos dias seguintes, os preços voltaram a cair. No balanço semanal, o contrato futuro para vencimento em maio, em Nova York, registrou uma valorização de 3,0%, encerrando a semana a US¢ 384,40/lb. Em Londres, a variação foi mais modesta, mas ainda assim positiva, com um incremento de 0,4%, fechando a semana a USD 5353/ton.

Sem grandes novidades do ponto de vista dos fundamentos, as movimentações foram lideradas por fatores técnicos. Além disso, a semana foi marcada pelo feriado de Carnaval no Brasil e, a partir da quinta-feira, grande parte dos participantes do mercado nos Estados Unidos esteve envolvida na convenção da National Coffee Association (NCA), realizada em Houston no Texas. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 5  CACAU

Projeções da ICCO devem aliviar os preços futuros de cacau no curto prazo

Na semana entre os dias 28 de fevereiro e 7 de março, os preços futuros de cacau registraram queda significativa. O principal fator para a movimentação baixista parece ter sido a divulgação do relatório trimestral de estatísticas da Organização Internacional de Cacau (ICCO), considerada a principal referência mundial no setor cacaueiro. O documento revisou suas estimativas para a safra 2023/24 e apresentou as primeiras projeções para a temporada 2024/25, indicando um superávit de 142 mil toneladas para o saldo global do produto. Essa perspectiva, por sua vez, parece ter reduzido a percepção de risco quanto à disponibilidade global do produto nos próximos meses, o que ofereceu alívio para as cotações futuras em bolsa. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 6  ALGODÃO

Algodão oscila em semana marcada por tarifas

A última semana foi um período de grandes oscilações para o mercado de algodão, operando entre a faixa de 63 a 66 cents, fazendo jus ao caráter de risco do mercado de contratos futuros, e encerrando a semana em US¢66,07/lb (+82pts). Na terça-feira (4), entraram em vigor as tarifas de importação de Trump, e as respostas dos países envolvidos, com a China incluindo o algodão norte-americano em sua contramedida, o que causou uma desvalorização de 227 pontos, rompendo todas as resistências de preços. Este movimento trouxe preocupações entre os agentes especulativos, que reagiram reforçando sua posição vendida em NY. Entretanto, nos dias que sucederam, o presidente Trump voltou atrás em suas medidas, mostrando um afrouxamento na relação com seus países vizinhos, permitindo que os fundamentos altistas do mercado voltassem a atuar, como a expectativa de redução na área plantada de algodão nos EUA para 2025/26 e um ritmo de exportação otimista desta safra. > Clique aqui e acesse o relatório completo

Asset 8  PETRÓLEO

Petróleo estende recuperação após semana volátil

Na última semana, as cotações de futuros do Brent encerraram o período em queda, de 3,85%, sendo negociados na sexta-feira (07) a USD 70,36 bbl. Os contratos do WTI seguiram trajetória semelhante, recuando 3,9% na semana, cotados a USD 67,04 bbl. A queda dos contratos foi influenciada especialmente pela decisão da OPEP+ em gradualmente diminuir os cortes voluntários em abril, aumentando a oferta global de petróleo. Além disso, o vai e vem da política tarifária americana e o tensionamento da guerra comercial entre EUA e China contribuíram para a volatilidade do mercado, levando os futuros para os menores patamares desde setembro/24. Entretanto, após alcançar essas mínimas, os contratos recuperam parte das perdas do período. > Clique aqui e acesse o relatório completo

cAsset 3  DIESEL

Brasil mantém importações aquecidas de diesel A

Na semana passada, o contrato mais ativo do NY HarborULSD encerrou o período com uma queda expressiva, de 5,2%, terminando a sexta-feira (07) em USD 2,216 por galão. Pela terceira semana seguida, os futuros do diesel operam em baixa, refletindo principalmente os fundamentos de petróleo, com a decisão da OPEP+ de ampliar a produção em abril e os receios sobre a implementação de uma política tarifária mais agressiva pelos EUA contribuindo para a redução das cotações. > Clique aqui e acesse o relatório completo

cAsset 3  GASOLINA

Importações brasileiras de gasolina recuam em fevereiro

Na última semana, o contrato mais ativo do RBOB registrou queda de 5,1%, cotado a USD 1,210 por galão na sexta-feira (07). Os futuros cederam fortemente no período acompanhando o resultado do petróleo, conforme perspectivas de uma desaceleração da demanda por combustíveis e aumento da oferta da commodity pela OPEP+ pressionaram os futuros. > Clique aqui e acesse o relatório completo

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