Resumo Semanal de Commodities – 10/01 a 17/01/2025

Resumo Semanal de Commodities

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Variação semanal de commodities

Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities. 

Asset 1  CÂMBIO

Dados mais brandos de inflação nos EUA enfraquece o dólar após seis semanas seguidas de alta

A semana foi marcada pelas leituras mais brandas que o esperado para a inflação americana, que levou a um enfraquecimento amplo da moeda americana após seis semanas seguidas de valorização. Ao mesmo tempo, investidores se mantiveram em compasso de espera pela posse de Donald Trump na presidência dos EUA. O dólar negociado no mercado interbancário terminou a sessão desta sexta-feira (10) cotado a R$ 6,0650, recuo semanal de 0,6%, mensal de 1,8% e anual de 1,8%. Já o dollar index fechou o pregão desta sexta cotado a 109,3 pontos, variação de -0,3% na semana, de +1,1% no mês e de +1,1% no ano.

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cAsset 2  SOJA

Soja segue expandindo altas; clima na América do Sul preocupa 

Na semana passada, as cotações da soja continuaram se mantendo acima de USD 10,00 por bushel, apesar de recuos em alguns pregões, e encerraram o período com ganhos, com o vencimento para março terminado em 1034 cents por bushel, alta de 0,9% no comparativo semanal. O mercado de soja continuou encontrando suporte nas preocupações cm o clima na América do Sul, em dúvidas sobre os programas de biocombustíveis dos EUA e em especulações sobre o novo governo Trump.

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cAsset 1  MILHO

Fundamentos mais fortes seguem dando espaço para milho ampliar ganhos

Os futuros do milho seguiram estendendo ganhos em Chicago, conforme a repercussão do último WASDE, já abordado na semana passada, seguiu pautando os fundamentos do cereal. A primeira tela do milho negociado em Chicago encerrou a última sexta-feira negociado a US¢484,25/bu (+2,9%), renovando as altas. No começo da semana, diversos produtores aproveitaram as altas pós-WASDE para realizar vendas, o que limitou por um momento as altas. No entanto, no pregão da sexta-feira – última sessão da presidência democrata nos EUA –, as commodities ganharam impulso, também ajudadas pelo bom desempenho chinês após a divulgação de novos dados da segunda maior economia do mundo referentes ao ano de 2024. Os preços da B3 não seguiram a tendência de alta observada em Chicago. O vencimento de março/25 na bolsa brasileira encerrou a semana negociado a R$77,95/sc (-1,6%).

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Asset 11  ÓLEOS VEGETAIS

Óleo de soja fecha em leve alta enquanto mercado aguarda por sinalizações do governo Trump

O óleo de soja fechou a semana em leve valorização. Depois da alta histórica de 14% na semana anterior, em meio às primeiras informações sobre os novos créditos para biocombustíveis nos Estados Unidos e melhores expectativas para demanda por óleo de soja, o mercado aguarda com cautela por um posicionamento do novo governo sobre as novas regras. Junto disso, os agentes acompanharam a divulgação de dados recordes de esmagamento de soja e aumento de estoques na indústria americana. A tela de mar/25 terminou cotada a US¢ 45,7/lb, leve semana alta de 0,2%.

Já o óleo de palma terminou a última semana em queda, influenciado principalmente pela confirmação das importações fracas de óleo de palma da Índia em dezembro, junto de relatos de mais uma forte queda na primeira metade de janeiro. A tela de mar/25 fechou cotada a USD 930/t, queda de 2,5%.

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Asset 9  FERTILIZANTES

Aumento para preços CFR da ureia, SSP e cloreto de potássio 

No mercado de fertilizantes, os fundamentos altistas têm ganhado força em determinados segmentos. No setor dos nitrogenados, uma licitação indiana e uma oferta reduzida impulsionaram as cotações CFR da ureia, elevando os preços no Brasil. No mercado dos potássicos, relações de troca favoráveis levaram a um aumento da atividade comercial, e esse fortalecimento do interesse comprador também impactou nos preços, que subiram desde a semana passada. Por fim, entre os fosfatados, também houve um aumento para as cotações do TSP e do SSP, enquanto o preço do MAP manteve a estabilidade.

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Asset 12  PECUÁRIA

Contratos futuros para o segundo semestre avançam, enquanto China e EUA permanecem em destaque 

Os preços nas principais praças brasileiras permanecem estáveis, e o destaque dos últimos dias foram os últimos contratos futuros abertos atualmente na B3, para outubro/25, que ultrapassaram a barreira dos R$ 341,55/@. Enquanto uma oferta interna retraída e uma demanda também estável estariam sustentando os valores negociados, dois dos principais mercados da carne brasileira vem sendo seguidos de perto. Além das investigações já abertas na China para carnes de todas as origens, as últimas notícias de que cargas de grãos brasileiros foram retidas, elevaram ainda mais o alerta. Ao mesmo tempo, há também grande expectativa pelo impacto que medidas tomadas pelo novo governo dos EUA possam ter nos envios. Isto lembrando que, somente nas duas primeiras semanas de janeiro/25 o Brasil já atingiu 85% da sua cota anual no mercado estadunidense, um recorde histórico, mostrando uma forte demanda em um momento em que a pecuária da maior economia do mundo também se encontra atravessando uma virada de ciclo, com menor oferta interna, mas um dos maiores índices per capita do mundo em consumo. Sendo assim, continuarão sendo seguidas de perto as decisões tomadas pelas autoridades de ambos os países, que ocuparam o primeiro e segundo lugar entre os maiores compradores de carne brasileira em 2024 (a China com 52% e os EUA com 7%).

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Asset 13  AÇÚCAR E ETANOL

Açúcar tem queda semanal de 5,2% em meio à fundamentos de baixa

Esta semana, entre os dias 13 e 17, registrou novamente um período de queda acentuada para o açúcar. A tela mais líquida (SBH5), referente à março, registrou recuo de 5,2% na semana aproximando-se da marca dos US18,00/lb e finalizando o período em US¢ 18,2/lb nesta sexta-feira. O patamar dos US¢ 18/lb parece ter atuado comouma resistência para os preços da commodity, que também se beneficiou na semana de relatos mais pessimistas vindos da safra indiana (vide relatório acima). Apesar disso, rumores da iminência da liberação de 1 MMt de açúcar no país fizeram o sentimento baixista prevalecer no mercado. Além disso, o prognóstico climático melhorado para as safras 2024/25 e 2025/26 no Centro-Sul brasileiro segue apontando para um cenário mais baixista.

Etanol finaliza semana em alta leve em meio à entressafra

Nesta semana, entre os dias 13 e 17 de janeiro, os preços do etanol hidratado negociado com base em Ribeirão Preto, SP mantiveram o suporte visto desde o início de 2025 devido ao retorno das distribuidoras ao mercado. Com isso, a semana se finaliza com indicações próximas aos R$ 3,37/L, após iniciar o período em R$ 3,35/L. O indicativo de saídas de etanol hidratado para o mercado interno divulgado pela UNICA (relativo à segunda metade de dezembro) aponta 923 mil m³, aumento de 8% em relação à quinzena anterior. Vale apontar, contudo, que os estoques de etanol do Centro-Sul seguiam 15% acima da média de 5 anos ao final de 2024.

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Asset 7  CAFÉ

Preços futuros de café voltaram a avançar na semana

Sem mudanças no ponto de vista dos fundamentos, os preços futuros de café terminaram a semana em alta, em meio a um contexto de baixa liquidez devido à alta volatilidade e ao nível elevado dos preços. Em Nova Iorque, o contrato mais ativo apresentou um avanço de 450 pontos (1,4%), para US¢ 328,35/lb. Em Londres, os preços apresentaram um incremento de USD 40/ton (0,8%), para USD 5006/ton.

No mercado doméstico brasileiro, mesmo com a queda de 0,7% do dólar, que estava sendo cotado em USDBRL 6,06 no momento da escrita deste relatório, os preços no mercado doméstico brasileiro terminaram a semana em alta. Na sessão da sexta-feira (17), os preços de café arábica foram vistos acima de R$ 2.300/saca e o café robusta com ofertas acima de R$ 2.000/saca.

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Asset 5  CACAU

Cacau avança após consolidação dos dados de moagem em 2024

Entre os dias 13 e 17 de janeiro, os preços futuros de cacau reverteram a tendência de baixa observada na semana anterior e encerraram o período em alta. Em Nova Iorque, o contrato mais negociado (março/25) avançou 5,7%, fechando a sessão em 11.173 USD/tonelada. Em Londres, o contrato equivalente registrou valorização de 4,4%, encerrando a semana a 8.955 GBP/tonelada. O fator direcionador dos preços na semana foram os dados de moagem do quarto trimestre de 2024, divulgados na quinta-feira (16). Esses dados, que mostraram o desempenho das principais indústrias processadoras de cacau na Europa, Ásia e América do Norte, apresentaram resultados mistos, ampliando a percepção de risco dos investidores em relação ao balanço global do produto.

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Asset 6  ALGODÃO

Algodão se recupera levemente, mas fundamentos fracos ainda limitam altas

Na semana passada, o mercado da pluma conseguiu observar uma recuperação leve, com o vencimento de março/25 encerrando negociado a US¢67,70/lb (+0,9%). A tendência se mantém baixista, conforme o mundo – e os EUA – deve encerrar o calendário-safra com estoques robustos, alimentando o cenário de pressão nos preços. O mercado agora olha para o novo governo Trump e como as relações internacionais vão se desenhar a partir daí. Vale lembrar que os EUA são um importante exportador de algodão, com apenas um oitavo de sua produção sendo consumida domesticamente. Dessa forma, a força das cadeias globais de valor ajuda a determinar a capacidade da pluma norte-americana encontrar mercados, ampliando espaço para preços mais altos. No primeiro dia do governo Trump, a ausência da China no novo programa de tarifas já ajudou os mercados de commodities agrícolas a operar em alta. Ainda assim, o mercado está atento a novas consequências da política norte-americana.

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Asset 8  PETRÓLEO

Petróleo recua com mercado aguardando primeiras medidas do governo Trump

Na última semana, as cotações de futuros do Brent encerraram o período com uma alta de 1,29%, sendo negociados na sexta-feira (17) a USD 80,79 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, avançando 1,71% na semana, cotados a USD 77,88 bbl. O mercado seguiu refletindo os temores de uma pressão sobre a oferta global de petróleo com as sanções americanas sobre a Rússia, além de projeções da IEA apontarem um crescimento maior do consumo em 2025. Todavia, o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas reverteu parte da alta em meio a atenuação dos riscos na região, com investidores também aguardando as primeiras medidas do novo governo Trump.

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cAsset 3  DIESEL

NY Harbor ULSD avança pela quarta semana consecutiva

Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com uma alta de 4,8%, terminando a sexta-feira (17) em USD 2,621 por galão. Os futuros do diesel seguiram avançando pela quarta semana consecutiva, com os receios sobre choques na oferta de curto prazo do derivado gerados pelas sanções americanas aos produtos petrolíferos fornecidos pela Rússia entregando suporte ao combustível. Paralelo a isso, as expectativas ao redor de uma maior demanda pelo energético ao longo do inverno no Hemisfério Norte contribuiu para as altas observadas ao longo das últimas semanas.

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cAsset 3  GASOLINA

Vendas de gasolina C recuam 4,12% em 2024

Na última semana, a ANP liberou os dados parciais das vendas de combustíveis em dez/24. Os combustíveis leves seguiram apresentando resultado misto em dezembro, com as vendas de gasolina C recuando 3,76% a.a para 3,9 milhões m³ enquanto a demanda de etanol hidratado ficou em 1,9 milhão m³ (+3,08% a.a). Para ambos os combustíveis se trata de um aumento frente o mês anterior, conforme a demanda por Ciclo Otto costuma crescer no final do ano, mas em geral o consumo de combustíveis leves recuou frente o mesmo período em 2023 em quase 4%.

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