
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

CÂMBIO
Dólar avança globalmente em semana de tensões no Oriente Médio e decisões de juros no Brasil e nos EUA
A semana foi marcada pelas decisões de política monetária dos bancos centrais do Brasil e dos EUA, em que ambos adotaram uma postura mais cautelosa e sinalizaram que seus juros permanecerão estáveis no curto prazo. Adicionalmente, o aumento das tensões geopolíticas em meio ao conflito entre Israel e Irã impulsionou a demanda por ativos considerados “portos seguros”. A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta sexta-feira (20) cotada a R$ 5,5265, recuo semanal de 0,3%, mensal de 3,4% e anual de 10,5%. Já o Dollar Index (DXY) fechou a semana cotado a 98,8 pontos, variação de +0,7% na semana, -0,6% no mês e -8,6% no ano. > Clique aqui e acesse o relatório completo.
SOJA
Soja se mantém estável
O vencimento para julho encerrou a sexta-feira, pós feriados no Brasil e nos EUA, em 1068 cents por bushel, pequena queda de 0,2% no período. Enquanto o óleo de soja tem sido impulsionado pelas perspectivas favoráveis para biocombustíveis, o farelo está mais pressionado, após a China anunciou uma redução de 2,5% em seu rebanho de matrizes de suínos, pois o mercado estaria sobreofertado. Além disso, o governo do país, busca reduzir a participação do farelo de soja nas rações. > Clique aqui e acesse o relatório completo
MILHO
Milho segue pressionado no mercado internacional
Os futuros do milho encerraram queda na semana anterior, com o vencimento de dezembro/25 acumulando uma queda de 0,4% ao terminar o período negociado a US¢441,25/lb. As cotações iniciaram a semana quase 6 cents abaixo encerramento anterior, reflexo dos sentimentos de aversão ao risco com a escalada nos conflitos entre Irã, Israel e EUA. No decorrer da semana os preços foram reduzindo suas perdas, resultado da demanda aquecida a nível global, chegaram a operar no positivo, mas após o feriado, voltou a se desvalorizar. A safra norte-americana observa condições climáticas menos favoráveis no curto prazo, mas que não deve trazer impactos significativos nesse estágio inicial. Já no Brasil, a colheita segue avançando a passos largos. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ÓLEOS VEGETAIS
Óleos vegetais marcam nova semana de forte avanço
A definição das Metas para Combustíveis Renováveis (RVOs) pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) foi, mais uma vez, o principal fator de valorização dos óleos vegetais, especialmente o óleo de soja. Se na sexta-feira (13), data da sua divulgação, o relatório já havia impulsionado os preços e garantido uma valorização de 6,5% daquela semana, a continuidade do movimento altista na segunda-feira (16) consolidou mais um avanço semanal consecutivo. Com a alta de 8,9% no início da semana, enquanto o mercado seguia precificando a expectativa de recuperação da demanda pelo óleo de soja norte-americano, a tela de julho encerrou o período com valorização acumulada de 7,6%, cotada a US¢ 54,5/lb.
Na Bursa, o óleo de palma também encerrou a semana em alta, ainda que de forma mais moderada. O principal avanço foi registrado na segunda-feira (16), impulsionado pela valorização do óleo de soja em Chicago. Assim, mesmo com um viés baixista nos dias que antecederam a decisão da EPA, os preços se mantiveram sustentados. O contrato setembro/25 fechou o período cotado a USD 968,9/t, acumulando valorização semanal de 4,8%. > Clique aqui e acesse o relatório completo
FERTILIZANTES
Conflito no Oriente Médio faz preços CFR dos nitrogenados subirem no Brasil
No mercado dos nitrogenados, a redução da oferta no Oriente Médio tem pressionado os preços CFR Brasil para cima. Diante de uma disponibilidade menor de cargas, os preços da ureia, do NAM e do SAM saltaram no mercado brasileiro. O mercado dos fosfatados não foi afetado diretamente pelo conflito. Porém, a demanda está aquecida nesse setor e, com uma oferta global justa, os preços continuaram subindo nos últimos dias. Assim, os preços CFR do MAP e do TSP aumentaram. Por fim, a estabilidade foi a marca do cloreto de potássio desde a semana passada. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PECUÁRIA
Centro-Oeste lidera valorização dos preços físicos no mercado pecuário
Em mais uma semana positiva para o mercado pecuário, os preços físicos voltaram a se valorizar, novamente com destaque para o Mato Grosso, que avançou para R$ 322/@ no mercado à vista, acumulando uma alta de R$ 14/@ desde o início de junho. Em segundo lugar, Mato Grosso do Sul e São Paulo se encontram em empate técnico, com cotações oscilando ao redor de R$ 316/@ no mercado à vista. No entanto, o mercado a prazo ainda se mostra mais forte nas praças sul-mato-grossenses, com R$ 319/@, enquanto as paulistas registram R$ 317/@. Isso destaca o bom momento do Centro-Oeste, que historicamente costumava ficar atrás dos preços praticados em São Paulo, mas que vem liderando as cotações em 2025. Já para os confinadores, as boas notícias também continuam: os preços físicos do milho recuaram em todos os estados brasileiros, após terem alcançado máximas históricas no primeiro trimestre. Por sua vez, os preços futuros se mantiveram relativamente estáveis, acumulando um leve recuo semanal. Dessa forma, os contratos para novembro/25 fecharam a sexta-feira em R$ 341/@, enquanto dezembro está em R$ 342/@. > Clique aqui e acesse o relatório completo
AÇÚCAR E ETANOL
Contrato de julho/25 em Nova Iorque testa os níveis abaixo de US¢ 16/lb
O julho/25 do NY#11 testou o patamar abaixo dos US¢ 16/lb nesta semana, mas finalizou em estabilidade no fechamento da sexta (20) – em US¢ 16,10/lb, apenas 3 pontos abaixo da sexta-feira da semana passada. No pregão de hoje, especificamente, os futuros registraram relevante recuperação (+1,4% para o N25), em um movimento mais técnico, e menos via fundamentos. No geral, consolida-se o sentimento baixista no mercado de açúcar, pautado por uma demanda por importações enfraquecida, pelo menos até maio, nos grandes polos compradores, e por expectativas otimistas para a safra internacional 2025/26. No Brasil, o mix açucareiro em maximização e os bons números de moagem vindos do Centro-Sul também dão suporte ao clima de queda atual.
Etanol sobe com temores vindos do mercado de petróleo
O etanol hidratado registrou forte alta nesta semana, após semanas consecutivas de queda em reflexo do crescimento da safra canavieira no Centro-Sul. Contudo, os últimos dias têm trazido os negócios para patamares próximos de R$ 3,20/litro (base Ribeirão Preto, com impostos), entre 10-15 centavos acima do que se vinha sendo visto até a semana passada. Dentre os fatores, pode-se dizer que os temores vindos do mercado de petróleo podem ter gerado uma antecipação de alta para o etanol no spot, ao passo que os conflitos no Oriente Médio elevaram substancialmente as cotações do petróleo desde a sexta-feira passada. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CAFÉ
Preços do café sobem com força diante da previsão de frio no Brasil
Os preços do café registraram fortes quedas na última semana, tanto para o arábica negociado em Nova Iorque quanto para o robusta em Londres. Esse movimento reflete, principalmente, o avanço da colheita no Brasil, que aumentou significativamente a oferta no mercado físico. Além disso, fatores técnicos também exerceram pressão sobre as cotações, como a proximidade do primeiro dia de aviso para o contrato de julho em Nova Iorque, ocorrido na sexta-feira, dia 20.
Do ponto de vista técnico, os preços foram afetados pelo ajuste de posições diante do primeiro dia de aviso. A pressão no mercado se intensificou até quarta-feira, devido ao feriado no dia 19, que manteve a bolsa fechada. Assim, o último dia útil para ajustes de posições e gerenciamento do risco de compromissos físicos foi o dia 18.
Em Nova Iorque, o contrato mais ativo, com vencimento em setembro, caiu 3.095 pontos, o equivalente a 8,9%, encerrando a sexta-feira cotado a US¢ 315,05 por libra-peso. Em Londres, o contrato de setembro do robusta teve queda ainda maior: USD 550,00 por tonelada, ou 12,8%, fechando o dia 20 a USD 3.737,00 a tonelada. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CACAU
Com diminuição da oferta na safra atual, setor cacaueiro antecipa foco na safra 2025/26
Entre os dias 13 e 20 de junho, os contratos futuros de cacau registraram forte desvalorização nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato mais negociado, com vencimento em setembro de 2025, registrou queda de 8,7%, encerrando o período cotado a 8.169 USD/tonelada. Em Londres, a mesma tela acumulou perda de 9,8%, sendo negociada a 5.617 GBP/tonelada. O movimento de baixa ocorre em um momento em que os investidores gradualmente redirecionam sua atenção para o desenvolvimento da safra 2025/26, cuja colheita tende a se intensificar em outubro. Paralelamente, a safra atual (2024/25) avança para um período de menor oferta nos principais países exportadores da commodity. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ALGODÃO
Algodão terminou mais uma semana em baixa
Os futuros da pluma tiveram mais uma semana de queda, com perdas de 1,7% para o contrato de dezembro/25. O bom desenvolvimento da safra americana segue entrando na conta dos investidores, colocando um teto para as cotações. No período, que foi marcado por um volume mais ameno de negociações em vista do feriado no dia 19/jun, o grande fator nos mercados globais foi uma escalada das tensões entre Israel e Irã, o que aumentou fortemente a aversão ao risco, embora tenha trazido ganhos para commodities energéticas. O mercado aguarda os novos dados de área para os EUA, que devem ser publicados no próximo dia 30, o que deverá trazer uma revisão para as estimativas de oferta de algodão americano na safra 2025/26. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PETRÓLEO
Escalada da guerra com Irã apoia contratos do petróleo
Na semana passada, o contrato mais ativo do Brent acumulou ganhos de 3,75%, sendo negociado a em USD 77,01 bbl. Os futuros do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 74,93 bbl (+2,67%). Os contratos do petróleo seguiram em alta em meio a evolução da guerra entre Israel e Irã, com a intensificação de ofensivas entre os dois países aumentando a insegurança na região. Durante a semana, também se tinham incertezas sobre o envolvimento direto dos Estados Unidos na guerra, o que contribuiu para evitar maiores ganhos do petróleo quando autoridades americanas não estabeleciam um posicionamento decisivo – situação que mudou drasticamente no final de semana. > Clique aqui e acesse o relatório completo
DIESEL
Preços do diesel seguiram em alta na semana passada
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com uma alta expressiva, de 7,8%, terminando a sexta-feira (20) em USD 2,5418 por galão. Os futuros do diesel mantiveram o ímpeto altista, influenciado principalmente pelos fundamentos do mercado de petróleo, com a escalada dos conflitos no Oriente Médio e a forte redução dos estoques de óleo bruto nos EUA influenciando no avanço das cotações do petróleo e seus derivados. > Clique aqui e acesse o relatório completo
GASOLINA
Preços atingem maior patamar em quase 10 meses
Na última semana, o contrato mais ativo do RBOB registrou alta de 4,6%, cotado a USD 2,32 por galão na sexta-feira (20). As cotações seguiram refletindo os fundamentos do petróleo, com os riscos de oferta associados ao conflito no Irã apoiando os futuros da gasolina. Esse aumento ocorre mesmo com a formação de estoques do derivado nos Estados Unidos, conforme as perspectivas de consumo de gasolina no país seguem positivas. > Clique aqui e acesse o relatório completo

