
Confira o Resumo Semanal de Commodities elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil. Cadastre-se para receber semanalmente.

Fonte: StoneX cmdtyView. *Valores referentes à variação do primeiro contrato contínuo para as respectivas commodities.
CÂMBIO
Real interrompe sete semanas seguidas de ganhos em meio à volatilidade dos mercados
A semana foi marcada pela volatilidade no mercado de moedas, em meio a novas ameaças de tarifas de importação pelo presidente americano, Donald Trump, e por tensões geopolíticas após EUA e Rússia se reunirem para discutir o conflito na Ucrânia sem a sua participação. A taxa de câmbio do real terminou a sessão desta sexta-feira (21) cotada a 5,7302, variação de +0,6% na semana, -1,8% no mês e -7,2% no ano. Já o dollar index fechou o pregão desta sexta cotado a 106,6 pontos, recuo semanal de 0,1%, mensal de 1,7% e anual de 1,4%. > Clique aqui e acesse o relatório completo.
SOJA
Com fundamentos mistos, soja tem fechamento estável na semana
Na semana passada, as cotações da soja em Chicago oscilaram em torno da estabilidade e terminaram o período em leve alta, com o vencimento para março fechando a sexta-feira (dia 21) em 1039,5 cents por bushel. O principal fator que explica a falta de sustentação dos preços da soja em níveis mais elevados são as boas perspectivas para a safra da América do Sul, principalmente a brasileira, mesmo após algumas prejuízos para a produtividade, devido aos impactos do clima seco. O mercado da oleaginosa continua acompanhando o andamento da safra da América do Sul, enquanto as especulações acerca do tamanho da área do próximo ciclo dos EUA, o 2025/26, também estão aumentando. Nesta semana, o USDA realizo seu Fórum Agrícola anual, em que serão divulgados dados para a safra nova do país. Apesar de a área plantada do fórum não ser baseada em levantamento junto aos produtores, o número é considerado um primeiro indicativo do que esperar, levando em conta os fundamentos, como o comportamento dos preços. Atualmente, as apostas são de uma menor área de soja, enquanto o cereal ganharia espaço, uma vez que os preços do milho estão em tendência de alta mais significativa. > Clique aqui e acesse o relatório completo
MILHO
Preços internacionais do milho seguem encontrando resistências
O milho, embora esteja observando fundamentos fortes, principalmente do lado da demanda, foi marcado por uma queda na semana passada, com o vencimento de maio/25 encerrando o período a Us¢505,00/lb. Os futuros têm encontrado ainda certa resistência para registrar ganhos mais substantivos acima desse patamar. A semana foi relativamente mais vazia do ponto de vista dos fundamentos, com o destaque ficando para as negociações de uma trégua entre Rússia e Ucrânia. Os EUA tentam encontrar uma solução para o conflito, enquanto parecem escantear a Ucrânia da mesa de negociações, o que deve fazer com que quando se alcance uma solução de paz – se isso de fato acontecer – haja uma reconfiguração de fronteiras no leste ucraniano. O mercado de trigo tem reagido ao cenário do Mar Negro, o que transborda em alguns momentos para o milho.
Olhando para os preços no Brasil, os contratos de milho na B3 vêm operando com força. O vencimento de maio/25 acumulou quase 4% de alta, encerrando a R$80,16/saca. A demanda doméstica segue forte e os riscos para a safrinha também fazem com que os compradores estejam mais atuantes nesse momento. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ÓLEOS VEGETAIS
Óleos vegetais fecham semana em valorização
O óleo de soja passou por leve valorização na CBOT na semana passada. O mercado segue mantendo um padrão mais lateralizado, enquanto repercutiu principalmente as preocupações com o clima para a produção da Argentina, e os dados de esmagamento de janeiro dos Estados Unidos. A tela de março terminou cotada a US¢ 46,2/lb, avanço de 0,2%.
Na terça-feira, a Associação dos Processadores de Oleaginosas (NOPA) dos EUA informou que o esmagamento de janeiro totalizou 5,45 milhões de tons, queda de 3,0% frente ao mês anterior, mas ficando 7,9% acima de janeiro do ano passado. A medianas das estimativas dos agentes apontava para 5,57 milhões. Os estoques, por sua vez, que tinham estimativas para 584,7 mil tons, chegaram a 578 mil, avanço de 3,1% em relação a dezembro, mas ficando 15,5% abaixo do mês equivalente do ano passado.
O óleo de palma se valorizou na semana passada, com as preocupações em relação à produção na Malásia em fevereiro possam decepcionar, após um desempenho em janeiro abaixo das expectativas e retração maior que o esperado nos estoques. Adicionalmente, um oficial do ministério de Energia da Indonésia informou que o governo está realizando estudos para a implementação de um B50 no país em 2026. Uma elevação tão forte em um curto espaço de tempo parece pouco factível, frente às dificuldades que o país já enfrenta com a implementação do B40, todavia, caso o governo de fato tente levar a medida adiante, levaria a um balanço ainda mais apertado para o próximo ano. A tela de maio/25 terminou o período cotada a USD 1.056/t, alta semanal de 4,0%. > Clique aqui e acesse o relatório completo
FERTILIZANTES
Aumento para preços CFR da ureia, do TSP e do cloreto de potássio
No mercado internacional, comenta-se que a ausência de uma nova licitação indiana trouxe alguns sentimentos baixistas no segmento dos nitrogenados. Entretanto, no mercado físico do Brasil, as cotações CFR continuam firmes. Os preços da ureia aumentaram ligeiramente no Brasil, e isso também foi visto para o NAM e para o SAM. No mercado de fosfatados brasileiro, há maior interesse comprador pelo TSP, e isso fomentou uma elevação para as cotações desse produto. Por fim, o KCl demonstrou um novo aumento dos preços, e há relatos de uma demanda firme no mercado internacional. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PECUÁRIA
Fortes recuos nos preços físicos do boi gordo refletem alongamento das escalas por menor compra dos frigoríficos
Em uma nova semana de reduções, foram vistos recuos nos preços físicos que, no entanto, não caíram com a mesma força na bolsa. O índice contínuo da B3 começou a semana com R$ 313,20/@, para fechar com R$ 312,70/@, aparentando uma leve variação. No entanto, no mercado físico, a queda começava a ocorrer com maior força. Assim, em algumas praças chegaram a observar-se recuos de mais de 50%. No Mato Grosso, por exemplo, estado que possui o maior rebanho e abate mais bovinos no Brasil, a semana que começou com R$ 327,50/@ nas praças de Cuaibá e Rondonópolis, mas acabou com R$ 310,00/@. Outro destaque foi o Norte, principalmente Rondônia, que de R$ 275,97/@ foi para R$ 135,00/@. O principal motivo dessa baixa são as menores compras dos frigoríficos, que de pouco mais de sete dias nas escalas no começo da semana, acabaram subindo a espera para novas compras em dez dias na maioria dos estados, chegando inclusive a uma demora de quinze dias no caso do Triângulo Mineiro. > Clique aqui e acesse o relatório completo
AÇÚCAR E ETANOL
Maio/25 em NY já se aproxima dos US¢ 20/lb
Nesta semana, o açúcar apresentou um movimento de alta nos contratos em Nova Iorque. Na sexta-feira (21), o contrato K25 foi cotado em US¢ 19,92/lb, registrando um ganho semanal de 76 pontos (aumento de 3,97%), um movimento um pouco mais brando que o registrado na semana anterior, que registrou uma alta de 130 pontos. A preocupação com a produção indiana imprime um sentimento altista no mercado por conta de uma oferta menor do que a esperada pelo país asiático no saldo global. Além disso, a diminuição nas chuvas no Centro-Sul apoia o movimento persistente nas últimas duas semanas para o K25.
Etanol encontra preços estáveis nesta semana
Hoje (21), o indicador para o etanol hidratado com base nas usinas de Ribeirão Preto (SP) apresentou fechamento em R$ 3,39/litro (com impostos), leve queda em relação à semana passada. Paralelamente, o índice coletado pelo CEPEA apresentou sutil retração semanal de cerca de 0,13%, cotado a R$ 2,85 (PVU SP, líquido de impostos). Após trajetória consistente de alta, as distribuidoras parecem menos ativas do lado comprador, limitando maior valorização. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CAFÉ
Preços futuros do café arábica voltam a ser negociados abaixo de US¢ 400/lb
Após ultrapassar o patamar histórico de 400 centavos de dólar por libra-peso, os preços futuros do café arábica encerraram a última semana em queda. Esse movimento de baixa foi influenciado por diversos fatores baixistas, incluindo o primeiro dia de aviso para o contrato de março na Bolsa de Nova Iorque, que aconteceu na última quinta-feira (20), a perspectiva de aumento nos estoques certificados de café arábica e o arrefecimento das preocupações climáticas no Brasil.
Anteriormente, os preços futuros haviam registrado alta devido à oferta reduzida no mercado físico e à preocupação com o clima seco no Brasil, aliados a fatores técnicos de mercado. Contudo, a mudança nas previsões climáticas para os próximos 15 dias indicou um cenário mais favorável, contribuindo para a queda das cotações. Além disso, a perspectiva de aumento dos estoques certificados foi reforçada pelo crescimento dos estoques pendentes, o que contribuiu para impactar as cotações. > Clique aqui e acesse o relatório completo
CACAU
Cacau despenca com novos sinais de enfraquecimento da demanda
Na semana entre os dias 14 e 21 de fevereiro, os preços futuros de cacau recuaram significativamente. Até a sexta-feira (21), ambas as bolsas internacionais mostravam movimentação relativamente moderada. Contudo, na última sessão da semana, as cotações despencaram 11% na bolsa de Nova Iorque e 7,8% na bolsa de Londres. O principal fator baixista parece estar associado à demanda, em função da divulgação dos resultados de moagem na Costa do Marfim, que saíram em linha com o esperado, e de novas indicações de desaceleração potencial no consumo de amêndoas pelas principais indústrias do setor de confeitaria. > Clique aqui e acesse o relatório completo
ALGODÃO
Em semana encurtada, algodão volta a recuar
A semana passada foi reduzida com o feriado na segunda-feira nos EUA, e apresentou mudanças de direções para o contrato de mai/25 do algodão. Após começar com preços no maior valor de encerramento dos últimos 25 dias, alcançando US¢67,51/lb, as cotações mudaram de rumo, fechando no vermelho nas últimas três sessões, e acumularam uma desvalorização de 1,4%, com o fechamento da semana em US¢67,34/lb. O movimento observado é um reflexo de uma correção técnica do mercado, onde os agentes aproveitaram as altas da segunda semana de fevereiro para realizar lucros e fixar preços nos contratos em aberto, como pode ser observado pelo elevado volume de negociações na última semana. > Clique aqui e acesse o relatório completo
PETRÓLEO
ANP registra alta das vendas de diesel B em janeiro
Na última semana, as cotações de futuros do Brent encerraram o período com uma leve queda, de 0,4%, sendo negociados na sexta-feira (14) a USD 74,43 bbl. Os contratos do WTI seguiram trajetória semelhante, recuando 0,48% na semana, cotados a USD 70,4 bbl. Os contratos reverteram os avanços registrados no início da semana, recuando fortemente na sexta-feira (21) com a piora das perspectivas dos investidores para o mercado da commodity e maior aversão ao risco, além das incertezas sobre o tratado de paz no Leste Europeu. Outro destaque é o relatório do Instituto de Virologia de Wuhan sobre um novo tipo de coronavírus, que causou certo alarde no mercado sobre os riscos de infecção em humanos e contribuiu para pressionar as cotações no final da semana. > Clique aqui e acesse o relatório completo
DIESEL
Vendas de diesel B avançam em janeiro no Brasil
Na semana passada, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD encerrou o período com uma queda de 1,2% terminando a sexta-feira (21) em USD 2,4323 por galão. Os futuros do diesel acompanharam as cotações do petróleo, conforme expectativas sobre o balanço global e uma aversão ao risco dos investidores – especialmente após um relatório publicando que anunciou uma nova variante do coronavírus na China, causando frenesi no mercado. > Clique aqui e acesse o relatório completo
GASOLINA
Vendas de gasolina no Brasil recuam frente dezembro
Na última semana, o contrato mais ativo do RBOB registrou queda de 3%, cotado a USD 2,02 por galão na sexta-feira (21). Os preços do derivado fóssil acompanharam a queda do petróleo, com incertezas no mercado e perspectivas de um balanço menos apertado da commodity influenciando as cotações. O tombo maior, entretanto, se deu na sexta-feira, conforme um relatório identificando um novo tipo de coronavírus na China causou alarde entre os investidores. > Clique aqui e acesse o relatório completo

